Domingo, 21 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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Em quinze dias, quatro golpes na Ciência

Por lgarcia em 20/08/1999 na edição 73

O tom da carta “Jornal Hoje na Lua”, enviada por Helenice Oliveira, pareceu-me equivocado. O choque da sonda contra a Lua não causou risco algum ao “equilíbrio da vida na Terra”. Seria como dizer que a queda de uma aeronave no Oceano Pacífico colocou em xeque a vida de toda a população mundial ? faltou à leitora uma idéia melhor das grandezas envolvidas: a quantidade de energia, o tamanho da Lua e a distância da Terra.

Proporcionalmente, a queda do meteoro em Tunguska no início do século ou a explosão da Ilha de Krakatoa foi incomparavelmente maior ? idem para as bombas atômicas de Hiroxima e Nagasaki e qualquer uma das explosões feitas durante os testes nucleares. Aliás, até as corriqueiras implosões de edifícios representam um impacto ambiental centenas de vezes maior do que o colisão da sonda com a superfície do nosso satélite.

Fico feliz com as preocupações éticas da leitora em relação à pesquisa científica, a sociedade deve estar envolvida, mas tal alarmismo realmente é descabido.

Roberto Takata, mestrando em Biologia no Instituto de Biociências da USP

 

Estudei o assunto “grafologia” durante alguns anos, e posso dizer que não se trata de nenhum embuste, conforme o leitor Jamil Orlandelli opinou em “Pseudociência avança” [ver remissão abaixo]. A grafologia é tão somente uma forma de expressão, tal qual a fala, a dança, a linguagem dos surdos-mudos, o canto, a pintura, a escultura etc.

Daí que é possível (tendo o conhecimento técnico do assunto) interpretar os diversos sinais contidos numa escrita e então (através de um olhar atento e treinado) identificar sentimentos, pensamentos e atitudes da pessoa que escreveu o texto, traçando-se o seu perfil psicológico. Por exemplo, podemos encontrar traços característicos que denotam agressividade, timidez, temor do futuro, depressão etc., e em função disso muitas empresas utilizam a grafologia não como o único método de seleção de pessoal, mas como um instrumento auxiliar para complementar outras técnicas de avaliação.

Ou seja, a grafologia tem recursos para detectar se uma pessoa tem as características apropriadas para o desempenho de uma determinada atividade profissional; características essas que muitas vezes são forjadas por um determinado canditato à vaga oferecida, no afã de conseguir um emprego. Com o uso da grafologia, conseguimos “ver por trás da máscara”, pois as pessoas não conseguem se ocultar quando escrevem um texto manuscrito, apenas se for utilizado algum método eletrônico ou mecânico. Da mesma forma que podemos interpretar quando uma pessoa estende o braço com a mão fechada como “soco”, “gesto agressivo”, na escrita percebemos este mesmo gesto num traço, que, em última instância é uma representação simbólica do gesto agressivo.

Em vários países do mundo a grafologia é seriamente estudada e aplicada, dando-se-lhe o devido valor. Aqui no Brasil, como em muitos outros assuntos, existe uma grande ignorância a respeito desta matéria, o que de forma alguma lhe diminui a importância. É preciso ter o coração e a mente abertos para que possamos conhecer e assimilar novas idéias e tecnologias, que só podem nos enriquecer. Se assim não fosse, estaríamos até hoje tentando esfregar dois pauzinhos para fazer fogo…

Martina Duarte

 

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