Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > DOSSIÊ PERFÍDIA

Entendo, mas discordo

Por lgarcia em 14/02/2001 na edição 108

CARTAS

DOSSIÊ PERFÍDIA

Sr. Dines, sou universitário (Ciências Contábeis/Uerj), funcionário público, e tenho a vida bastante atribulada, devido ao tempo sempre curto para tantas atividades. Mas o horário do Observatório da Imprensa é sagrado, ou quase, pois as aulas na Uerj às vezes impedem. Tenho um fascínio pelo Observatório, que é tão bem conduzido pela dupla de apresentadores, abordando temas interessantes e que analisam a mídia de dentro para fora, fato este ímpar em nossa imprensa. Portanto, Sr. Dines, faço votos de rápido reequilíbrio para que nós, seres sedentos por saber e críticos contumazes da mídia "japonesa" (aquela que analisa todos os fatos de maneira idêntica), possamos ter de volta o "nosso" Observatório. Quanto ao fato do dia 6/2 em si, entendo, pois os tentáculos de "Toninho Malvadeza" são longos. Mas não concordo.

Ericson de O. Faria

 

Aqui na Bahia, na briga entre A Tarde e Correio da Bahia, o leitor médio pode perceber uma sensível queda “democrática e libertária" de A Tarde e da sua equipe de jornalistas e repórteres isentos e imparciais que oportunamente somam-se à trupe que luta (dentro e fora da Bahia), em vão, para expulsar o grande dragão da maldade e da cabeça branca da capitania hereditária chamada de Bahia. Enganam-se aqueles que pensam que é na figura do ACM que está concentrado todo o mal que grassa por estas bandas, há séculos! Sua dinastia já dá sinais de fadiga, mas seu império (do mal) não, ele fez escola, e a disputa pela sucessão já começou. Nada mais natural. Somente o povo organizado sobre uma "nova" idéia dará cabo a tudo isso.

E como disse Voltaire: "O mundo só será mundo no dia em que enforcamos o último rei na tripa do último padre" – sem qualquer cobertura jornalística, pois os repórteres já não existirão! Pelo menos os do "ancien régime".

Bom, para mim, ou melhor para a geração do meu pai, que bem conhece a história recente da Bahia e do Brasil, não é surpresa nada do que Joca conta na sua "investigação jornalística", basta freqüentar os bancos da Praça da Piedade ou do Largo dos Aflitos, onde podemos ouvir, com os mais antigos, ou ainda com alguns professores das universidades da Bahia, verdadeiras histórias de terror, uma ou outra malvadeza revelada. A pesquisa do imparcial e isento jornalista, no livro, somente o credencia a vir somar-se ao legado do ACM, sem pretensão bombástica e de furo de reportagem de estar revelando à sociedade baiana e brasileira a verdadeira face do "cabeça branca" e as suas tenebrosas transações.

Também não vejo com surpresa o "amarelamento" destes oitos profissionais da imprensa. Gostaria de saber os nomes destes homens! Para o bem da boa imprensa.

Como disse Chatô a um jornalista: "Se queres escrever o que pensas ou achas, funde o teu próprio jornal!"

Cláudio Vigas, Salvador

 

Pára de encher lingüiça e diz logo quando é que o programa do livro sobre ACM vai ao ar. Ou medraram também, como o resto da turma? Pelo menos diz onde achar o livrinho.

Ebenézer Soares Ferreira Júnior

 

Solicito o nome dos jornalistas e veículos da imprensa convidados para o programa cancelado.

Paulo Samuel

 

Nós no estado da Bahia ainda vivemos no estado de sítio em que entrou o Brasil em 1964. As notícias de chacinas que acontecem nos subúrbios soteropolitano não saem nos jornais. As notícias são propagandas do governo, seja estadual ou municipal. Por estes e outros motivos vivemos no sítio do ACM. Parabéns, e lutem para se manterem na mídia.

Edson Soares de Pontes

 

Não assisti ao programa na terça-feira. Se nada foi comentado sobre a suspensão do que estava previsto, acredito que os telespectadores do Observatório da Imprensa mereçam uma explicação antes do próximo programa. Talvez, por excesso de precaução, tenham praticado autocensura. Ou, então, a coisa é muito mais terrível do que se possa revelar.

Leda Aparecida Pedroso

 

Precisamos aniquilar urgentemente as forças "ocultas", que têm um certo poder. Democracia?

Alfonso Lenz Junior, Salvador

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