Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Entrave à liberalização

Por lgarcia em 22/07/2003 na edição 234

FCC

O Comitê de Aquisições do Senado americano aprovou, por 40 votos a 25, emenda que, caso seja aprovada como lei, bloqueia recursos da Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês) para a implantação de medida que permitiria a ampliação das grandes corporações de mídia. A FCC quer aumentar para 45% da audiência nacional o máximo que uma rede de televisão pode atingir. Com a aprovação dessa nova regra, que já está no calendário de votação do Senado, ficaria mantido o teto de 35%, em vigor atualmente.

Críticos do aumento afirmam que o princípio da diversidade de opiniões estaria ameaçado caso as grandes companhias se expandissem em uma onda de aquisições de emissoras menores. Quem o defende, no entanto, argumenta que o alcance a um público maior é necessário para que a televisão aberta possa subsistir.

O presidente republicano George W. Bush e sua equipe são favoráveis à expansão das megacorporações. Apesar disso, alguns senadores republicanos se aliaram a democratas na resolução contra a FCC. Como reporta Dan Morgan [The Washington Post, 17/6/03] a votação no Comitê de Apropriações deu início a uma batalha de lobbies entre redes poderosas, como NBC e CBS, e senadores representantes de pequenas comunidades. Apesar de ir contra o novo patamar de 45% da audiência, o comitê não tomou medida contra outras propostas da FCC, como a liberalização das regras de propriedade cruzada -que restringem os tipos de veículos de comunicação que uma empresa pode operar num só mercado.

IRAQUE

A esparsa mas contínua resistência à invasão anglo-americana do Iraque está fazendo com que jornais dos EUA considerem o envio de mais jornalistas ao Oriente Médio.

Depois de derrubado o regime de Saddam Hussein, centenas de repórteres voltaram para casa com a sensação de missão cumprida. No entanto, com os atos de violência que têm matado soldados invasores quase diariamente, configura-se uma situação cada vez mais semelhante à do Vietnã, que exigiria maior atenção da imprensa. "Será necessário algo como o escritório de Saigon", observa John R. MacArthur, autor do livro Second Front: Censorship and Propaganda in the Gulf War (Segundo Front: Censura e Propaganda na Guerra do Golfo) e notório crítico da política beligerante de George W. Bush.

Joe Strupp, da Editor & Publisher [14/7/03] conversou com alguns editores de jornais e verificou que eles enfrentam dificuldades para enviar reforços ao Iraque. O programa de embedding do Pentágono, que permitiu que mais de 700 repórteres cobrissem a guerra junto aos soldados, conta hoje com apenas 23 profissionais. O custo durante o conflito foi muito alto para os veículos de comunicação, que têm restringido seus orçamentos.

"Não posso esvaziar o resto do mundo para cobrir um só lugar. Ainda estamos fazendo mais cobertura do Iraque que de qualquer outro ponto do globo", observa o editor internacional do Washington Post, David Hoffmann, que reduziu sua equipe no país de 20 para quatro pessoas. Outro problema comum é que vários dos jornalistas preparados para atuarem naquela área saíram de férias quando a situação se acalmou.

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