Sábado, 21 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

PRIMEIRAS EDIçõES > CARTAS

Erro da Câmara ou erro da mídia?

Por lgarcia em 20/05/2000 na edição 90



Assisti na noite de ontem ao Observatório da Imprensa sobre o julgamento de Ibsen Pinheiro.

Senti-me bem como testemunha privilegiada do caso. À época de seu julgamento na Câmara dos Deputados, eu exercia a função de Líder da Bancada Majoritária naquela Casa, bancada da qual fazia parte Ibsen Pinheiro – o PMDB.

Desejo testemunhar que, na condição de Líder, não tomei qualquer atitude nos bastidores ou publicamente no julgamento dos chamados “Anões do Orçamento”, muitos deles, inclusive, do PMDB.

No caso de Ibsen Pinheiro, agi nos bastidores e no Plenário publicamente, conforme está nos anais da Câmara dos Deputados, na defesa intransigente de sua inocência. Havia chegado a esta convicção após a análise de todo o Processo.

Acontece que, naqueles dias, era difícil assumir a atitude que sustentei. Os deputados, infelizmente, têm muitas dificuldades de enfrentar com seus votos e palavras o massacre da mídia. A predominância do noticiário em manchetes tem uma força irresistível no Congresso Nacional. Este é extremamente sensível à mídia predominante. Poucos, como eu, modéstia à parte, fazem sua consciência sobrepor à indução da “grande imprensa”.

A arrogância é ruim e muito comum ao Poder e à Imprensa. O Poder tem como freio à sua arrogância a liberdade de imprensa. A imprensa, contudo, não tem limites. O Observatório de Imprensa tem sido o único canal da verdadeira autocrítica. É importante, mas é pouco.

Tarcísio Delgado, prefeito de Juiz de Fora, MG

 

Quem vai rever as acusações levianas contra os peixes pequenos? Um delegado fez as acusações que levaram à Escola de Base, nós jornalistas compramos a acusação. Ibsen Pinheiro foi acusado pelos políticos e também compramos. A imprensa fez auto-críticas. Mas onde está a auto-crítica quando o acusado é um indefeso? Aí lembro o recente caso da aposentada portuguesa que a imprensa levianamente chamou de a “vovó do pó”. Quem vai fazer auto-crítica e defender a vovó?

José Américo Câmera – Jornalista

 

Deputado Ibsen, o Sr. leu o romance do jornalista gaúcho Fausto Wolff, no qual ele dá um depoimento sobre o seu caso tratando-o sob um pseudônimo?

Evandro Trigueiro Tavares, Manaus / AM

 

Dr. Ibsen Pinheiro, por que a absolvição do Collor no Supremo Tribunal Federal não é admitida pelos meios de comunicação e a sua o senhor quer que seja? Qual é a diferença? Se o Julgamento do Supremo é o que importa, o Presidente Collor é tão inocente quanto o senhor. Portanto acredito que ambos foram injustiçados.

Marcela Lopes

 

Antes de mais nada quero pedir perdão pela minha reação na época ao ler os jornais. Quantos poderão fazer isto? Pergunto: a partir de agora eu tenho que ler uma notícia e esperar 3 ou 4 anos para me manifestar? Será a imprensa o poder mais forte da nação? Por que não publicaram a absolvição do deputado? Medo? Ou vergonha?

Norinaldo, Ladário / MS

 

O senhor deve voltar a vida pública, porém num partido de esquerda e não num partido governista como é o caso do PMDB.

Ademir Rocha

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