Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > MÍDIA E SEQÜESTROS

Excesso de zelo

Por lgarcia em 29/08/2001 na edição 136

MÍDIA E SEQÜESTROS

Felipe Voigt (*)

É justo que numa situação delicada como essas a imprensa evite excessos. Mas não cobrir é negar a própria imprensa e o direito de informar e ser informado, que está na Constituição. E se a moda pega? Como vamos ficar?

“Ah, agora tem um risco muito grande em dar a notícia; então, não vamos falar nada.”

Isso é péssimo, pois daqui a pouco o critério de risco é alargado e por causa de risco econômico e político não se publica informações sobre empresas ou políticos.

Agora a autocrítica: a imprensa também não tem feito por onde merecer um ótimo tratamento. Com tantas fitas clandestinas rolando as redações e outros deslizes, qualquer animador de auditório pode mandar e desmandar. (Cá entre nós, ele não é um qualquer, mas há jornais e jornalistas que cedem por muito menos.)

Com relação aos noticiários, vi apenas uma manifestação da Ana Paula Padrão [Jornal da Globo, 22/8/01] na qual afirmava que a política da Globo é de colaborar com a família da vitima e não com os criminosos. Gostei!

Quanto aos jornais, todos os jornais do Rio noticiaram o seqüestro. O Dia e Extra deram um destaque maior. Na capa dos dois veículos, uma foto imensa da Patrícia Abravanel com chamada em letras garrafais.

A Globo informou que, desde 1990, adotou uma postura contra a omissão desse tipo de crime. No Recife, o Jornal do Commercio, líder em Pernambuco, foi o único a respeitar. O Diário de Pernambuco (mais antigo em circulação da América Latina) e a Folha de Pernambuco noticiaram na capa, com o maior destaque.

 

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