Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Falhas evitáveis

Por lgarcia em 15/07/2003 na edição 233

THE WASHINGTON POST

No dia 29/6, o Washington Post publicou ampla reportagem da jornalista Molly Moore sobre a tática israelense de assassinar terroristas palestinos antes que causem mais estragos à população civil com novos ataques. Desde o outono de 2000, 249 palestinos haviam sido mortos neste tipo de ação militar ? 100 deles civis ou guarda-costas, ou seja, pessoas que não eram alvos primários.

O ombudsman do Post, Michael Getler, em coluna de 6/7/03, comenta que a matéria foi motivo de muitas críticas negativas de leitores, apesar de, em sua opinião, ser bem documentada. Um leitor destacou que ela "pinta um quadro simpático de assassinos em massa". Um sério problema, aponta outro, foi que ela "essencialmente não continha menção ao número de civis israelenses mortos pelos terroristas".

De fato, a reportagem não informa que, no mesmo período em que morreram os 249 palestinos, os ataques terroristas por eles praticados mataram 821 israelenses – segundo dados de Israel. Getler conta que, nos mais de dois anos em que está no cargo de ombudsman do Post, tem defendido que a cobertura do diário para o Oriente Médio tem sido balanceada, apesar de algumas falhas isoladas. Porém, se diz desapontado com casos como esse, em que um bom trabalho acabou prejudicado por problemas de informação que poderiam ter sido resolvidos antes de a matéria sair. "Cobrir este conflito é tão sujeito a críticas baseadas em emoção e interesses específicos que me parece que o jornal se beneficiaria de certificar-se que o poder e o impacto das notícias não sejam diminuídos por reportagens com falhas óbvias".

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