Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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Faturamento das TVs cresce 10% em 2000

Por D.C. em 07/03/2001 na edição 111

QUALIDADE NA TV

MERCADO

"Faturamento das TVs cresce 10% em 2000", copyright Folha de S. Paulo, 2/03/01

"Depois de amargar uma queda de faturamento de 32% em 1999, as emissoras de TV registraram um crescimento de 10% de receita publicitária no ano passado.

Os dados, ainda não definitivos, são do Projeto Intermeios e integram estudo feito pela Marplan para a Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV).

Segundo o levantamento, a televisão abocanhou R$ 4,9 bilhões, ou 55,7% do total dos investimentos em publicidade em 2000. O crescimento foi maior no primeiro semestre, quando algumas emissoras faturaram até 40% a mais que em 99. No segundo semestre, com a queda do volume de anúncios de empresas de Internet e telefonia, o mercado retraiu.

O levantamento da Marplan faz parte de estratégia da Abert para convencer o governo federal a desistir da criação de 3.206 novos canais de TV no país -hoje existem 552 canais, dos quais cerca de 300 estão em operação.

A Abert argumenta que não há mercado para a criação de tantas novas emissoras de pequeno porte. Mostra que a verba publicitária está concentrada no Sudeste e no Sul -31,5% só na Grande São Paulo. Assim, novas emissoras de TV em pequenas cidades ?canibalizariam? o rádio."

TRILHAS SONORAS

"Retalhos da história musical da TV", copyright Jornal do Brasil, 5/03/01

"Chega hoje ao mercado nacional a série Campeões de audiência, 20 CDs com as 20 trilhas sonoras nacionais mais famosas das novelas que a TV Globo exibiu entre 1971 e 1988. Lançada pela gravadora Som Livre, a coleção (que começa com O cafona e termina com Vale tudo) traz músicas remasterizadas digitalmente de folhetins como Selva de pedra, O bem amado, Carinhoso, Gabriela, Pecado capital, Saramandaia, Estúpido cupido e Dancindays. E reúne nomes tão diferentes quanto Márcio Montarroyos, Dorival Caymmi, Ednardo, Carmem Miranda, Djavan, Silvio Caldas, Rita Lee, Cely Campello, Fábio Júnior, Elis Regina, Cazuza e Rosana. ”As trilhas sonoras complementam o imaginário popular. Percorrê-las é entrar em contato com a trajetória não só da MPB, mas também da sociedade brasileira”, avalia o diretor de marketing e comercial da Som Livre, Eugênio Romaguera.

Com tiragem inicial de 100 mil cópias e expectativa de venda de 500 mil CDs em quatro meses, Campeões de audiência chega às prateleiras quando a Som Livre ainda comemora o sucesso de vendas das trilhas nacional e internacional da última novela das 20h da TV Globo, Laços de família. ‘A bossa nova nunca foi uma grande vendedora de discos mas, ano passado, o título mais vendido foi o de Laços de família: 600 mil cópias da trilha nacional e 1,4 milhão da internacional’, contabilizaRomaguera.

Apesar dos números, o diretor da Som Livre discorda que as trilhas das novelas direcionem o gosto popular. ‘Não acredito que elas obriguem o povo a gostar de determinado tipo de música. Novelas discutem temas e estes temas estão sempre associados a músicas’, explica Eugênio. Segundo ele, a iniciativa de lançar a série de 20 CDs – que poderão ser comprados separadamente por cerca de R$ 20 cada – responde à demanda dos consumidores da loja virtual da Som Livre. ‘O mercado brasileiro é feita de apaixonados. Músicas românticas e temas amorosos sempre envolvem o brasileiro. Como todas as novelas, todos nós temos uma história de amor impossível e uma busca pelo amor possível’, diz o diretor.

Consultor de telenovelas da TV Globo e doutorando em teledramaturgia da Universidade de São Paulo (USP), Mauro Alencar assina o texto dos encartes dos 20 CDs. Nele, associa temas a personagens e situações dramáticas: Modinha para Gabriela com o auge da beleza de Sônia Braga, Fascinação com o amor de décadas de João Maciel (Paulo Gracindo) e Carolina (Yara Amaral), Pavão Mysteriozo com o realismo fantástico de Dias Gomes, o Dancindays das Frenéticas com a explosão da discoteca. ‘Em Pecado capital, por exemplo, o verso ‘dinheiro na mão é vendaval”, da música de Paulinho da Viola, era a própria sinopse da novela de Janete Clair’, diz Mauro Alencar.

Segundo ele, o primeiro título de Campeões de audiência, O cafona, de 1971, marca o início da modernização e da industrialização da telenovela, que passou a compor suas trilhas não só para os folhetins como também para o telespectador. ‘Eu tinha nove anos de idade quando ganhei o vinil de O cafona, que teve um lançamento bombástico. Depois disso, passei a comprar as trilhas sonoras porque queria rever as novelas. Consegui isso através da música, que resgata a nossa memória emotiva’, conta Mauro.

Dono de uma coleção com mais de 600 títulos de trilhas sonoras da teledramaturgia nacional, Mauro Alencar também chama atenção para a parte gráfica da coleção, que reproduz na íntegra as capas originais dos discos. ‘A história iconográfica das novelas ganha com as capas idealizadas em cima dos logotipos e do trabalho gráfico feito com os personagens’, avalia."

"Vale tudo na busca do sucesso", copyright Jornal do Brasil, 5/03/01

"A Rede Globo é a maior vitrine musical do país, o principal instrumento de divulgação para todo grande lançamento das gravadoras multinacionais. As inserções em programas como Faustão, Xuxa, Gente Inocente, Caldeirão do Huck e Fantástico têm valor inestimável para os artistas. Colocar uma música na trilha das três principais novelas, das seis (atualmente O cravo e a rosa), das sete (Um anjo caiu do céu) e das nove (Porto dos Milagres) é passaporte certo para as playlists das emissoras de rádio de massa e até mesmo de elite.

Esta penetração nacional com altos índices de audiência confere à Globo um notável poder de barganha junto às gravadoras. A empresa fonográfica do sistema, a Som Livre, tem nas trilhas a sua mina de ouro, com vendagens milionárias graças ao picadinho variado com músicas altamente massificadas. O impulso de compra é irresistível. Uma questão polêmica é se a divulgação em massa impulsiona a venda do disco do artista ou apenas das trilhas de novela.

O CD de carreira de um artista com música na novela certamente se beneficia desta divulgação porque passa a ser prioridade total. O vendedor da gravadora que negocia com as lojas de discos oferece basicamente as prioridades e, neste caso, certamente encontrará a maior receptividade dos compradores. É encomenda certa dos grandes revendedores, como Lojas Americanas, por exemplo, que podem até ter o artista num comercial exclusivo dependendo da quantidade de discos comprados.

O pagamento de direitos autorais sobre as músicas cedidas para as trilhas é quase nenhum. A remuneração indireta vem da escalação para aparecer nos programas da emissora. Este esquema de divulgação corre em paralelo com outro, que envolve as emissoras de FM mais poderosas. Nestes casos, há negociações que envolvem promoções milionárias para a distribuição de prêmios aos ouvintes. E assim molda-se o gosto popular. Plim plim."

TERRORISMO

"Bomba explode diante da BBC em Londres", copyright Folha de S. Paulo, 5/03/01

"O Real IRA, facção dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA) contrária ao acordo de paz na Irlanda do Norte, é o principal suspeito do atentado a bomba à sede da TV BBC, em Shepherd’s Bush, no oeste de Londres, na madrugada de ontem. Um homem ficou levemente ferido.

A bomba, encontrada dentro de um táxi estacionado na porta da TV estatal, explodiu pouco depois da meia-noite quando uma equipe da divisão antiterrorismo da Scotland Yard, a polícia britânica, tentava desmontá-la.

A entrada e algumas janelas do prédio da BBC foram danificadas. Um funcionário do metrô sofreu ferimentos leves ao ser atingido por estilhaços de vidro.

Alan Fry, chefe da divisão antiterrorismo da Scotland Yard, afirmou que o táxi foi encontrado depois de dois avisos em código sobre a bomba -o primeiro, a um hospital, o segundo, a uma instituição de caridade.

A polícia britânica tenta localizar agora o homem que comprou o táxi poucas horas antes da explosão. Aparentava 30 anos e falava com sotaque de habitante da Irlanda do Norte. O terrorista pagou 300 libras (cerca de US$ 450) a um vendedor de carros usados por volta das 11h do sábado.

Desde o Natal, a polícia britânica esperava novos ataques terroristas de grupos norte-irlandeses. ?Não tenho dúvidas de que esse atentado foi o primeiro de uma campanha. Temo que tenhamos mais?, disse Fry.

O IRA declarou cessar-fogo como parte das negociações para o acordo de paz selado na Irlanda do Norte em 98. O Real IRA, formado em 97 por dissidentes do IRA, se opõe ao acordo.

O nome da dissidência veio a público pela primeira vez depois do atentado a bomba em Omagh, no norte da Irlanda do Norte, em 1998, que matou 29 pessoas.

A polícia britânica acredita que a BBC tenha sido alvo do ataque por ter veiculado um documentário sobre o atentado em Omagh."

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