Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > MICHAEL JACKSON

Fernando Itokazu

Por lgarcia em 13/01/2004 na edição 259

WIMBLEDON

“TVs derrubam a tradição em Wimbledon”, copyright Folha de S. Paulo, 7/1/04

“Os interesses comerciais venceram a tradição no mais tradicional torneio de tênis do mundo. O All England Club, local onde é disputado Wimbledon, anunciou ontem o plano para a instalação do teto retrátil na quadra central.

Após anos rejeitando a idéia, alegando que a grama e a tradição deveriam ser preservadas, os dirigentes do clube sucumbiram à pressão das TVs, que exibem o evento para um público estimado de 1,8 bilhão e sofriam com os atrasos provocados pela chuva.

?A quadra central é a jóia de nossa coroa e estamos tentando torná-la mais preciosa?, afirmou o presidente do All England Club, Tim Phillips. ?Por muito tempo, a preocupação era como manter as mesmas condições de jogo com a construção de um teto. Acredito que agora achamos a solução.?

O dirigente citou a última edição do Aberto dos EUA, que sofreu grande atraso por causa do mau tempo, como um argumento para fazer a cobertura da quadra.

?O plano é manter a história e a tradição da quadra com mais conforto para os torcedores.?

Entre os torneios do Grand Slam, somente o Aberto da Austrália conta um local para a disputa de partidas durante a chuva.

Os responsáveis pela obra na Inglaterra, que deve começar em 2006, ficar pronta para a disputa do torneio de 2009 e cujo orçamento não foi divulgado, são os mesmos que trabalham na reconstrução de Wembley.

O teto, que levará dez minutos para abrir ou fechar, será translúcido, o que é apontado como grande trunfo do projeto.

?Isso vai proporcionar melhores condições para o crescimento da grama do que temos hoje?, afirmou o arquiteto Rod Sheard.

Em alguns estádios na Europa, a diminuição da ventilação e da iluminação natural provocou estragos na superfícies de grama.

?Umidade, iluminação, temperatura, tudo acaba afetando as quadras?, disse Eddie Seaward, o jardineiro-chefe de Wimbledon.

Ele lembra um episódio de 1996, quando as quadras tiveram que ficar cobertas por três dias. Quando a proteção foi retirada, a vegetação estava em condição precária.

Desde então, o All England Club investiu em grandes ventiladores e material para proteger a grama de material translúcido. Único Grand Slam jogado no piso mais rápido do tênis, Wimbledon reserva preocupação com a grama.

Das 19 quadras do clube londrino, a central e a 1 são usadas exclusivamente para o torneio.

Logo após o final da disputa, se necessário, acontece a ressemeadura, e não a colocação de placas com a grama já crescida.

Fora do período da disputa, ao redor das quadras principais são instaladas pequenas cercas elétricas para evitar que raposas entrem e urinem na vegetação.

Em 1994, a organização chegou a fazer um apelo aos tenistas para que evitassem cuspir na quadra.

Antigamente, na semana anterior ao torneio, funcionários do clube esquadrinhavam com uma lupa cada parte da quadra.

Hoje, a seleção de sementes e preparação especial do solo deixaram o piso de Wimbledon com características mais parecidas com as quadras duras, dizem os responsáveis pela manutenção.

Os últimos anos dão razão a eles. Após o domínio de Pete Sampras, especialista no saque-voleio, na década de 90 (sete títulos), em 2002 e 2003 o troféu ficou com atletas que não se baseiam na tática de sacar e tentar bloquear a resposta do rival perto da rede: Lleyton Hewitt e Roger Federer.”

 

“Wimbledon prepara sua cobertura”, copyright O Estado de S. Paulo, 8/1/04

“LONDRES ? Wimbledon, o mais tradicional evento esportivo do verão britânico, está prestes a deixar para trás 81 anos varridos pela chuva. No dia 6, numa medida para proteger lucros e jogadores, o All England Club anunciou que em 2009 haverá um teto retrátil sobre a quadra central. A cobertura, vedete de uma reforma milionária do complexo, foi motivada por crescentes exigências das redes de TV que bancam o torneio.

Os atrasos causados pela chuva sempre foram característicos de Wimbledon ? há quem considere a correria para cobrir as quadras parte de seu charme.

Menos sentimentais, as grandes redes de TV estão perdendo a paciência com os atrasos e, discretamente, pressionam o All England Club para garantir a transmissão ao vivo.

A audiência global dos torneios é avaliada em 1,8 bilhão de pessoas em 131 países, o que não significa garantia de público. A final de 2003, entre Andy Roddick e Roger Federer, teve audiência 13% menor do que em 2002 nos EUA. O teto garantiria o término de jogos importantes e o fim do campeonato na data programada.

Ao anunciar a obra, o presidente do All England Club, Tim Phillips, reconheceu que Wimbledon tem de se adaptar para manter sua posição no calendário esportivo. ?A chuva é frustrante. Temos uma relação de trabalho muito próxima com as TVs e, ao longo dos anos, elas têm dito que seria bom ter um teto. Isso significa que talvez possamos cobrar mais delas.?

A empresa de arquitetura HOK ? que projetou o Stadium Australia para os Jogos de Sydney ? trabalhou três anos no projeto. A cobertura, translúcida, ficará suspensa a 17 metros da quadra, com seções que se dobrarão como um acordeão ou um guarda-chuva. (Guardian)”

 

MICHAEL JACKSON

“Michael Jackson não pode falar sobre seu processo”, copyright Folha de S. Paulo, 12/1/04

“A Justiça proibiu Michael Jackson e pessoas próximas ao cantor de falar à imprensa sobre o processo em que é acusado de molestar um menor. Seu advogado recorrerá da decisão. Jackson mudou-se para uma mansão, em Beverly Hills, avaliada em US$ 20 milhões.”

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