Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > MERCADO DE TRABALHO

Folha de S. Paulo

Por lgarcia em 26/08/2003 na edição 239

GZM AGONIZA

"Tanure assume comercial da ?GM?", copyright Folha de S. Paulo, 22/08/03

"Os empresários Nelson Tanure e Luiz Fernando Levy assinaram contrato ontem, no Rio de Janeiro, para que a empresa CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), que controla o ?Jornal do Brasil?, assuma o departamento comercial da ?Gazeta Mercantil?. O acordo foi confirmado pelo diretor de assuntos institucionais da CBM, Reinaldo Paes Barreto.

Segundo o executivo, o contrato foi firmado pelo prazo inicial de cinco anos. No primeiro momento, as atividades comerciais da ?Gazeta Mercantil? -como as vendas de anúncios e de assinaturas, distribuição dos jornais etc.- são absorvidas pela área comercial do ?Jornal do Brasil?, mas a produção do conteúdo jornalístico continua sob responsabilidade de Luiz Fernando Levy.

O passo seguinte, segundo Barreto, será a negociação dos débitos trabalhistas com os funcionários. Essa negociação é vital para que Tanure consiga arrendar o título do jornal, que está em poder da Associação dos Funcionários, Prestadores de Serviços e Credores da ?Gazeta Mercantil?.

Há um ano e meio, os funcionários conseguiram, na Justiça, o arresto dos títulos ?Gazeta Mercantil?, ?Investnews? e ?Panorama Setorial?, como garantia do pagamento das dívidas trabalhistas. Segundo Barreto, Tanure quer arrendar os três títulos.

O valor atual do passivo trabalhista não está quantificado. Segundo os funcionários, as estimativas variam de R$ 40 milhões a R$ 60 milhões, que corresponderiam a dez meses de salários acumulados em atraso, pagamento de 13? salário, férias e FGTS. Mas há projeções de que o débito chegaria à casa dos R$ 90 milhões.

Segundo Barreto, todas as dívidas ligadas à operação do jornal, e não apenas as trabalhistas, serão pagas por Tanure.

É a segunda vez que o acionista majoritário da CBM e Levy selam acordo comercial para a unificação das áreas comerciais. Em outubro de 2001, eles chegaram a publicar anúncios comunicando a decisão, mas Levy desfez o trato poucos dias após o comunicado e continuou no comando do jornal. Tanure já havia colocado R$ 2,5 milhões no negócio e entrou com ação judicial para tentar reaver o dinheiro. O valor, segundo Barreto, foi considerado como crédito de Tanure na negociação atual.

Agora, como da primeira vez, a ?Gazeta Mercantil? está com graves problemas financeiros. Os funcionários não recebem salário desde junho e declararam ?estado de greve? na quarta-feira. O governo acompanha a situação dos empregados e os entendimentos entre os empresários.

Segundo Barreto, as condições do contrato foram acertadas na última sexta-feira e, desde então, tem havido reuniões diárias entre as partes para acerto de detalhes.

Na quarta-feira, uma comissão de empregados esteve com Tanure, no Rio, e pediu o pagamento imediato, em dinheiro, de parte dos atrasados. Tanure prometeu que negociaria com eles assim que o contrato fosse assinado."


"GZM: Associação elege nova diretoria", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 25/08/03

"Funcionários e ex-funcionários da Gazeta Mercantil se reuniram no sábado passado (23/08) na sede do sindicato em São Paulo, onde a Associação de Empregados, Prestadores de Serviços e Credores das Empresas do Grupo da Gazeta Mercantil fez um balanço do que vem sendo feito, como a reunião no Ministério do Trabalho, no Tribunal Superior do Trabalho, com a presidente do TRT-SP, Maria Aparecida Pellegrina, e com a Secretaria da Previdência Complementar. Durante a assembléia, foram eleitas a nova presidência e diretoria da Associação.

Foram escolhidos Cynthia Malta como presidente, Eliane Sobral como vice, os diretores Nair Suzuki, Fátima Peixoto, Anthony de Cristo, Helga Bekman, entre outros. Para o Conselho que dará apoio à diretoria foram convidados Matias Molina, Roberto Müller Filho e Paulo Totti.

Até então, o presidente e o vice eram, respectivamente, Ronaldo Martins e Edmundo de Oliveira, advogados da Associação.

A contra-proposta de pagamento que seria enviada a Nelson Tanure será feita pela redação quando o empresário estiver na empresa."

***

"GZM: Tanure propõe cronograma e recebe contra-proposta", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 22/08/03

"O representante de Nelson Tanure na Gazeta Mercantil, Hélio Tuchler, um dos vice-presidentes do Jornal do Brasil, se reuniu com a redação na tarde desta sexta-feira (22/08) para responder às dúvidas dos jornalistas. Ele falou do cronograma que o empresário traçou para o pagamento de parte dos salários. Tanure propôs pagar, na semana que vem, R$ 1,2 milhão, das faixas mais baixas para as mais altas. Fontes na redação disseram que isso equivale à metade dos salários dos funcionários.

A redação vai encaminhar pedido a Tanure para que pague pelo menos um salário a cada funcionário na próxima semana. ?A primeira proposta é muito ruim. Depois de três meses de atraso de pagamento vamos receber apenas metade de um salário??, questionou uma fonte.

Nesta quinta, Tanure teve uma reunião com os editores da GZM, pedindo empenho aos profissionais. Fontes contam que o empresário disse que não trabalha com CLT e que todos os funcionários deverão ser contratados como pessoas jurídicas ou através de cooperativas. ?Ele quer que em 90 dias esteja tudo resolvido, inclusive o passivo trabalhista. Nelson disse que no final deste período funcionários serão demitidos e recontratados por uma nova empresa?, disse outra fonte.

Neste sábado (23/08) haverá assembléia na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Estarão presentes os membros da associação criada por funcionários, ex-funcionários e credores da Gazeta. Na próxima segunda-feira (25/08) está marcada, para as 16h, outra assembléia na redação do jornal. ?Também esperamos que neste dia seja marcada a audiência de conciliação?, disse Fred Ghedini, presidente do SJPSP, referindo-se ao dissídio de greve encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho nesta quinta (21/08)."

 

MERCADO DE TRABALHO

"José Negreiros deixa DF e assume A Crítica", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 20/08/03

"O jornal a Crítica, de Manaus, um dos mais antigos e tradicionais da região Amazônica, está sob nova direção desde a última 4?.feira (13/08), quando assumiu o comando o experiente José Negreiros. Ele sucede a Sebastião Reis que deixou o jornal no início do ano e após praticamente um semestre com o cargo vago.

A informação sobre a contratação de Negreiros pelo diário amazonense circulou na última semana durante a realização do Congresso Anual da Associação Brasileira de Jornais, realizado em São Paulo. Negreiros é velho conhecido da maioria dos editores e diretores de jornais do País, pela atuação na imprensa brasiliense.

Aos 53 anos de idade, ele trabalhou nos principais jornais e revistas do País como repórter de economia e política. Foi chefe de Redação do Jornal do Brasil em Brasília e editor executivo do Jornal de Brasília e do Correio Braziliense. Trabalhou como correspondente na Argentina e nos Estados Unidos. E é co-autor do livro O complô que elegeu Tancredo.

Nos últimos três anos e meio, no entanto, ele deixou um pouco de lado a mídia impressa e foi experimentar a mídia on-line, lançando o Brasil em Tempo Real, site informativo criado para cobrir de perto, e de forma crítica, o Poder e os assuntos relevantes dos demais setores. Desligou-se da linha de frente do site em maio último, continuando a atuar como colaborador, como pretende continuar a fazer. Com sua saída, aliás, quem assumiu o comando do projeto foi a editora de política, Mariana Przytyk, que passou a acumular os dois cargos.

Uma das mudanças programadas para A Crítica foi decidida antes mesmo da chegada de Negreiros a Manaus. A empresa encomendou um novo projeto gráfico e o mesmo está sendo desenvolvido pelo colega Francisco Amaral (também ex-Correio Braziliense), desde seu escritório na Espanha, onde mora e trabalha já há algum tempo.

Certamente não será a única, mas Negreiros, por precaução e sabedoria, já afirmou que quer primeiro conhecer em profundidade o jornal e a equipe para só então pensar em mudanças, conforme afirmou a este Jornalistas&Cia."

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