Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Fox caça anúncios

Por lgarcia em 05/02/2003 na edição 210

TELETIPO

Após conquistar a liderança na guerra pela audiência, a Fox News ameaça alcançar a rival CNN em outra arena: a de faturamento publicitário. Em 2002, a Fox embolsou 200 milhões com a venda de anúncios, soma que deve chegar a 300 milhões este ano. Segundo Phyllis Furman [New York Daily News, 23/1/03], é difícil calcular o quanto a CNN levou no ano passado, pois a quantia declarada ? de 458 milhões de dólares ? inclui também o investimento no canal Headline News. Ainda assim, o espaço comercial da Fox se valorizou: antes, era um terço mais barato do que o da CNN; hoje, custa 20% menos.

A Fox News desistiu de contratar James Hewitt, ex-amante da princesa Diana, como correspondente de guerra no Oriente Médio ao ver a negociação revelada por um tablóide britânico. Convidado pela emissora americana no começo de janeiro, Hewitt embolsaria 80 mil por um ano de trabalho, mas a história vazou para o Daily Mirror antes que assinasse o contrato. Segundo a AP [22/1/03], após a publicação, a Fox o chamou a Nova York para desfazer o acordo.

O Wall Street Journal e a Dow Jones Newswires vão começar a trabalhar juntos em algumas matérias. Os dois departamentos de notícias vão coordenar a cobertura de certos assuntos ? como os anúncios de indicadores econômicos, aquisições e lucros ? para aumentar a eficiência e evitar mais cortes. Conta a AP [22/1/03] que, desde 2000, a Dow Jones & Co. já eliminou 1.120 cargos devido à recessão no mercado publicitário.

O juiz federal americano John Bates determinou que o provedor de acesso à internet Verizon informe à Record Industry Association of America (RIAA), representante da indústria fonográfica, dados de um assinante que usa o software Kazaa para distribuir músicas. A regulamentação americana de mídia digital prevê que a RIAA peça a informação sem que os autores das músicas entrem com processo. A Verizon recusara cumprir ordem judicial anterior, mas seguiu a determinação federal. A nova estratégia da indústria fonográfica para combater a pirataria digital é processar usuários de sistemas de troca de arquivos, e não só as empresas que os operam, informa o New York Times [22/1/03].

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