Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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Fox na frente

Por lgarcia em 06/02/2002 na edição 158

TELETIPO

O canal de notícias Fox News foi campeão de audiência de sua categoria pela primeira vez em janeiro, deixando a CNN em segundo lugar, informa Matt Kempner [Atlanta Journal-Constitution, 29/1/02]. O mais curioso é que a CNN foi passada para trás justamente quando experimenta crescimento acentuado (50% maior do que no mesmo período um ano atrás). "A Fox não está crescendo às custas da CNN", acredita a porta-voz da vice-campeã, Christa Robinson. Ao que tudo indica, o novo líder atrai um público novo, que antes não assistia a canais de informação. A Fox News teve, em janeiro, média de 656 mil espectadores, contra 596 mil da CNN, mesmo atingindo nove milhões de lares a menos que a concorrente.

A improvável história de um fascista italiano que salvou cinco mil judeus do Holocausto disfarçando-se de diplomata espanhol virou série de TV transmitida pela RAI. Exibida antes no parlamento italiano, a ousada ação do comerciante de carnes Giorgio Perlasca, que lutou com Franco na Guerra Civil Espanhola, teve muita repercussão. Em 1944, o italiano se passou por embaixador da Espanha na Hungria, fornecendo comida e documentos falsos a judeus em Budapeste, então controlada pelos nazistas. Segundo a Reuters (27/1/02), a história teria permanecido esquecida por 40 anos, até sua redescoberta em 1987, porque o próprio Perlasca, que morreu em 1992, preferiu que seu passado, incluindo a militância fascista, não viesse à tona.

Os funcionários da AMI, editora da Flórida que recebeu carta com antraz, estão revoltados com a negligência com que vêm sendo tratados desde a contaminação. Eles suspeitam de que são vítimas de preconceito por escreverem tablóides. O prédio da empresa continua fechado e não foi desinfetado. O governador da Flórida, que visitou um posto do correio que também foi contaminado a menos de sete quilômetros dali, não demonstrou preocupação com a AMI. Um comunicado das autoridades de saúde diz que não houve assistência federal por se tratar de uma instituição privada. Segundo o Washington Post (27/1/02), David Pecker, presidente da empresa, pensa em transferir a AMI em outro estado.

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