Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > PERFIL / JORGE KAJURU

FSP

Por lgarcia em 24/07/2002 na edição 182

AIDS NO VILA SÉSAMO

"Direita critica boneco portador do HIV", copyright Folha de S. Paulo, 16/07/02

"Políticos conservadores dos Estados Unidos afirmaram que os produtores do programa Vila Sésamo não devem ser autorizados a lançar no país o personagem que porta o vírus HIV -da Aids. Por enquanto, os produtores afirmam que o novo personagem será lançado apenas na África do Sul, país que vive epidemia da Aids. O objetivo é acabar com o preconceito."

 

PERFIL / JORGE KAJURU

"Kajuru também é Cultura", copyright Folha de S. Paulo, 21/07/02

"Jorge Kajuru, apresentador e comentarista esportivo que está deixando a Rede TV!, promete não abandonar seu jeito explosivo e polêmico. Na busca por novos caminhos, ele está dando prioridade à TV Cultura e, ainda como convidado, deve participar do ?Cartão Verde? hoje à noite.

Depois da conturbada saída do ex-diretor de jornalismo da RedeTV!, Alberico Souza Cruz, Kajuru decidiu deixar a emissora, alegando ?fidelidade e gratidão? ao ex-chefe. ?Não esperava a saída dele, e os funcionários sabiam que minha fidelidade ao Alberico é grande. Ele ficou muito triste, abalado, não esperava aquilo. Ninguém ficou surpreso com a minha saída?, afirma. ?O que vale para mim é a palavra. E a emissora tinha a minha palavra de que eu só ficaria lá com o Alberico. Quem não tem gratidão não tem caráter.? A manifestação do apresentador sobre o episódio, no último programa ?A Hora do Kajuru?, teria irritado a direção da emissora. ?A imprensa disse que pedi demissão no ar. Mentira, todos na Rede TV! sabiam que eu tomaria essa decisão em solidariedade a um amigo. E fui mal-interpretado: não foi um pedido de demissão, foi uma despedida?, defende-se. ?Acho um absurdo um profissional de TV que entra na casa dos outros, durante dois anos, cria uma relação com o telespectador e, no dia em que vai embora, não dá satisfação. Isso não existe, tem que acabar. Que ética é essa??, questiona. Prefere expressar boas recordações da Rede TV! ?Não sou capaz de falar mal dos donos da emissora. Um programa de TV me chamou para falar mal dos dois, não fui e não vou. Por que? Foram corretos comigo, deram um programa que eu queria, deram tudo?, diz. ?Estou aliviado e feliz. Pelo que fiz à emissora e pelo que fizeram por mim, estamos no zero a zero. É melhor terminar tudo bem. No futuro posso voltar, tudo pode mudar. Não sabemos o destino?. A Rádio K, de Goiás, é a menina dos olhos do apresentador. ?Demorei 20 anos para comprá-la. Não tenho casa própria, não consegui até hoje comprar a casa da minha mãe. Esse patrimônio, que só me dá prejuízo, me dá a tranquilidade de não aceitar qualquer coisa?, diz. ?Depois de trabalhar com Juca [Kfouri? e com a Rede TV!, que só me deu alegria, é muito difícil aceitar qualquer proposta?. Apesar de aparentar tranquilidade, Kajuru não esconde a insatisfação com a sua situação atual e a TV brasileira. ?Ainda estou sob um efeito. Não consigo dormir, voltei a fumar charutos. Estou muito tenso ainda, não quero falar com ninguém por enquanto. Muitas emissoras sabem que não aceito trabalhar sem liberdade para falar?, diz. ?A TV brasileira está uma tristeza. Sou do tempo do Chacrinha, Flávio Cavalcante e Stanislau Ponte Preta, profissionais maravilhosos. Hoje, qualquer um faz televisão?.

Carreira A trajetória do apresentador começou na Rádio Cultura, em 1971, em Cajuru. Três anos depois, trabalhou na Rádio Renascença, em Ribeirão Preto, onde conheceu o amigo José Luiz Datena. Em 76, começava a profissionalizar-se, como estagiário da Rádio Globo de São Paulo, e jornalista da Rádio Capital, no ano seguinte. ?Conheci o Datena. E ficamos ?irmãos? desde garotos. Em São Paulo, continuou esse jeitão [pavio curto? meu. Nos meus 17 anos, vi o diretor geral da Rádio Capital destratar um colega da forma mais humilhante possível. Esse diretor estava em pé, próximo a uma piscina. Fiquei com tanta raiva dele que o joguei dentro d?água. Fui demitido, evidentemente.?

Na década de 80, em Minas Gerais, iniciou-se na televisão, na TV Alterosa (80-82) e no SBT (83-87), como repórter de campo. ?Na TV, sou o mesmo cara que está no boteco, no restaurante ou em casa. Sou eu mesmo, inteiro, do jeito que sou, infelizmente com defeitos?, diz. ?Sou verdadeiro, inteiro. Ainda vivo por duas grandes paixões da vida: o amor e a amizade. Mais vale morrer por algo do que viver por nada.?"

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