Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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PRIMEIRAS EDIçõES > SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

Gabriel Priolli

Por lgarcia em 31/10/2001 na edição 145

COMUNICAÇÃO & MERCADO

"Editorial versus comercial", copyright O Estado de S. Paulo, 29/10/01

"Comercial versus Editorial – estão derrubando os muros. E agora?

Foi com essa pergunta que começou um dos seminários do Maximídia 2001, o 11.? Encontro Internacional de Mídia, transcorrido em São Paulo nesta semana, e para o qual fomos convidados a contribuir. A partir de uma palestra de José Roberto Maluf, vice-presidente-executivo do SBT, debatemos as formas pelas quais as pressões mercadológicas, articuladas em torno da relação entre os departamentos comerciais das empresas de comunicação e os clientes anunciantes, influem nas decisões editoriais e nos conteúdos que são levados ao público, eventualmente ?contaminando-os?.

Maluf colocou bem que o conteúdo editorial da mídia séria é ?inegociável?, porque, se o fosse, haveria perda inexorável da credibilidade do veículo, com repercussões desastrosas sobre a sua estabilidade no mercado. O público geralmente percebe quando tentam vender-lhe gato por lebre. E reage mal, claro, porque informação é um direito social e não pode ser distorcida, ?plantada? ou omitida para atender a interesses privados. Isso todos sabemos, o mundo da mídia incluído. Esse acordo formal sobre a inviolabilidade da informação, entretanto, não impede que ele seja objetivamente desrespeitado, o tempo todo, e das mais variadas formas. O ?muro? entre editorial e comercial na mídia brasileira – ou, mais genericamente, entre a isenção editorial e as pressões externas por direcionamento – está cheio de furos.

Existe, por exemplo, e exceções à parte, verdadeira isenção no jornalismo esportivo da TV, quando sabemos que futebol e televisão são hoje duas faces inextrincáveis da mesma moeda? Podemos dizer que existe uma cobertura efetivamente isenta da política nacional, quando sabemos que a TV é uma concessão pública, portanto dependente do Estado, e que 25% dos nossos congressistas têm interesses diretos ou indiretos em radiodifusão? No plano das informações sobre economia, existe equilíbrio entre a visão neoliberal globalizante, e a de seus críticos, antiglobalização? E, para ficar em aspectos mais banais: não há um certo desconforto do público quando jornalistas fazem publicidade? A divulgação insistente e sempre equivocada de índices de audiência nos jornais não ajuda algumas emissoras em detrimento de outras? As perguntas podem se suceder ao infinito.

Se o ?muro? está todo vazado na grande mídia, aquela instalada nos maiores centros econômicos e políticos do País, em capitais menores e centros regionais a situação é quase calamitosa, como demonstrou reportagem recente de Daniel Piza, aqui no Estado. Oligarquias controlam jornais, rádios, televisões, tevês a cabo, portais de Internet, clubes de futebol, teatros, espaços culturais, quase todos os meios de comunicação e entretenimento, além do próprio Poder. E não hesitam em utilizá-los em seu interesse, primeiro político, por meio de um jornalismo áulico e, depois, econômico, pela prática disseminada de venda de conteúdos e manipulação de notícias. Isso ocorre às escâncaras, sem o menor pudor.

Isenção, independência, autonomia, pureza editorial – isso é, ainda e sempre, totalmente desejável. Mas segue mais para o desejo, no Brasil, do que para a realidade."

 

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

"?Sítio? vira vídeo e CD no Natal", copyright Folha de S. Paulo, 25/10/01

"Não é só do ibope que a Globo espera colher bons frutos do Sítio do Picapau Amarelo. A emissora já prepara o lançamento de um pacote de Natal da nova versão do infantil, que estreou no dia 12.

O pacote, que será lançado em dezembro, trará o CD com a trilha sonora do Sítio e uma fita VHS com alguns episódios do programa. A intenção da emissora é reunir na fita as primeiras histórias exibidas, como O Reino das Águas Claras, aventura de estréia do infantil.

Na parte fonográfica do pacote, o elenco já está quase pronto. Já confirmaram presença na trilha do Sítio Djavan, Cássia Eller, Jota Quest, Carlinhos Brown, Skank e Gilberto Gil, a quem caberá regravar a música-tema da versão do Sítio feita pela Globo/TVE entre 1977 e 86.

A Globo também estuda a inclusão de algum brinquedo temático do Sítio no pacote de Natal e pensa em lançar, no ano que vêm, mais fitas e DVDs com os episódios do infantil.

A idéia da comercialização dos episódios do programa em DVD e vídeo surgiu na emissora por meio de pedidos de telespectadores.

A Globo vem recebendo muitas cartas e e-mails de pais e educadores reclamando do horário de exibição do Sítio – a atração entra no ar às 11h30, horário em que muitas crianças estão na escola, e pedindo reprises e fitas dos episódios do programa."

    
    
                     
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