Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > quando os patrõezinhos resolvem descarregar suas fúrias pessoais, o jornal não tem hora para fechar.

Galera rasga a fantasia e comemora o baixo nível

Por lgarcia em 01/01/2003 na edição 205

CASA 2 + BIG BROTHER 1

Alberto Dines

Até o leitor mais desatento já sabe que os jornalões brasileiros dormem mais cedo. Um fato acontecido depois das 22 horas só é incluído nas edições do seleto clube de privilegiados, isto é, os assinantes que moram perto das gráficas. Os demais vão saber das últimas notícias pelo rádio ou televisão ao longo do dia seguinte.

Apesar da proverbial lerdeza, repetiu-se com o Casa dos Artistas-2 o esforço do GAG (Grupo Anti-Globo) na temporada do Casa-1 para publicar, nas segundas-feiras, o resultado do Ibope da noite anterior.

Tanto o Estadão como o Folhão esmeraram-se no grande feito jornalístico e nas edições de segunda (18/2) deram chamadas na primeira página para o triunfo do baixo nível (SBT) sobre a xaropada global. A última medição do Ibope foi às 22h30. Isto significa que quando os patrõezinhos resolvem descarregar suas fúrias pessoais, o jornal não tem hora para fechar. Nos demais dias, dane-se o leitor.

No jornal dos Mesquita, a matéria saiu no nobilíssimo primeiro caderno (pág. A-6), junto com o matéria nacional e antes mesmo do noticiário internacional. No diário dos Frias, os dados do Ibope sobre a nova derrota dos Marinho saiu na contracapa do caderno "Cotidiano", com fotos em cores. O Jornal do Brasil enfiou na pág. 5 da edição local o seu modesto oba-oba.

Conclusão: os grandes grupos jornalísticos nacionais só estão interessados em suas próprias birras, caprichos e jogadas. A qualidade da TV e suas responsabilidades como fiscais da sociedade são outro departamento.

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