Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > SABOR DA PAIXÃO

Gilles Lapouge

Por lgarcia em 09/10/2002 na edição 193

PEDOFILIA

“Livros sobre pedofilia fazem ressurgir fantasma da censura”, copyright O Estado de S. Paulo, 6/10/02

“O ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, figura importante do governo de Jean-Pierre Raffarin e adepto da ?força?, prepara-se para sufocar dois livros recentes – um da editora Gallimard (Rose Bonbon) e o outro da Léo Scherr (Il Entrerait dans la Légende).

Imediatamente, jorram as petições, as indignações, as ?tribunas livres?.

Sarkozy é denunciado como um cruzado da censura, palavra que em francês horroriza. A imprensa faz um cavalo de batalha, a favor e contra. É um assunto que promete. A França adora isso. De dez em dez anos, o fantasma da censura reaparece. E então, durante poucos dias, tem-se o prazer de discutir.

O exercício fica ainda mais agradável porque é fácil. Os dois lados dizem sempre a mesma coisa. No campo dos anticensores, há um argumento que faz furor: no século 19 (século burguês, hipócrita, perverso e doentio), dois livros foram atingidos pela censura, estrangulados pela Justiça. Esses dois livros são: Madame Bovary, de Gustave Flaubert e As Flores do Mal, de Charles Baudelaire – duas obras-primas (aliás, bem inocentes).

Este ano, os dois livros visados pelo ministro do Interior são bem diferentes dos de Flaubert e de Baudelaire. Primeira diferença: tratam de uma maneira muito detalhada e muito crua e degradante a pedofilia.

Segunda diferença: pelo menos um desses dois (não li o segundo e creio que não o lerei), Rose Bonbon, não é apenas repugnante. É também imbecil.

Pergunta-se como uma editora como a Gallimard ousou editar uma besteira como essa (ou foi por dinheiro?) É verdade que o talento dos autores não interfere na questão colocada. A questão é: um Estado tem o direito de proibir uma expressão artística, seja qual for? Não existe uma censura boa e uma censura ruim: toda censura é ruim, e esse princípio não pode ser transgredido.

A essa defesa dos anticensores, os pró-censura, que são inúmeros e, às vezes, esclarecidos, retrucam que esses livros, mesmo se fossem tolerados para os adultos, podem ser lidos também pelos jovens e cometer estragos irreparáveis nas crianças.

Essa volta da censura é explicada por uma sensibilidade que foi desenvolvida recentemente em torno da pedofilia: na Bélgica, na Inglaterra, na França, ocorreram assassinatos de garotas por pedófilos (Dutroux, na Bélgica, é o mais sórdido de todos, mas a França também tem seus horrores).

A isso, somam-se dois fatos novos: a amplitude do câncer da pedofilia entre os padres (inclusive americanos). E não nos esqueçamos do terrível instrumento oferecido aos pedófilos por sites dos quais a Internet está repleta.

?É verdade?, dizem os que se opõem à censura. ?Mas, se autorizarmos a censura sobre uma questão, qualquer dia, outras publicações poderão ser também proibidas, em nome de causas bem mais duvidosas que a do combate à pedofilia, como, por exemplo, políticas, ideológicas, etc. O princípio dever ser intocável: jamais se deve impedir a liberdade de expressão da palavra.?

Alguns acrescentam que nenhum pedófilo jamais descobriu sua ?funesta vocação? após a leitura de um livro. Dizem também que os filmes de horror e de violência, de sangue, de assassinatos, a que todas as crianças podem facilmente assistir provocam devastações bem mais nefastas que um livro idiota, publicado pela Gallimard, e que nenhuma criança jamais vai ler. Ora, ninguém pensa em censurar os livros de violência ou os filmes policiais.

Além disso, se nos lançarmos nessa via, será preciso censurar a metade da história do mundo, pois essa história não é parcimoniosa em ignomínias, e mais, as crianças são punidas se não a aprendem.

O debate não avança muito. São sempre as mesmas discussões. Mas é assim: a França tem um gosto muito especial por esse tipo de querela.”

 

PONTO ELETRÔNICO

“Ao pé do ouvido”, copyright O Estado de S. Paulo, 6/10/02

“Você conseguiria conversar com uma pessoa e ter outra falando ao seu ouvido? Haja coordenação para, durante um programa de TV, entrevistar os convidados ou comentar sobre uma notícia e, ao mesmo tempo, ficar ouvindo instruções por um ponto eletrônico. ?É preciso treino e não há exercício. O negócio é ir usando e aprendendo?, comenta Paulo Henrique Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Unifesp. ?Os apresentadores e jornalistas usam o que chamamos de memória de trabalho. As informações que vêm do ponto eletrônico são armazenadas enquanto eles fazem outra coisa. Na seqüência colocam em prática o que foi pedido. Usar bem o ponto é saber deslocar a atenção de uma coisa para outra com rapidez, sem precisar parar o que está fazendo.?

O ponto eletrônico está presente na maioria das atrações televisivas. Porém, em vários casos, transformou-se em personagem: o próprio diretor. Monique Evans, do Noite Afora, costuma contar para os telespectadores o que a diretora está perguntando pelo ponto. Já o arrancou durante a atração porque não agüentava o falatório em seu ouvido. Até o jornalista Chico Pinheiro, no SPTV, também tirou o ponto e o mostrou no ar. Na época em que Marcos Mion dividia a apresentação do Supernova com Didi, na MTV, comentava que o ?oráculo? estava pedindo alguma coisa.

Esse aparelhinho, bem pequeno, na grande maioria das vezes pessoal e intransferível – é feito sob medida, com molde de quem vai utilizá-lo -, fica dentro do ouvido. Serve, principalmente, para orientar quem está à frente das câmeras. ?É o meu cordão umbilical?, define o apresentador José Luiz Datena, que comanda o Cidade Alerta ligado no ponto. ?É um ótimo instrumento de trabalho, contanto que o apresentador não seja um fantoche do diretor?, comenta a VJ Didi.

Em 11 de setembro de 2001, por exemplo, os jornalistas que ficaram de plantão nos estúdios para fornecer informações sobre os ataques terroristas aos Estados Unidos receberam uma avalanche de notícias pelo ponto. ?Até escrever, demoraria para entrar no ar. É preciso ser ágil?, observa a jornalista da Rede Globo Mariana Godoy, que cita o episódio em que encontraram o corpo da modelo Fernanda Voguel – morreu após acidente com helicóptero, no litoral norte de São Paulo – como exemplo do uso do ponto. ?Foi de manhã e eu estava ao vivo no Bom Dia Brasil. Repeti as informações do ponto.?

Até nas gravações de novelas mexicanas o aparelho é bem-vindo. De acordo com a atriz Suzana Vieira, que ficou uma temporada trabalhando na Televisa, a Rede Globo do México, os atores lá não costumam decorar os textos. Alguém lhes dita tudo pelo ponto. Claro que ela não aderiu à moda local.

Fora da tela – O ponto não é privilégio da TV. É utilizado por apresentadores em festas e eventos e também no campo de futebol. No ano passado, o então técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo, ficou em contato direto com o antigo capitão da equipe, Ricardinho, em um jogo. Assim, não precisou se esgoelar fora do campo.

Mas não é unanimidade. ?Acho ridículo quem usa ponto. Isso, para mim, é coisa de diretor que quer aparecer. O Gugu não usa?, opina Roberto Manzoni, diretor do Domingo Legal, que mantém contato com Gugu por meio dos assistentes e diretores de palco – são eles que usam os pontos e passam as informações para o apresentador com gestos e dálias (cartolinas com avisos).

Jornalismo – Todos os âncoras da Globo usam o ponto eletrônico. ?O ponto do jornalismo é quase mudo?, explica a apresentadora Mariana Godoy. ?Normalmente, o diretor canta os blocos, diz quais matérias caíram, faz uma ou outra observação, principalmente nos intervalos.? Mariana não se incomoda em usá-lo – além do diretor e dela, o assistente de estúdio também fica na escuta.

Ela diz que ?desliga o cérebro? quando está falando e ouve a voz do diretor – ?o Gustavo Viegas é uma gracinha. Se gritassem comigo eu choraria no ar.? Consegue prestar a atenção nas instruções sem ter de parar o que está fazendo. Questão de costume – quando criança, conversava com as amiguinhas na escola ouvindo walkman. ?Há dez anos trabalho com isso. Na época em que era repórter e tinha de entrar ao vivo, ficava com fone no ouvido e recebia até o retorno da minha voz.?

Mariana brinca que não consegue ficar na bancada sem escutar um zumbido, bem baixinho, parecido com o de um walkie-talkie. ?O ponto não é silencioso. Tem um chiado constante.? Na extinta TV Manchete, conta a jornalista, ouvia uma estação de rádio, que interferia no sinal do ponto, enquanto apresentava o noticiário.

Para Marisa Orth, o problema não é usar ponto. ?Ir bem nessa situação tem muito a ver com quem está do outro lado do ponto?, diz. A atriz, que usa o ponto em convenções e eventos, não quis comentar sobre o fracasso no Big Brother. No entanto, já havia dito em outras ocasiões que teve dificuldade para comandar o reality show com os freqüentes palpites feitos pelo ponto. ?O objetivo é aparecer no vídeo sem aquela cara de imbecil. Não é fácil.?

Marisa lembra de uma ?saia justa? quando apresentou o primeiro Video Music Brasil, da MTV. ?Coloquei a caixinha do microfone entre as coxas para não aparecer. Em uma passada mais larga, perdi o fio e fiquei sem comunicação alguma com a direção. E tinha de chamar links, shows… Foi um sufoco.?

Para a especialista em TV Maria Tereza Fraga Rocco, o ponto é necessário. ?A rigor, todos deveriam usar em atrações ao vivo. Serve muitas vezes para orientar o apresentador. O Jô Soares é um exemplo. É tão inteligente que muitas vezes se perde em suas colocações e fala mais do que seus convidados.? Dizem as más-línguas que o diretor do Programa do Jô, Willen Van Weerelt, tenta frear o apresentador quando ele se estende demais. ?Não é verdade. Quatro pessoas se comunicam comigo por meio do ponto e eles só me dão instruções técnicas ou me ajudam a lembrar de fatos, datas, nomes… São poucas as interferências, se não eu ficaria maluco com alguém falando no meu ouvido?, comenta Jô Soares.

Sem ponto – Apesar de ser uma estudiosa sobre televisão, Maria Tereza tem dúvidas sobre quem usa ou não o aparelhinho. Não soube afirmar, por exemplo, se Gugu, Hebe e Faustão usam ponto. Os três dizem que não usam – Faustão brinca que não há ponto para o tamanho de sua orelha.

Roberto Manzoni diz que Gugu não gosta de usar ponto – a não ser em gravações externas – por achar que lhe atrapalha. ?Falo com muita gente e pelo mesmo canal. O Gugu ouviria tudo e daqui iria para um hospício.? O apresentador recebe instruções através dos produtores que ficam atrás das câmeras. ?Gastamos cartolina pra caramba para escrever as dálias.? Para Manzoni, os apresentadores feras da TV, como Silvio Santos, Gugu, Hebe e Faustão, não usam ponto. ?Eles não são robôs?, diz.

Consta que Silvio Santos chegou a usar ponto eletrônico quando apresentava Casa dos Artistas. Era só o comercial da Globo entrar no ar para ele dar uma pausa também.

Personagem, gafes e brincadeiras – Monique Evans é amiga do ponto. Sempre o usou, desde a época em que trabalhava no canal Shoptime e vendia produtos eróticos – perguntava o preço para o diretor no ar. ?Assumo mesmo. Virou um personagem do meu programa. Digo que a minha diretora cabe dentro daquele aparelho pequenininho. Fui a primeira a tratar o ponto como a personificação do diretor?, garante Monique, hoje no Noite Afora, da Rede TV!. ?Embora gravada, a atração é tratada como se fosse ao vivo, na qual o ponto é usado com freqüência?, completa a diretora, Monica Pimentel, que se diverte com as brincadeiras de Monique. ?Ela fica bem solta no programa e por isso o resultado é legal.?

Diferente dos outros entrevistados, Monique disse que não tem ponto próprio. Utiliza o mesmo de Fabiana Sabbá. ?Ainda bem que a gente tem o ouvidinho bem limpinho?, debocha. ?Meu ouvido é muito pequenininho, não cabe qualquer coisa. Na Manchete, quando eu ria, o negócio pulava para fora.?

No Peep, da MTV, Didi, Jairo e Penélope usam ponto. Quando a diretora fala, os três ouvem. ?Já aconteceu de pedir para chamar a limusine (comercial) e os três falarem ao mesmo tempo?, diverte-se Didi, ao lembrar o episódio. Pior, segundo ela, foi ter de cortar uma entrevista com os músicos do Rappa para entrar o comercial. Na época, fazia o Supernova ao lado de Mion. ?E quem disse que a gente conseguia uma brecha. O papo estava sério e o pessoal começou a brincar com a gente no ponto. Até cantaram musiquinha e não podíamos rir.?

Datena também escuta brincadeiras pelo ponto. ?Impublicáveis?, despista. ?Às vezes me sacaneiam e falam besteiras no ponto. Mas é claro que na maioria das vezes é o meu elo com o mundo.? Duas pessoas ficam em contato com ele durante o Cidade Alerta. Quando o assunto é de cunho editorial, é o diretor Luiz Gonzaga Mineiro quem entra em contato. Fala apenas o necessário. ?O Datena opera o programa com os pés nas costas. Digo em relação a tudo. Câmeras, links, helicóptero, ponto…? Datena acha o ?maior barato? e fundamental para os moldes do seu programa usar o ponto. ?Não posso ficar ?vendido?. Prefiro fazer o programa com ele.?

Ponto escuro – O problema do ponto para Netinho, que faz o Domingo da Gente, não está relacionado às instruções. Como usa um ponto que tem microfone acoplado (não é do tipo com fio), teve de improvisar. ?Não existe ponto desse modelo do tom da minha pele?, lamenta o apresentador, que chegou a usar um ponto parecido com o de Ana Maria Braga. ?Mas era muito branco e ficava feio no vídeo.?

A solução foi pintá-lo. Primeira tentativa: com lápis de olho. Segunda tentativa: esmalte. ?Os negros têm problema com tudo. Iluminação, maquiagem e ponto. Mas tudo bem.?

Netinho comenta que às vezes dá desespero ter de coordenar a atração, o ponto e pensar ao mesmo tempo. ?O segredo é ser breve e não depender do ponto. Tem de fazer o merchandising, então uma palavra-chave me basta para entender o recado.?”

 

SABOR DA PAIXÃO

“Novela das 6 tem sabor de repetição”, copyright O Estado de S. Paulo, 7/10/02

“A TV tornou-se uma fábrica de fôrmas. Ou seja, quando um programa dá certo (em termos de ibope, que fique bem claro) ele estabelece um padrão que é seguido por todas as emissoras. O sucesso do Aqui Agora, do SBT, foi determinante para o modelo dos programas policiais que hoje pintam o Brasil como o mais perigoso dos infernos. A indignação estudada dos apresentadores para o ?caos? desse gigante desgovernado foi copiada das bravatas de Ratinho na CNT.

Com raras exceções, os programas infantis foram moldados no reinado de Xuxa, enquanto os shows de auditório são crias do Programa Silvio Santos, nascido nos primórdios da TV.

Novela também é um tipo de fôrma. Não existe uma trama que prescinda de alguns elementos básicos: uma história de amor quase impossível, vilões cruéis e, quase sempre, um segredo. Até aí tudo bem. Não há por que cobrar originalidade nesse tipo de ficção, mas nunca as novas novelas estiveram tão velhas.

Sabor da Paixão é o exemplo mais gritante dessa vertente. O novo drama das 6 é uma colcha de clichês recolhidos ao longo da trajetória da ficção em capítulos. Recontar a história da Cinderela não é pecado. Afinal, desde que o gênero foi inventado, há moças pobres se apaixonando por rapazes ricos a despeito da oposição do mundo (os dramalhões mexicanos que o digam). O problema é o jeito de contar.

Nem no folhetim mais juvenil poderia acontecer uma paixão à primeiríssima vista tão fulminante. O encontro de Diana (Letícia Spiller) e Alexandre (Luigi Baricelli) foi embalado por uma caudalosa sucessão de clichês. O contato ?mágico? na boate levou o casal a cenas tão batidas que ficou parecendo uma paródia do Corra que a Polícia Vem Aí. Como quando os personagens de Leslie Nielsen e Priscila Presley se apaixonam, Diana e Alexandre dançam, entram por descuido amoroso em cena com os bailarinos do Lago dos Cisnes, passeiam por um parque de diversões, etc. Tudo isso em questão de horas, com uma diferença: o filme é comédia.

Há de ressalvar-se que a dupla de protagonistas também não ajuda. A naturalidade da gata borralheira e do don Juan chega a ser teatral (de teatro de escola).

O elenco conta com atores talentosos e experientes. Mas a vida é dura para eles também. Arlete Salles reprisa a milionária perversa que já cansou de viver na TV. Aracy Balabanian vive, como de hábito, uma coroa assanhada para proporcionar, com Sérgio Mamberti e Edney Giovenazzi, um pouco de humor à trama. Assim como em O Beijo do Vampiro, a idéia é fazer rir à custa da disputa de dois senhores pelo coração da vovó.

Edson Celulari ganhou o papel de um bêbado (com um segredo no currículo) que, mesmo morando na rua, circula pelos cenários mais importantes da trama.

Nada que ele não conheça, Edson já fez papel de pobre em Brasileiros e Brasileiras, um fracasso do SBT no começo dos anos 90.

O recurso de gravar fora do País, que um dia foi diferencial, tornou-se regra agora em toda e qualquer novela. O telespectador acostumado a viajar virtualmente com a Globo não precisa animar-se. Os passeios – como diz a bula – acontecem só nos primeiros capítulos. Portanto, Portugal estará fora do script assim que os autores derem um jeito de instalar todos na Lapa, da mesma maneira que Benedito Ruy Barbosa fixou os italianos no Bom Retiro.

O curioso é que, a despeito do déjà vu em todos os cantos de Sabor da Paixão, o público respondeu bem. A novela que estreou com 29 pontos de média no Ibope (na Grande São Paulo) subiu 1 ponto na noite seguinte.

O comportamento da platéia do sofá justifica a estratégia de repetição da TV porque dá motivo para que a fôrma seja preenchida com os ingredientes de sempre.”

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem