Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Goldman vs. Sunday Times

Por lgarcia em 11/12/2002 na edição 202

TELETIPO

O banco de investimentos Goldman Sachs estuda processar o jornal britânico Sunday Times por causa de matéria ? que levava o título-trocadilho "Goldman cracks" ? em que a instituição financeira é acusada de ter viabilizado a dois investidores, Brian Long e Peter McManamon, a compra de ações baratas da Bookham Technologies pouco antes de a empresa se capitalizar na Bolsa de Londres. A jogada teria rendido US$ 788 mil a eles, que, em contrapartida, teriam pago comissão aos analistas do Goldman Sachs. O Times publicou desmentido dizendo que a recomendação veio de outra fonte, mas o banco não aceitou, possivelmente porque o texto era pequeno e seu título citava apenas os nomes de Long e McManamon. As informações são do Guardian [2/12/02].

Uma pesquisa com 92 estudantes de Jornalismo em Colúmbia revelou que a maioria não concorda com a reforma do currículo desejada pelo presidente da universidade, Lee Bollinger. Paul Colford [New York Daily News, 2/12/02] revela que, para os alunos, o curso deve permanecer como está, mantendo o foco sobre os elementos básicos de reportagem e redação. Bollinger lidera uma força-tarefa composta de 34 pessoas ? incluindo nomes estrelados como Bob Woodward ? que está revisando o currículo da escola.

Um juiz decidiu em favor do Boston Globe numa ação movida contra o jornal por um grupo de repórteres e fotógrafos freelance. Segundo Mark Jurkowitz [Boston Globe, 27/11/02], o juiz Ralph Gants afirmou que o jornal tem o direito de oferecer aos freelancers a opção de: aceitar o contrato que mantém os direitos autorais sobre o trabalho mas dá ao Globe o direito de reproduzi-lo, inclusive online, sem remuneração adicional; ou encerrar negociações com o jornal. Os freelancers que não aceitaram o acordo acusam o Globe de práticas comerciais injustas e ilegais.

O presidente russo Vladimir Putin afirmou aos donos de jornais e emissoras de TV do país que vetou o projeto de lei, aprovado pelo Parlamento, que previa restrições à cobertura de operações antiterrorismo. Segundo Jon Boyle [Reuters, 25/11/02], as medidas teriam aumentado o poder das autoridades durantes crises como a invasão de um teatro de Moscou por rebeldes chechenos. Putin pediu que o projeto fosse mudado para não impedir que a mídia cubra objetivamente tais situações.

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