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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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Por lgarcia em 15/07/2003 na edição 233

TELETIPO

O diário Guardian [11/7/03] ameaçou abandonar a Press
Complaints Comission (PCC), espécie de ouvidoria que intermedeia reclamações
contra a imprensa britânica. O prestigioso jornal foi condenado pela PCC
por causa de um artigo pago escrito pelo presidiário John Williams. O
material, publicado em abril, é um diário em que Williams conta
sua convivência com o ex-político Jeffrey Archer na prisão.
A PCC não recebeu reclamação a respeito, mas decidiu investigar
por iniciativa própria. Concluiu que o pagamento a um criminoso condenado
só se justifica quando há interesse público, o que não
seria o caso. O Guardian retrucou que pagou um valor padrão pelo
relato ? US$ 1.170 ? e que Williams é um escritor e vive de seu trabalho.
Além disso, seu diário teria trazido à tona fatos que destoam
do que Archer havia descrito em um livro que saiu em fascículos no Daily
Mail.

 

Andrew Cuomo, filho do ex-governador de Nova York Mario Cuomo, e Kerry Kennedy
Cuomo, filha de Robert F. Kennedy, anunciaram que estão se separando.
Os tablóides nova-iorquinos já começaram a festa de fontes
anônimas, ignorando as recentes travessuras do repórter Jayson
Blair no NY Times. A separação do casal democrata motivou
a última batalha entre New York Daily News e New York Post,
principais tablóides locais. Com cerca de 90% de fontes "em off",
os tablóides reportaram que Cuomo descobrira que Kerry estava tendo um
caso com seu amigo [de Cuomo]. Trata-se de um bon vivant na casa dos 50, chamado
Bruce Colley. Enquanto as manchetes dos tablóides exibem letras cada
vez maiores e entram para a história dos gritos da imprensa marrom, Rick
Hampson [USA Today, 7/7/03], que não quis ficar de fora da festa
de fofocas, revela o que julga ser o detalhe mais picante: "o ?outro? é
um republicano."

 

Há quatro ou cinco milhões de muçulmanos na França,
mas só agora têm uma emissora de TV só deles. A Beur TV,
porém, não é apenas uma cópia mal feita da al-Jazira,
de acordo com a Deutsche Welle [7/7/03]. Funcionando desde março, o canal
é voltado a muçulmanos na França e no norte da África.
A programação é vasta. Há shows de beleza, programas
esportivos, filmes e muita notícia sobre a atualidade. O produtor e criador
da emissora, Nacer Kettane, disse que, ao contrário da al-Jazira, a Beur
TV é voltada para muçulmanos na Europa. "Viemos do norte
da África, mas vivemos na França. Somos franceses", afirmou.
Kettane espera que a Beur TV tenha total independência editorial, uma
vez que todo o orçamento deve vir de anúncios.

 

Foi preso, nos EUA, o editor de um jornal publicado em língua árabe,
sob acusação de espionar para Saddam Hussein. O iraquiano Khaled
Abdel-Latif Dumeisi, responsável pela publicação Al
Majhar
, que circula na comunidade árabe de Chicago, segundo informações
do FBI, foi treinado em Bagdá para sondar a oposição a
Saddam exilada nos EUA e recebia entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por mês pelo
serviço. Para gravar os dissidentes, ele teria usado uma caneta com microfone
embutido. Segundo a AP [9/7/03], Dumeisi pode ser condenado a 10 anos de prisão
ou multa de US$ 250 mil.

 

O cineasta americano Spike Lee teria feito acordo com a Viacom para que a corporação
possa mudar o nome de seu canal TNN para Spike TV, com o propósito de
atrair mais o público masculino. Lee havia entrado na justiça
afirmando que a mudança visava se apropriar de sua imagem. Na ocasião,
disse que não queria ser associado com a programação da
TNN ? que se concentra em atrações como reprises dos seriados
SOS Malibu, Miami Vice e American Gladiators. No tribunal,
a alegação oficial de Lee para encerrar o impasse foi de que ele
se deu conta de que sua objeção ao nome Spike TV poderia constituir,
sem intenção, uma ameaça à Primeira Emenda da constituição
americana ? a que garante o direito de liberdade de expressão. Contudo,
segundo a AP [8/7/03], houve um vazamento de que, na verdade, foi fechado um
acordo, cujos detalhes são desconhecidos.

 

A contratação do jogador David Beckham pelo Real Madrid, por US$ 41 milhões, antes de tudo, é uma grande jogada de marketing. O potencial de vendas do astro inglês é enorme. Contudo, o clube espanhol pode ter pisado na bola no que se refere à internet, como informa o diário britânico The Guardian [8/7/03]. Desde que começaram os rumores sobre a transferência, espertinhos de plantão passaram a registrar domínios na rede associados ao jogador. Somente nos últimos dois meses foram criados 75 novos endereços, como beckhamatrealmadrid.com e becksinspain.com. Minutos após Beckham se apresentar com a camisa número 23 da equipe madrilenha, um inglês já havia registrado beckham23.com, becks23.co.uk e becks23.com. O Real deveria ter pensado melhor em sua estratégia para a marca Beckham; agora terá de gastar muito dinheiro caso queira reaver os domínios, seja comprando-os, seja lutando por eles na justiça.

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