Domingo, 27 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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PRIMEIRAS EDIçõES > ELEIÇÕES 2002

Guilherme Barros

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

ELEIÇÕES 2002

“Lula está longe de ser estadista, diz Ermírio”, copyright Folha de S. Paulo, 26/09/02

“Folha – O sr. já considera Lula com um pé no Planalto?

Ermírio de Moraes – Eu acho que a grande chance é essa. A saída do ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul da Globo é um mau sintoma para a campanha do Serra. Desmontou a máquina. Eu entendi que estava montado um esquema macro de apoio a Serra. O ex-presidente da Petrobras é amigo íntimo do Serra. É muito difícil o Serra se eleger. Com a saída de Reichstul da TV Globo, Serra perde um parceiro importante.

Folha – O sr. acredita numa reação da candidatura Serra?

Ermírio de Moraes – É muito difícil. Quanto tempo nós já temos da campanha? Todo mundo dizia que, quando entrasse a campanha na TV, a candidatura do Serra iria crescer. E não cresceu. Uma coisa precisa ser dita. O marqueteiro do Lula é excelente. Deus queira que o Lula possa fazer aquilo que ele prometeu na campanha. O Brasil já está muito sofrido. Espero que o governo dele seja iluminado por Deus. O que vai acontecer é que, num governo Lula, o Primeiro Mundo vai olhar para o Brasil com desconfiança. São anos, anos e anos a favor dos sem-terra e contra o capital estrangeiro.”

“Globo”, copyright Folha de S. Paulo, 27/09/02

“?Em novembro do ano passado, o Conselho Editorial das Organizações Globo deu início a uma série de reuniões para preparar a cobertura das eleições gerais de 2002. Com base nos princípios editoriais que sempre nortearam o grupo -informação com isenção, imparcialidade e credibilidade-, a idéia era fazer uma cobertura que privilegiasse o debate de idéias, e não a troca estéril de acusações, que verificasse sempre se as promessas dos candidatos são realizáveis e que procurasse mostrar aos eleitores um diagnóstico do país com base em números. Ficou desde sempre estabelecido que os principais candidatos teriam espaços iguais, tratamento equânime e que nenhum estaria imune a críticas procedentes. Nestas eleições, graças à liberalização da legislação eleitoral no que diz respeito à mídia eletrônica, a TV Globo pôde fazer uma cobertura mais abrangente do que a realizada em anos anteriores -com entrevistas em seus telejornais e reportagens especiais amplas e esclarecedoras. Todos os setores da sociedade -imprensa, partidos políticos, leitores, ouvintes e telespectadores- aplaudiram essa nossa postura. E o reconhecimento de nossa isenção e imparcialidade é motivo de orgulho para todos nós. Por essa razão, causaram-nos surpresa e indignação as declarações do empresário Antônio Ermírio de Moraes em entrevista à Folha publicada em 26/9 (?Lula está longe de ser estadista, diz Ermírio?, Eleições 2002, pág. Especial 3). Nela, ele diz: ?A saída do ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul da Globo é um mau sintoma para a campanha do Serra. Desmontou a máquina. Eu entendi que estava montado um esquema macro de apoio ao Serra?. Antônio Ermírio, na verdade, não entendeu nada. Nem Philippe Reichstul deixou as Organizações Globo (ele permanece em nosso Conselho de Administração), nem jamais participaríamos de esquema nenhum -nem micro, nem macro- para apoiar esta ou aquela candidatura. A maior parte do empresariado brasileiro já é capaz de entender que um órgão de imprensa não tem chances de sobreviver se não oferecer, sempre, informação de qualidade, o que pressupõe, repetimos, isenção e imparcialidade. Alguns poucos ainda não entendem esse princípio básico. A estes, só resta aprender com as lições cotidianas da realidade.? (João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo , Rio de Janeiro, RJ)”

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