Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Harry Potter no tribunal

Por lgarcia em 17/07/2002 na edição 181

TELETIPO

A Justiça alemã aceitou o recurso da Verlag an der Ruhr, autorizando a editora a vender suas fichas e material didático sobre Harry Potter. Segundo a Reuters [5/7/02], o produto serve para orientar professores no uso em aula do livro do personagem, cujos direitos globais de merchandising pertencem à americana Time Warner Entertainment. Em maio, a corporação dos EUA tinha vencido, em primeira instância, o processo em que pede proteção à marca Harry Potter, e agora deve recorrer. "Claro que o material tem de usar os personagens do livro e títulos que se refiram ao original. Mas é um trabalho didático, para ajudar professores ", sentenciou a juíza Christel Hengst.

Depois do fracasso de vendas de seu álbum Invincible, Michael Jackson brigou com o presidente da Sony Music, Thomas Mottola. Em cena incomum para o reservado cantor, Jackson chamou Mottola de racista e abandonou o escritório da gravadora. Ele tem envolvimento com o reverendo Al Sharpton, que criou entidade de defesa de artistas explorados. Diz-se que o verdadeiro motivo para a desavença é que o cantor não quer pagar pela quebra de contrato com a Sony, que, por sua vez, nada mais quer gastar, além dos US$ 25 milhões já investidos, na promoção de seu malsucedido disco, que vendeu "apenas" 2 milhões de cópias. Jackson temeria que a Sony o force a ceder seu direitos sobre diversas músicas, incluindo algumas dos Beatles, como forma de pagamento. Segundo a Reuters [5/7/02], executivos da empresa negam que isso será feito.

A indústria fonográfica mais uma vez se mobiliza para tentar combater a distribuição gratuita de músicas entre usuários da internet, que seria parcialmente responsável pela contínua queda nas vendas de discos. Diversas gravadoras contrataram empresas para espalhar arquivos vazios ou que não funcionam na rede, frustrando os usuários. Fontes da Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA, sigla em inglês), que representa gigantes como BMG, EMI e Sony, voltaram a ameaçar processar usuários individuais de sistemas como Kazaa e Morpheus. Segundo a Reuters [3/7/02], o alvo primário destes processos seriam pessoas que acumulam muitas músicas em suas máquinas. Para isso, vão precisar da colaboração dos provedores.

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