Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > RÁDIO

Hábitos surpreendentes

Por lgarcia em 22/01/2003 na edição 208

RÁDIO

Pesquisa do instituto Gallup mostra que 22% dos americanos têm os talk shows de rádio como sua principal fonte de notícias. O número duplicou em apenas quatro anos, segundo o Los Angeles Times [10/1/03]. O fato de uma fatia considerável da população acompanhar programas opinativos como se fossem noticiários intriga estudiosos. “Certamente não há nada de errado em escutar Rush Limbaugh pelo que ele fala. Mas Limbaugh não está preocupado com retratar fatos objetivamente”, comentou Amy Mitchell, diretora associada do Projeto pela Excelência no Jornalismo, organização com sede em Washington.

O apresentador é um dos porta-vozes do pensamento republicano. A enquete mostrou que o número de republicanos que têm talk-shows como fonte de notícias é o dobro do de democratas. Os radialistas conservadores ? a maioria ? falam para um público simpático às suas opiniões. Existe assim o perigo de os ouvintes “aceitarem os fatos sem decidirem por eles mesmos. Não se está produzindo uma democracia informada”, analisa Amy.

Outra pesquisa sobre o consumo de mídia nos EUA, realizada pelo governo do país, indica que os americanos gastam cada vez menos dinheiro com jornais. Em 2001, a família média americana gastou US$ 56,81 com jornais, contra US$ 90,33 com provedores de acesso à internet, por exemplo. Esse número representa declínio de 5% com relação a 2000. Segundo o Newsday [9/1/03], a pesquisa gerou debate entre executivos em encontro da Newspaper Association of America, pois, contraditoriamente, há dados indicando que lucro e número de leitores só têm crescido nos Estados Unidos.

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