Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > HISTÓRIAS DE REPORTAGEM

Inspiração para focas e veteranos

Por lgarcia em 17/07/2002 na edição 181

HISTÓRIAS DE REPORTAGEM

Marinilda Carvalho


Muita sorte e pouco juízo, de José Roberto Alencar, Ateliê Editorial, São Paulo, 2002, 189 pp. Preço: R$ 20.

Para quem estiver acessando a nova edição do Observatório na terça-feira, 16/7, ainda dá tempo de conseguir um autógrafo: o jornalista mineiro José Roberto de Alencar, 54 anos, 30 de jornalismo, o repórter mais "sortudo e desajuizado" da imprensa brasileira, lança nesta terça à noite seu novo livro, Muita sorte e pouco juízo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

Muita sorte… é continuação de Sorte e arte, de 1993, tão gostosa quanto. São histórias das matérias que "caíram no colo" deste profissional moldado em fôrma que não se fabrica mais: ama o furo sobre todas as coisas, só pensa na primeira, enxerga reportagem onde ninguém vê, detesta entrevistar por telefone e transforma qualquer viagenzinha em aventura. Ah, tudo isso fincado em ética e bom caratismo.

Prefácio em quadrinhos


José Roberto Alencar está de volta à Gazeta Mercantil ? uma das mais de 40 redações em que trabalhou. "Voltei para a Gazeta depois de cinco meses escrevendo o livro", conta. Em outubro de 2001 ele se demitiu do jornal, "da greve" da redação, que reclamava salários atrasados, "e da assembléia no sindicato", porque não conseguia emprumar o movimento "para uma exigência mais inteligente e uma postura mais adulta". Foi para Santa Rita, sul de Minas, e botou no computador as histórias de matérias que considera mais divertidas.

Além de divertidas, as histórias inspiram focas sem ambição, veteranos desanimados e leigos curiosos: no fim do livro tem até um pequeno dicionário dos jargões da profissão. Lendo as histórias, o leitor entenderá que o que Alencar teima em chamar de sorte é muito treino na arte de farejar notícia. E o que ele insiste em considerar falta de juízo é o mais saudável desrespeito aos obstáculos.

O livro tem prefácio em quadrinhos, "mais uma invenção do Zé", diz Laerte, autor da novidade intitulada "O Predifícil". Custa R$ 20 e pode ser encontrado nas livrarias de sempre, e também na internet ? Saraiva e Submarino, onde estão os outros livros de Zé Grandão, como ele é conhecido: além de Sorte e Arte, já na quarta edição, O homem que escreve no céu e ABC do nhe, nhe, nhém. Quem quiser contato com o autor pode escrever para o endereço <zero-alencar@ig.com.br>. Ele responde.

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