Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > NEW YORKER ONLINE

IstoÉ

Por lgarcia em 21/02/2001 na edição 109

ARMAZÉM LITERÁRIO

Autores, idéias e tudo o que cabe num livro

PECADOS DA IMPRENSA

"Jornalista critica os exageros da imprensa", copyright IstoÉ, edição Nº 1638

"Ao completar 49 anos de jornalismo, Sebastião Nery optou por uma comemoração no mínimo curiosa. Seu livro Grandes pecados da imprensa (Geração Editorial, 296 págs., R$ 25) coloca a mídia brasileira na berlinda ao tecer uma tese sobre a utilização incorreta dos meios de comunicação, que costumam mover campanhas para desmoralizar figuras díspares e distanciadas historicamente. Já na abertura, Nery lembra a notícia de sua prisão, em 1952, na qual ganhou a alcunha de ‘perigoso subversivo’. Segundo o autor, ele não passava de um estudante às voltas com seu primeiro emprego no jornal mineiro O Diário. Desde então, passou a dividir o jornalismo em 50% de verdade e 50% de fantasia. ‘Não existe imprensa isenta’, diz Nery.

Sob esta ótica, analisa as injustiças sofridas pelas personalidades ‘escolhidas’ por parte da imprensa. No caso de Ruy Barbosa, conta que as más notícias sistemáticas sobre ele barraram a pretensão do baiano de tornar-se presidente da República. Ao lembrar Juscelino Kubitschek, fala da informação ‘plantada’ espalhando a aura de milionário corrupto do ex-presidente. Referindo-se ao ex-governador Orestes Quércia, rememora o caudaloso noticiário que municiou as acusações de enriquecimento ilícito, desde seu mandato como prefeito de Campinas. E, finalmente, tenta redimir Alceni Guerra evocando o escândalo das bicicletas que derrubou o então ministro da Educação do governo Collor. Sebastião Nery promete para breve outro livro sobre o assunto: Grandes pecados da imprensa 2, focalizando os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, o ex-governador de Minas Gerais, Israel Pinheiro, e o ex-ministro dos Transportes do governo Médici, Mário Andreazza."

NEW YORKER ONLINE

"A ‘New Yorker’ está no ar", copyright no. (www.no.com.br), 13/02/01

"A ‘New Yorker’ está no ar. No ano em que completa 76 anos, a vetusta senhora que já sofreu todo tipo de plástica e ameaça de extinção (por dificuldades econômicas e, segundo muitos, pela ação devastadora de sua penúltima editora, Tina Brown) começa a demonstrar na web que continua hábil em conciliar bom jornalismo, literatura e inteligência. Até pouco tempo, o www.newyorker.com era um terreno baldio institucional da Condé Nast, empresa que possui a revista. Agora, traz gratuitamente uma seleção do que melhor é publicado em papel e, também, material exclusivo para Internet.

David Remnick, atual editor da revista, disse em entrevista ano passado que, aos 75 anos, a publicação idealizada por Harold Ross iria caminhar cautelosamente em direção aos novos meios. Dito e feito: sem pirotecnia, o novo site entrou no ar com uma interessante idéia de conciliar a versão tradicional com os textos on line.

E o que se oferece aos internautas não é nada deprezível: estão lá o impecável serviço de Nova York (‘Goings on about the town’), a ‘Talk of the town’, coluna-instituição da publicação e também grande parte das críticas de livros, filmes e música – incluindo ‘A critic at large’, o ensaio de mais fôlego que na edição no ar traz o excelente Anthony Lane escrevendo sobre a nova peça de Tom Stoppard. Exclusivamente na rede, um conto de Alice Munro e uma conversa dela com a editora de poesia Alice Quinn.

Para dar água na boca, o site informa – mas não disponibiliza – um capítulo das memórias de Gabriel García Márquez, a coluna do impagável Adam Gopnik, uma reportagem do premiado Philip Gourevitch e ainda um poema inédito de John Ashberry. Mas isso tudo se acha a R$ 13 em qualquer banca importadora. Fica apenas uma dúvida: se a ‘New Yorker’ sai ganhando em sua versão on line ou se é a web que é bem mais inteligente a partir de agora."

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