Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > COLUNA SOCIAL ELETRÔNICA

Ivson Alves

Por lgarcia em 05/06/2002 na edição 175

COLEGUINHAS, UNI-VOS / 6 ANOS

"Sexto ano da série", copyright Comunique-se, 27/5/02

"É isso aí: a Coleguinhas completa (ou completou, se você está lendo depois de segunda) seis aninhos neste 27 de maio. Desta vez, não pretendo cansar a beleza de ninguém contando como ela surgiu por causa de minha amada Andréa, mas vou fazer um balanço do ano que passou, até porque houve uma mudança importante na própria estrutura da página que suscitou umas idéias na minha cabeça chata de nordestino.

Obviamente, você sabe que estou falando da mudança de status da Coleguinhas, que deixou de ser um site completo para se tornar uma pequena parte de um sítio maior. Este fato mudou completamente o escopo da Coleguinhas. Antes, eu era responsável por tudo, do leiáute tosco ao textos idiotas, passando pelos bancos de dados defasados. No Comunique-se, o leiáute e os bancos de dados são bem melhores por eu não ter nada com eles, pois a minha responsabilidade se restringe aos textos bestas como este que você está tendo a paciência de ler.

Tudo o que está acima é mais ou menos óbvio, mas não foi lá muito bem compreendido na época da mudança e até agora há algumas pessoas que se confundem. Ainda hoje, a maior parte dos leitores antigos reclama da ?falta de charme? da Coleguinhas atual. Atribuo isso a uma confusão de conceitos que vou procurar dirimir aqui, aproveitando o momento de apagar as seis velinhas depois do parabéns-pra-você.

Quem é da opinião que a coluna perdeu charme, eu creio, está cometendo uma injustiça, por querer que o Comunique-se seja a Coleguinhas antiga. Isso é impossível. Como disse acima, na Colguinhas-site, eu era responsável por tudo, o que era ruim porque dava uma aparência (completamente real) de confusão, mas, ao mesmo tempo, bom por dar uma unidade acolhedora e familiar. Era mais ou menos como a casa daquele amigo que você conhece há 20 anos e cuja mãe faz uma torta de limão do outro mundo. Você chega lá, pergunta se tem torta, ele diz que está na geladeira e você vai exatamente no lugar em que ele sempre bota o doce.

Você há de convir que é exigir muito do Comunique-se ser dessa maneira. Este é um sítio comercial, por isso acho injusto querer que seja mais do que um bom sítio de informação e serviços para jornalistas e empresas de comunicação. E se, em sua opinião, não está conseguindo ser isso… Bem, escreva para o pessoal da edição que eles certamente terão prazer em trocar umas idéias.

Além desses problemas, vamos dizer, estruturais, houve – e é bem possível que ainda haja – uma galera que acredita que o conteúdo da coluna Coleguinhas está diferente do que era a Página 3 dos Dias Antigos. Olha, pode até ser que haja algum tipo de mudança, mas ela certamente não é nem consciente, nem intencional. Você que é dessa opinião tem que ver que, escrevendo praticamente toda semana por seis anos apenas sobre um campo, a tendência é que os assuntos acabem se repetindo.

Afinal, os nossos queridos patrões continuam a dar mostras da falta de caráter e da incompetência gerencial de sempre; nós nos mantemos preguiçosos, repetindo fórmulas e pautas; os chefetes não deixam de ser chefetes; as nossas representações de categoria ainda vivem sem grana e usam este fato como desculpa para se omitirem… Tenho procurado falar menos desses assuntos, embora reconheça que eles, até por se manterem em voga, precisam ser lembrados de quando em vez. Vai ver que é por isso que você acha que o conteúdo mudou.

Mas temo que não seja eu o único responsável por isso. Desculpe, mas você também tem culpa neste cartório. Lembra que, desde a Primeira Era, eu sempre disse que a Coleguinhas só existia porque os seus leitores faziam com que ela existisse? Pois é. Isso não mudou com a vinda para o Comunique-se. A coluna reflete o que eu penso, sem dúvida, mas você, que é leitor antigo, sabe o quanto suas intervenções determinam o que é objeto de minhas paranóicas reflexões. O que sempre achei legal na antiga Coleguinhas é que rolavam altos bate-papos por e-mail com quem concordava e com quem discordava do que eu pensava. Achava isso enriquecedor e não mudei de opinião a respeito.

Infelizmente, tenho sentido que mesmo os leitores mais antigos, e que sei que se mantêm fiéis, não mais procuram se envolver na criação da Coleguinhas. Aí fica realmente difícil saber quais são os assuntos que mais tocam a alma dos jornalistas, tirando aqueles citados pouco acima. Daí eu estar mais ?macro?, viu Kid A?… E não é por falta de possibilidade de contato, né? Embora eu não leia as mensagens dos quadradinhos aí de baixo há uns três meses por falta de tempo, é só clicar lá na minha assinatura que você pode me mandar um emeio. E se der algo errado, basta enviá-lo para redacao@coleguinhas.jor.br, que eu sempre respondo.

Bom, agora que vamos iniciar o sexto ano da série, que tal voltarmos a nos comunicar como na Primeira Era? Acho que seria bem legal pra todo mundo.

Mais do mesmo – Quer mais veneno paranóico, análises tresloucadas, vaivéns da galera e, de vez em quando, até informações relevantes? Então assine a Coleguinhas Por Mail, mandando um emeio para cpm@coleguinhas.jor.br. Mas não diga que eu não avisei…"

 

NOVELA DO GUGU

"Gugu faz parceria para produzir telenovela", copyright Folha de S. Paulo, 27/5/02

"O apresentador e empresário Gugu Liberato concluiu na semana passada negociações com a produtora NBP, de Portugal, por uma parceria para a realização de telenovelas. Segundo Liberato, a associação entre a GGP (sua produtora) e a NBP (maior produtora de telenovelas de Portugal) deverá entrar em operação até o final do ano, gerando conteúdo simultaneamente para emissoras brasileiras e portuguesas.

Na busca de um terceiro sócio ?de grife?, Liberato se encontrou na última quinta-feira, em São Paulo, com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vicepresidente de operações da TV Globo. ?Gostaria muito que o Boni entrasse no projeto, mas o contrato dele com a Globo o impede?, diz o apresentador do SBT. O contrato de Boni com a Globo vence no início de janeiro de 2003.

A NBP já chegou a produzir até sete telenovelas ao mesmo tempo, exibindo-as nas principais redes portuguesas. Em abril, os três programas mais vistos em Portugal eram novelas da NBP.

De acordo com Gugu Liberato_que está construindo estúdios Alphaville (Grande SP) e disputa seis concorrências de canais de TV_, a primeira novela da parceria será gravado no Brasil, com elenco dos dois países. ?Pretendemos fazer uma boa novela, com elenco e profissionais de iluminação e cenografia de primeira. Se ficar aquém do que a Globo faz, a gente não consegue vender?, diz.

OUTRO CANAL

Gráfico A cúpula da Globo está soltando rojões. Depois de atingir média de 35 pontos no horário nobre (das 18h às 24h) em abril, contra 28 em dezembro passado, a emissora alcançou média de 37 pontos nos primeiros 22 dias de maio. A audiência, uma das maiores da ?Era Marluce? (a partir de 1998), se deve à novela ?O Clone?.

Plataforma 1 O ministro das Comunicações, Juarez Quadros, anuncia nos próximos dias 4 e 5 as propostas do governo federal de regulamentação da emenda constitucional, aprovada pelo Senado, que abre a mídia brasileira ao capital externo e a pessoas jurídicas.

Plataforma 2 As maiores preocupações são quanto ao controle de conteúdo pelos sócios brasileiros. O anúncio do ministro irá ocorrer durante o 3? Fórum Brasil de Programação e Produção, em São Paulo, organizado pela Converge Eventos e revista ?Tela Viva?.

Penta 1 O presidente Fernando Henrique Cardoso assina hoje decreto que obriga a Globo a abrir em satélite o sinal dos jogos da seleção brasileira, permitindo a recepção por antenas parabólicas.

Penta 2 Os demais jogos da Copa, no entanto, terão seus sinais codificados. O contrato da Globo com a Fifa impede a transmissão aberta via satélite. Apesar do decreto, a Globo e o governo ainda terão que negociar com a Fifa o descumprimento do contrato."

 

COLUNA SOCIAL ELETRÔNICA

"Arroz-de-festa", copyright Veja, 5/6/02

"Em 1984, o apresentador Amaury Jr. conseguiu vender à TV Gazeta, de São Paulo, a idéia de uma coluna social eletrônica. Ele circularia por festas e lançamentos de produtos e entrevistaria famosos sempre que possível. Cobrindo um buraco no fim da noite, o programa funcionou e, passados dezoito anos, Amaury continua fazendo exatamente a mesma coisa. A diferença é que, agora, ele tem de dividir espaço com um time de pessoas que descobriram ter a mesma vocação que ele. Numa pesquisa que encomendou, Amaury contou cerca de 200 colunistas eletrônicos espalhados pelo Brasil. Para muitos desses, o próprio Amaury é uma celebridade a entrevistar. Na semana passada, cinco o assediaram enquanto ele trabalhava em Brasília.

Não é a badalação que leva as pessoas a esse negócio – até porque é preciso encarar gente chatíssima falando sobre o ?seu produto? ou o ?seu novo desafio?. Nesse tipo de programa, o jabá é a regra. Amaury Jr. diz que não pede dinheiro para fazer a cobertura de festas de amigos e alguns grandes eventos. Na maioria dos casos, porém, sua presença custa 35.000 reais – que ele divide com a Rede Record, onde trabalha desde o fim do ano passado. Seus rendimentos na televisão giram em torno dos 200.000 reais por mês.

Durante algum tempo, o principal concorrente de Amaury Jr. foi Otávio Mesquita, da Bandeirantes. Mas ele diz que cansou dessa vida e acaba de contratar a ex-senhora Fábio Jr. Patrícia de Sabrit para entrevistar celebridades no A Noite É uma Criança. ?Estava achando meio chato pagar esses micos, então passei para a Patrícia?, diz Otávio. Outra figurinha carimbada é Ramy Moscovic, da TV Gazeta. ?Eu não me via falando na televisão, porque tenho a língua presa, mas agora relaxei?, conta ele. No ar desde 1995, Ramy cobra 5.000 reais por minuto de entrevista – só os famosos não pagam, porque lhe dão prestígio.

Entre os novatos, começa a despontar o paulistano Fausto Bessa, que apresenta o Piratas Urbanos na Rede TV!. Com trinta tatuagens e cinco piercings, ele ainda não tem todas as portas da noite abertas para a sua equipe. Recentemente foi barrado na festa de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos. ?Fiz a festa do lado de fora?, diz. Enquanto isso, sem espaço nos maiores canais, outros colunistas eletrônicos vão se virando como podem. Marlu Segóvia, uma simpática senhora que apresenta o Projeção na TV no Canal Comunitário de São Paulo, exibido na televisão a cabo, só vai a festas em que é convidada e cobra de 1.500 a 1.800 reais para fazer um evento. Lamenta que não venham aparecendo muitos bailes de debutante. ?Eu fiz o da minha filha?, conta ela. Sem cobrar, é claro."

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