Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES >   ESTADÃO PAGO NA WEB

Joelmir Beting

Por lgarcia em 16/12/2003 na edição 255

CASO JOELMIR BETING

“Estamos evoluindo”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br, 11/12/03

“?Só mangueira que dá manga leva pedradas?. Sebastião José Beting (1900-1963), meu pai

O que era uma discussão corporativa em torno da escolha profissional deste jornalista adernou para a polêmica horizontal em torno da decisão administrativa dos jornais punitivos. Nesta altura, acaba de transbordar para o questionamento tardio dos padrões éticos do próprio jornalismo brasileiro.

Qual ética?

Afinal, de que ética estamos falando pelos cotovelos? A ética do jornalista? A ética do jornal? A ética do jornalismo?

A ética do jornalismo é ascética e meridiana: somente a verdade, nada mais que a verdade.

A ética do jornalista é a ética da consciência.

A ética do jornal é a ética da conveniência.

Meia de nylon

Sim, ética de conveniência por dever de ofício. Ou por vocação do negócio. Grupos de mídia trocam de ética quando trocam de donos, quando trocam de parceiros, quando trocam de patrocínios, quando trocam de partido, quando trocam de governo, quando trocam de religião. Não raro, trocam de ética veículo por veículo no interior de um mesmo grupo. Ética meia de nylon, tamanho único.

Estou fora

Repito que minha relação com os jornais em rede n&atildeatilde;o é de emprego nem de trabalho. É relação de negócio ou mercado. Eles compram minha coluna de um distribuidor, a Agência Estado. Que acaba de me oferecer condições vantajosas para prosseguir de posse dos direitos da coluna. Sem grilo. É vínculo contratual de pessoa jurídica com pessoa jurídica.

Nada contra as normas da casa no perímetro de cada empresa. O problema é que eu não quero, não posso e não devo submeter-me a manuais de conduta diferenciados de duas dezenas de jornais em rede. Ética não é commoditty.

Já imaginaram uma fábrica de sapatos, servida por atacadistas, obrigando-se a praticar os padrões de mercado de cada loja ou de cada rede de varejo?

Sob disfarce

O certo é que não misturo jornalismo com publicidade. Assim como jamais misturei jornalismo com minha atividade lateral de palestrante e consultor. Que exerço há mais de 30 anos.

Se há conflito de interesses e vácuos de credibilidade no rodapé da isenção jornalística não é o da publicidade comercial explícita e transparente. É o de empresas e profissionais envolvidos diretamente com partidos e igrejas. Ou de políticos de carreira e governantes da vez que controlam grupos de mídia.

Sob controle

Reafirmo que sempre tratei a publicidade comercial como atividade econômica relevante e como parceiro preferencial do jornalismo moderno. Sobre estimular negócios e expandir mercados, os anunciantes financiam a indústria da comunicação, garantem o emprego e o salário dos jornalistas e preservam a independência material e a liberdade política das boas empresas do ramo.

Ademais, a publicidade comercial está sob a blindagem do controle social. O jornalismo brasileiro, ainda não. Anunciantes, agências e veículos são signatários de código de auto-regulamentação (Conar) que previne e/ou reprime a propaganda enganosa, a publicidade predatória e a subversão da concorrência. Personalidades públicas com poder de convencimento ou persuasão ? atores, atletas, cantores, apresentadores, jornalistas e notórios profissionais liberais ? são co-responsabilizados em lei quando veiculam anúncios de produtos ou serviços fajutos que venham a causar perdas e danos ao público.

A publicidade comercial está igualmente sob o império da legislação de proteção do consumidor (Procon). E cadê o estatuto de proteção do leitor, do ouvinte, do telespectador?

Pra encerrar

Por uma baciada de manifestações que acabo de recolher e arquivar de jornalistas, publicitários, empresários de mídia, executivos, políticos, acadêmicos, estudantes e leitores em geral, chego à conclusão de que o “caso Joelmir” resume-se a um episódio mal administrado por apenas dois de duas dezenas de jornais que publicam minha coluna diária. Decisão precipitada por julgamento preconceituoso e por formalismo anacrônico.

Ou como já disse em ?Posso falar??: não se deve tomar como ética da profissão o que não passa de etiqueta do jornalismo.”

 

GZM EM CRISE

“GZM: Justiça do Trabalho suspende decisão do TRT-SP”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 10/12/03

“A Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho em Brasília suspendeu, nesta quarta-feira (09/12), decisão do TRT-SP que determinava o bloqueio dos bens móveis e imóveis dos sócios e das empresas Gazeta Mercantil, JB Comercial e Agência Multimídia e o repasse da arrecadação proveniente de venda de espaço publicitário e das assinaturas mensais aos funcionários da GZM. No dia 27/11, o juiz Marcelo Freire concedeu decisão favorável aos jornalistas e funcionários administrativos da GZM também determinando o pagamento imediato dos salários de outubro, da terceira parcela do ?passivinho? e do adiantamento de novembro. A Gazeta alegou irregularidades na decisão do juiz.

Silvia Neli, advogada do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, disse que o departamento jurídico da entidade e os advogados dos funcionários da Gazeta estão estudando que medida tomar. Eles devem recorrer da decisão.”

 

ESTADÃO PAGO NA WEB

“?Estado? online será exclusivo de assinantes”, copyright O Estado de S. Paulo, 14/12/03

“”O Estado de S. Paulo e o Jornal da Tarde iniciam amanhã a venda de assinaturas para as edições digitais dos dois jornais, uma prática cada vez mais utilizada na internet e consolidada em vários dos principais diários do mundo. Com isso, os acessos aos endereços www.estado.com.br e www.jt.com.br permanecerão gratuitos só para os atuais assinantes da versão impressa.

Para os usuários que desejarem conhecer os novos serviços antes da opção pela assinatura, será fornecida uma senha, mediante cadastro, para navegação integral por um período de 30 dias. As demais áreas do Portal Estadão (23 canais de notícias e informações reunidos sob o endereço www.estadao.com.br) permanecerão abertas e com acesso irrestrito, sem a necessidade de cadastro.

A venda de assinaturas de edições digitais ganhou impulso no primeiro semestre com a decisão da Audit Bureau of Circulations (ABC), órgão americano equivalente no Brasil ao Instituto Verificador de Circulação (IVC), de acabar com a distinção entre assinaturas online e assinaturas impressas, desde que ambas sejam semelhantes e sigam a mesma política de preços.

Há pouco mais de um mês, The Wall Street Journal passou a incluir em seus balanços 209 mil novos assinantes exclusivos da versão online, elevando para pouco mais de 2 milhões o número de assinantes do principal jornal econômico em todo o mundo. O espanhol El Pais comemorou no mês passado a marca de 26 mil assinaturas no primeiro ano da versão digital.

A mudança na estratégia do Grupo Estado na apresentação de seus conteúdos na internet teve início no final de outubro, quando passaram a ser disponibilizadas as edições em PDF. Duas semanas depois, entrou no ar a versão só texto. Novos formatos estão sendo trabalhados, entre os quais o RSS, de Rich Site Summary, que vai permitir aos assinantes a personalização total dos conteúdos produzidos pelo Grupo Estado.

Entre as facilidades previstas para os assinantes já a partir de amanhã, destaques para a possibilidade de consulta online às últimas 30 edições (em PDF ou em formato texto) e às reportagens publicadas pelo Estado e pelo JT nos últimos 3 anos (só em formato texto). O assinante poderá “baixar”, para uso pessoal, fotos e textos publicados pelos dois jornais.

A nova versão também contempla uma área de ?últimas notícias? com os principais fatos ocorridos no Brasil e no mundo apresentados num formato que facilita a navegação por área de interesse. Os assinantes também poderão optar pelo recebimento de notícias por e-mail, com as principais reportagens que estarão na capa do jornal no dia seguinte.

Para os assinantes da versão impressa que residem fora da Grande São Paulo, os benefícios são ainda maiores. Com o novo formato, eles passam a ter acesso pela internet à mesma edição que circula na Capital, o que inclui todos os cadernos de classificados, as notícias que chegaram após o fechamento da primeira edição e a cobertura completa dos jogos da rodada, entre outros conteúdos.”

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