Domingo, 20 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Jornais americanos e BBC pró-palestinos

Por lgarcia em 07/10/2003 na edição 245

TELETIPO

Camera, organização pró-Israel de monitoramento da mídia, publicou nota [1o/10/03] reclamando das manchetes para dois recentes episódios do conflito entre palestinos e israelenses. O primeiro deles foi a morte de um garoto muçulmano de quatro anos de idade por disparos de uma metralhadora de blindado israelense, em julho. O fato é comparado com o assassinato de um bebê de sete meses e um homem de 27 anos, ambos judeus, por um atirador suicida palestino que só parou de disparar sua arma quando foi morto com um tiro na cabeça. As vítimas comemoravam o Ano Novo israelita, no dia 27/9. A Camera aponta que a agência AP e jornais como a Chicago Tribune, Washington Post e New York Times foram favoráveis aos palestinos, evidenciando a origem do menino de quatro anos e, depois, não dando destaque ao fato de que o bebê morto era judeu. A britânica BBC teria sido a mais parcial com as chamadas "Garoto palestino morto a tiros" e "Três mortos em ataque na Cisjordânia". A segunda, além de não informar a morte da criança judia, junta assassino e vítimas num só número.

Vincent Nichols, arcebispo católico de Birmingham, na Inglaterra, atacou duramente a BBC, acusando-a de "hostilidade" à Igreja católica e dizendo que seus repórteres agrediram um padre doente e idoso. O arcebispo afirmou em uma coletiva no dia 29/9 que a cobertura da BBC à Igreja é "totalmente inaceitável" e "tendenciosa", e que seus repórteres são "inescrupulosos". O arcebispo, que trabalhou para a corporação no passado, disse que resolveu falar pela Igreja católica após ser avisado de que pessoas que trabalham na BBC têm se aproximado de maneira "estranha e não-solicitada" a membros da instituição. Nichols disse que um repórter conseguiu acesso a um lar de idosos dizendo ser "católico e amigo" antes de "pôr contra a parede" um padre com 70 e poucos anos em busca de informações. Além disso, o arcebispo criticou dois programas que devem ir ao ar em breve na BBC, Sex and the Holy City e Popetown, como "iniciativas ofensivas". Informações de Claire Cozens [The Guardian, 29/9/03].

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