Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > COBERTURA

Jornais defendem universidade pública

Por lgarcia em 01/08/2001 na edição 132

COBERTURA

V.G.

A imprensa paulista cumpriu seu dever com serenidade e sem alarde. Noticiou que uma das mais de trinta fundações de direito privado que funcionam no interior da Universidade de São Paulo obtivera autorização do MEC para criar um curso de graduação em Ciências Atuariais. Este curso era oferecido gratuitamente pela Faculdade de Economia e Administração, mas a USP optou por deixar de oferecê-lo.

O curso autorizado seria privado, mas ostentaria a grife USP. Como aliás o fazem todos os cursos de pós-graduação latu sensu, as especializações ou aperfeiçoamentos.

Se a porta fosse aberta, o mercado estaria escancarado para a Universidade pública oferecer cursos privados pagos.

Bastou a imprensa noticiar. No dia seguinte, a proposta foi rejeitada e a Fundação não mais vai oferecer o curso.

Resta saber se a FEA-USP vai voltar a oferecer o curso público e gratuito. Argumentar falta de demanda não dá mais.

Eis o caso típico de maracutaia que só funciona na surdina. Não houve movimentos, abaixo-assinados, protestos, nada. Foram apenas duas matérias informativas, uma na Folha, outra no Estadão. No mesmo dia, os dois jornais já noticiavam o recuo.

    
    
                     

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