Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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PRIMEIRAS EDIçõES > CARTEL, MONOPÓLIO, POOL

Jornalões dão aula de concentração

Por lgarcia em 03/10/2001 na edição 141

CARTEL, MONOPÓLIO, POOL

Alberto Dines

Para evitar uma guerra de morte, os grupos Globo e Folha dividiram o mercado brasileiro e cada um ficou com a sua metade. Coisa de gente grande.

Para comemorar, lançaram um produto para esmagar a Gazeta Mercantil, o diário Valor Econômico. Ninguém estrilou ? nem a principal prejudicada. Somando-se o poderio dos dois grupos mais a omissão da Editora Abril (parceira da Folha no UOL), assistimos à formação de um verdadeiro cartel. Que, em diversas ocasiões, funcionou como tal.

Relacionamento tumultuado, durou um ano apenas. Clara demonstração de que os capitalistas nativos são inconstantes e tão dados às dissidências como os militantes de esquerda.

Os cônjuges já aparecem em público trocando cotoveladas. O que levou o quase-monopólio global a partir para uma incursão particular na seara paulista: comprou o Diário Popular e o transformou em Diário de S.Paulo.

Aparece em cena a turma do Estadão e convida a abandonada Folha a juntar-se a ela.

Será isto uma fusão? Não, explicam os pombinhos em lua-de-mel: trata-se apenas de um inocente pool de distribuição. Uma nova empresa se encarregará de distribuir os dois jornalões aumentando a velocidade, penetração e baixando os custos, coisa que segundo os noivos acontece com muita freqüência nos States.

No pacto nupcial, declaram que juntando esforços na distribuição terão mais recursos para competir na qualidade jornalística. O leitor sairá ganhando, explicam.

Você acredita?

 

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