Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Jornalismo gay em alta

Por lgarcia em 20/09/2000 na edição 98

MONITOR DA IMPRENSA

IMPRENSA GLS

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Southern California, jornalistas homossexuais melhoraram seu desempenho profissional ao longo dos anos mas ainda têm muito o que aprimorar. A maioria dos jornalistas homossexuais entrevistados afirmou que as organizações noticiosas para a qual escrevem não fazem bom trabalho no que se refere à cobertura de assuntos importantes à comunidade gay.

De acordo com matéria de Dan Fost [San Francisco Chronicle, 7/9/00], os resultados da pesquisa estavam programados para publicação no dia 7 de setembro, na conferência da Associação Nacional de Jornalistas Gays e Lésbicas, em São Francisco.

"O jornalismo de hoje está mais preocupado com grandes dramas, conflitos e entretenimento", disse Leroy Aarons, co-autor do estudo e diretor do Programa para Estudos de Questões de Orientação Sexual da Faculdade de Comunicação de Annenberg.

Aarons acredita, no entanto, que hoje há mais qualidade na cobertura. Há dez anos, grandes organizações noticiosas não cobriam substancialmente assuntos GLS. "Houve uma explosão de notícias sobre assuntos de interesse de gays e lésbicas", afirmou Aarons. "Jornalistas heterossexuais olharam em volta e perceberam que pessoas respeitadas voltaram-se para cobertura de eventos GLS. A epidemia de AIDS, por exemplo, foi um fator determinante para fazer de reportagens sobre homossexualismo algo presente no cotidiano dos norte-americanos."

RÚSSIA

No dia 7 de setembro, um dos maiores barões da mídia russa agravou um conflito com o presidente do país, Vladimir Putin, ao anunciar, que está se desfazendo de seu controle acionário na ORT, maior emissora de TV da Rússia, para não submeter-se ao controle do Kremlin. O magnata Boris Berezovsky disse em entrevista coletiva que colocaria suas ações da ORT à disposição de personalidades culturais e jornalísticas do país que queiram dividir o controle da emissora.

Berezovsky, no entanto, não definiu como será a administração do império e seu esperado sucesso. Segundo matéria de Michael Wines [The New York Times, 8/9/00], não se sabe se se trata de mais uma luta de poder com Putin, de uma tentativa de prevenir interferência do governo na liberdade de imprensa, ou ambos. Berezovsky deu outro motivo. "Estou cansado, cansado, cansado", disse, na coletiva. "Parece-me que, sozinho, simplesmente não posso carregar esse peso que é a ORT."

O problema de Putin com barões da mídia já é antigo. Valdimir Gusinsky, dono da única emissora independente do país (a NTV) e do conglomerado Media-Most, é o principal alvo do presidente. Putin, entre outras medidas, iniciou uma política de intimidação da mídia por meio de agentes do governo, o que gerou revolta contra o atentado à liberdade de imprensa. Putin defende que a mídia noticiosa russa não é livre porque fala pelos ricos e não por pessoas comuns.

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