Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > INTERNET

Jornalismo-mentira

Por lgarcia em 19/02/2003 na edição 212

INTERNET

Notícias inventadas têm causado confusão na internet. Sítios que criam páginas semelhantes às de portais de notícias como o da CNN vêm obrigando empresas, universidades e artistas a desmentirem falsas matérias. O músico Dave Matthews, por exemplo, foi dado como morto por overdose numa dessas notas inventadas, e teve de desmentir tudo em comunicado em seu sítio. Algumas universidades americanas vieram a público negar que as irmãs Olsen, celebridades da TV nos EUA, tivessem se matriculado em seus cursos.

A CNN conseguiu tirar do ar o “Gerador de Notícias Falsas da CNN”, que criava páginas semelhantes às da rede de notícias com histórias fictícias, ameaçando entrar com processo. Sítios como esse permitem que se publique uma história e repasse o link a outras pessoas ou imprima para, por exemplo, divulgar por fax. A CNN se sentiu prejudicada quando jornais locais americanos começaram a reproduzir artigos gerados por esse tipo de recurso. Um estudante da Universidade Purdue inventou que a Microsoft havia comprado a divisão de videogames da Vivendi Universal. A companhia de Bill Gates negou a aquisição, e a CNN, suposta fonte da notícia, comunicou que nada publicara a respeito.

Outro desmentido na internet aconteceu no sítio da revista Computerworld. O repórter Dan Verton escrevera artigo sobre um certo Abu Mujahid, que seria integrante do grupo islâmico paquistanês Harjkat-ul-Mujahadeen. Em entrevista por e-mail, ele reivindicou como resultado de ataque de sua organização o congestionamento da internet no dia 25/1?/03. Uma “cyber jihad” estaria sendo empreendida para desestabilizar o funcionamento da rede.

Três horas após publicada, a matéria foi tirada do ar porque se descobriu que Mujahid era, na verdade, o jornalista free-lance Brian McWilliams. Ele justificou o trote afirmando que queria tornar os repórteres “mais céticos com relação a pessoas que dizem ter envolvimento com o terrorismo eletrônico”. As informações são da AP [7/2/03], da Wired News [3/2/03] e da Reuters [3/2/03].

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