Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > GUERRA NO IRAQUE

Jornalistas destacados para o front

Por lgarcia em 18/12/2002 na edição 203

GUERRA NO IRAQUE

Contrariando a política adotada em conflitos recentes, o Pentágono americano pode levar centenas de jornalistas para a cobertura das ações numa eventual invasão do Iraque. Com a perspectiva de que Saddam Hussein jogará pesado na guerra de propaganda ? sua única alternativa, considerando sua inferioridade militar ? a estratégia pós-Guerra do Vietnã dos EUA de permitir acesso restrito a um grupo pequeno e controlado de repórteres no campo de batalha pode ser abandonada.

Caso isso se confirme, será formada a maior frente de cobertura desde a Segunda Guerra Mundial. É intenção que, assim como naquela ocasião, a proximidade com os soldados permita que se façam reportagens sobre o heroísmo individual dos militares, algo ausente na cobertura da Guerra do Golfo, por exemplo. "O Afeganistão foi o divisor de águas. Tínhamos um inimigo com uma estratégia de colocar histórias falsas na mídia árabe", explica o capitão T. L. McCreary, assessor de relações públicas do chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas, Richard Myers.

Victoria Clarke, porta-voz do Pentágono, mesmo não sendo explícita com relação a que grupos a imprensa poderá acompanhar, admitiu que eles possivelmente estarão junto com tropas de terra e ar, bem como em todas as linhas de frente. Recentemente, foi realizado um treinamento de atuação em combate com alguns jornalistas, que aprenderam, por exemplo, a como sobreviver a ataques químicos. Johanna Neuman, do Los Angeles Times [4/12/02], observa, no entanto, que alguns repórteres vêem a abertura do governo com ceticismo.

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