Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > WASHINGTON

Jornalistas também temem

Por lgarcia em 30/10/2002 na edição 196

WASHINGTON

Não é comum que jornalistas estejam pessoalmente envolvidos nas histórias que cobrem. Mas, como reporta Peter Johnson, do USA Today [16/10/02], é isto que está acontecendo no caso do atirador que amedronta a população da área de Washington, nos EUA. Ele faz vítimas de forma aparentemente aleatória nos subúrbios da capital americana e isso obviamente afeta também os jornalistas.

"Ao mesmo tempo em que penso que as estatísticas vão contra isso, penso ?por que não eu, meus filhos ou algum amigo?? Tenho tanta chance de ser vítima quanto qualquer um", diz Chris Wallace, correspondente do programa ABC PrimeTime. Tim Russert, apresentador do programa NBC Meet the Press, conta que sempre vai ao posto de gasolina junto com seu filho adolescente, e um fica dando proteção ao outro.

"Estamos para entrar em guerra com o Iraque e tudo que se comenta num raio de 30 quilômetros do Capitólio é se é seguro colocar combustível ou que o jogo de futebol das crianças foi cancelado. A sensação aqui é de que estamos todos juntos nisto", descreve Tom Kunkel, reitor de jornalismo da Universidade de Maryland, no subúrbio de College Park. "O medo permeia a vida das pessoas, especialmente entre mães jovens cujos filhos vão à escola", opina o âncora do programa Nightline, Ted Koppel. Pessoalmente, o jornalista não está preocupado, pois sabe que a chance de se ferir andando de motocicleta ou de carro é estatisticamente muito maior que a de ser alvejado pelo atirador de Washington.

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