Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > DIREITO DE RESPOSTA

Jornalão mais caro

Por lgarcia em 28/02/2001 na edição 110

MONITOR DA IMPRENSA

LOS ANGELES TIMES

O Los Angeles Times – 1,3 milhão de exemplares diários e penúltimo jornalão americano vendido a um quarto de dólar – vai dobrar o preço em banca: a edição de segunda a sábado passa a custar 50 centavos a partir de 5 de março. A edição de domingo continua com o mesmo preço: 1,50 dólar. Em janeiro, o preço da assinatura subiu 6%. A notícia saiu na edição do dia 20 do próprio jornal.

É a segunda tentativa de aumento: em 1995 o preço de capa também subiu para 50 centavos, mas em meados de 1996 voltou aos 25 centavos, cobrados desde 1979. O jornal foi comprado em junho do ano passado pelo Tribune, de Chicago. "O aumento se deve ao crescimento dos custos de impressão e da inflação em geral, que se refletiam na qualidade do jornalismo do LATimes", disse John Puerner, presidente da empresa. Em setembro o jornal fechou 14 sucursais e demitiu 125 jornalistas, além de 45 contatos de publicidade.
Agora, o Washington Post é o único grande jornal a custar um quarto de dólar.

DIREITO DE RESPOSTA

Dan Fost, repórter do Chronicle, contou, em matéria do dia 21/2, que o ator Don Johnson (protagonista dos seriados Miami Vice e Nash Bridges, quer o espaço correspondente a um grande anúncio, no valor de US$ 18 mil, para publicação de um texto em que manifesta sua opinião de que o jornal o tratou injustamente. O ator ficou furioso com os colunistas Phillip Matier e Andrew Ross, que no início do mês comentaram incidentes envolvendo Johnson e uma mulher não-identificada num sushi bar da famosa área da marina de São Francisco. As colunas citam relatório da polícia local, de que a mulher acusou o ator de assédio brusco.

O Chronicle admite publicar o texto, de preferência em forma de carta ao editor, desde que revisado, pois teme pela falta de precisão. "Não publicamos anúncios com erros factuais", disse o editor-executivo Phil Bronstein. "Esses erros distorcem o que noticiamos." Os representantes do ator não querem uma simples correção, "porque correções têm pouco destaque", nem carta ao editor, "geralmente editadas".

Graças ao Chronicle, tablóides sensacionalistas – Star, Globe e National Enquirer – publicaram a matéria, e também a edição do dia 20 do programa de fofocas Entertainment Tonight. "O jornal tem a palavra final sobre os anúncios que aceita ou rejeita", disse Bob Steele, diretor do programa de ética do Pointer Institute, escola para jornalistas na Flórida. "Não gosto da idéia de encher os jornais de anúncios de pessoas ou organizações que se sentem prejudicados pelo jornalismo", acrescentou, "mas posso entender os que compram anúncios por considerarem que é o melhor ou o único recurso quando se sentem injustiçados."

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