Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > MOÇAMBIQUE

Justiça à prova

Por lgarcia em 12/02/2003 na edição 211

MOÇAMBIQUE

Seis pessoas foram condenadas pelo assassinato do repórter investigativo Carlos Cardoso, em novembro de 2000, no Moçambique. Aníbal dos Santos, líder do grupo, recebeu pena de 29 anos e seis meses e seus cinco comparsas ficaram com 23 anos e seis meses cada. Conhecido como Anibalzinho, o principal responsável pelo crime havia fugido da cadeia e foi capturado na África do Sul, de onde deve ser extraditado. Ele afirmou à justiça sul-africana que voltaria voluntariamente.

Cardoso investigava o envolvimento de uma das famílias moçambicanas mais importantes em um escândalo bancário. O julgamento pela sua morte, que teve transmissão ao vivo pela TV, foi evento de grande importância no país. Quando a sentença era lida no tribunal, as ruas da capital Maputo estavam desertas.

Durante o processo, os acusados apresentaram um cheque assinado pelo filho do presidente Joaquim Chissano, que teria sido o pagamento pela execução. Nyimpine Chissano nega que tenha ligação com o caso e diz que o cheque pode ter sido usado como caução em algum negócio. Como informa a BBC News [31/1/03], o próximo passo no processo seria averiguar qual o envolvimento de Nyimpine, o que coloca à prova a independência da justiça moçambicana.

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