Terça-feira, 18 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1004
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Keila Jimenez

Por lgarcia em 24/10/2001 na edição 144

REDE GLOBO

"Globo quer novo contrato com carnaval paulista", copyright O Estado de S. Paulo, 16/10/01

"A aposta no crescimento do carnaval paulista e o medo da concorrência fizeram a Globo correr para renegociar o contrato de transmissão dos desfiles de São Paulo. A rede dos Marinhos, que possui exclusividade na transmissão dos desfiles do Rio e de São Paulo até 2004, propôs à Liga de Escolas de Samba Paulista a renovação do contrato antes mesmo de seu término.

O novo contrato, que ainda não foi assinado pelos presidentes das escolas de samba, garantirá à Globo exclusividade na transmissão do evento até 2012. Segundo dirigentes da Liga paulista, a emissora teme enfrentar o mesmo problema que teve em 1999, quando o SBT ofereceu uma bolada pela transmissão do carnaval paulista. A Globo, que na época estava com o contrato de transmissão vencendo, teve de desembolsar cerca de R$ 1,5 milhão pelos direitos de transmissão, cobrindo a forte proposta de Silvio Santos.

A rediscussão da transmissão do desfile Paulista também vem a calhar para os carnavalescos locais. Insatisfeitos com alguns pontos da cobertura deste ano do evento pela emissora, presidentes das escolas de samba aproveitam o novo acerto para fazer algumas exigências. Entre os pedidos, está a reformulação na cobertura jornalística do desfile, já que o tom adotado por alguns repórteres na última transmissão não agradou aos dirigentes.

O novo contrato de transmissão dos desfiles de São Paulo deve ser fechado até o final do mês."

 

"Globo desiste do novo programa de Faustão", copyright Folha de S. Paulo, 20/10/01

"A TV Globo desistiu da idéia de veicular um novo programa semanal comandado por Fausto Silva, nas noites de quinta-feira. O projeto, um ?game show? inspirado no programa inglês ?The Weakest Link? (?O Elo Mais Fraco?), deverá se tornar um quadro do ?Domingão do Faustão?.

Os pilotos da atração -em que os competidores respondem perguntas de conhecimentos gerais e eliminam o parceiro que julgam ser o mais frágil- foram aprovados pela cúpula da Globo. Para ir ao ar, só falta a finalização da negociação sobre os direitos do programa, que pertencem à BBC.

Nesta semana, a cúpula da Globo aprovou o início da produção da versão brasileira de ?Big Brother?, ?reality show? que bateu recordes de audiência em vários países, como a Inglaterra.

O programa deverá entrar no ar em abril de 2002. Será gravado no Projac, complexo de estúdios da emissora no Rio, onde será construída uma casa com piscina e com dezenas de câmeras.

A Globo ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para a formalizar ?joint venture? com a Endemol para produzir ?games?."

 

BUCCI NA FOLHA

"Eugênio Bucci faz crítica de TV na Folha", copyright Folha de S. Paulo, 19/10/01

"O jornalista Eugênio Bucci, 42, passa a assinar a crítica de televisão da página 2 do TV Folha a partir deste domingo. No espaço, pretende criar uma reflexão direcionada tanto a quem gosta de assistir a programas de TV como aos que nunca ligam o aparelho, mas se interessam pelo poder desse veículo de comunicação.

?A página 2 do TV Folha tem essa característica de não ser só para quem gosta de ver TV e já se tornou referência para a discussão sobre televisão no Brasil?, diz.

Paulista de Orlândia, Bucci é formado em jornalismo e direito pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero, em SP, e assina uma coluna semanal no ?Jornal do Brasil?.

A TV é seu foco de interesse desde o início da carreira, nos anos 80, quando foi repórter da revista ?Veja?, cobrindo a área.

O assunto permeou seu trabalho enquanto exerceu cargos de editor e diretor de redação nas revistas ?Teoria e Debate?, da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, ?Set?, ?Superinteressante? e ?Quatro Rodas?. Durante quatro anos, foi secretário editorial da Abril. Na Folha, integrou a equipe de articulistas entre 89 e 94.

Apaixonado por televisão, Bucci passa o dia com o aparelho ligado. No próximo ano, deve defender sua tese de doutorado na USP sobre crítica televisiva.

O jornalista é membro e um dos fundadores da ONG TVer, que busca o que chama de ?defesa do telespectador?. No ano passado, organizou a coletânea ?A TV aos 50?, com textos que analisavam o cinquentenário da televisão brasileira.

No TV Folha, tratará da televisão sob vários aspectos, desde sua estética até a programação e relação com o poder. ?Acho indispensável que o Brasil faça uma crítica profunda da TV. É uma questão de utilidade pública.?"

    
    
                     
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