Domingo, 22 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Laços de família

Por lgarcia em 12/12/2001 na edição 151

TELETIPO

A revista Entertainment Weekly e o estúdio da Warner Bros, ambos da AOL Time Warner, brigaram por causa do filme Harry Potter. Aborrecida por não ter conseguido acesso ao making of do filme, a revista foi ao departamento de publicidade e criou sua própria história, irritando o estúdio. Em desforra, a Warner tirou anúncios da publicação neste trimestre e proibiu seus jornalistas de verem a pré-estréia (um crítico teve que entrar sorrateiramente para driblar a ordem). A Entertainment luta para provar que não é um house organ, assunto delicado para a Time Inc., unidade da holding que se orgulha da independência editorial de suas revistas. Uma reunião decidiu pela volta da revista à lista de pré-estréias da Warner. As informações são de Matthew Rose e John Lippman [The Wall Street Journal, 4/12/01].

 

Pela primeira vez na França, uma empresa exclusivamente online (AuFeminin) e o sítio de uma tradicional revista impressa (Elle) se uniram para conseguir faturamento publicitário. Agora, os anunciantes podem comprar espaço nos dois sítios juntos. De acordo com Frans van Mieghem [Europemedia.net, 3/12/01], o acordo deve durar no mínimo até o final de 2002. Segundo estimativas do Journal du Net, o AuFeminin deve lucrar com a ligação a uma marca conhecida, e a Elle, com a ajuda extra para preencher espaço publicitário; Elle.fr não atrai a audiência esperada de uma revista reconhecida internacionalmente.

 

A sociedade financeira por trás da revista Talk parece estar abalada. Em matéria para o New York Times (3/12/01), Geraldine Fabrikant e Alex Kuczynski comentam a possibilidade de a Hearst Magazines deixar a sociedade, o que forçaria a Miramax Films a decidir se procura outro investidor ou fica sozinha. O glamour da indústria do entretenimento sempre ajudou a atrair empresários abastados que fizeram sua fortuna com negócios mais convencionais, como a Hearst; por isso, a Talk teve amplo orçamento à disposição. Ao que parece, faltou a visão de como ela poderia se diferenciar de rivais como Vanity Fair. A revista ainda não deu lucro e há evidências de que continuará assim nos próximos anos.

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