Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > DIRECTV

Leila Reis

Por lgarcia em 16/12/2003 na edição 255

ENTREVISTA / FÁBIO ASSUNÇÃO

“?É quase obrigatório olhar para quem precisa? “, copyright O Estado de S. Paulo, 11/12/03

“Fábio Assunção só é uma bisca na novela das 8. Fora de Celebridade, onde interpreta o arrivista e vingativo Renato Mendes, o ator é bom rapaz, engajado em várias lutas. Esteve na Assembléia Legislativa em companhia de outros atores para apoiar a criação de um fundo de cultura e dedica suas folgas à coordenação de um curso de teatro em uma Ong de São Paulo para o qual também levantou recursos. Nesta entrevista, Fábio diz que as revistas de celebridade o tratam melhor do que Renato faz com seus entrevistados na revista Fama. E escreve um final para seu vilão das oito.

Estado – O que é melhor, papel de bonzinho ou de canalha?

Fábio Assunção – Melhor é fazer um bom papel. Nada melhor que um bom romance e nada melhor que uma boa vingança. Renato é um vilão de verdade, é mau, rouba o irmão, faz o Cristiano (Alexandre Borges) voltar a beber. Ele vai desmascarar a Laura (Cláudia Abreu) e indiretamente vai ajudar a heroína, mas ele só quer se vingar.

Estado – Em quem você se inspirou para fazer esse personagem?

Fábio – Eu ia fazer laboratório com uma colunista social, mas essa informação vazou e acabei desistindo. Achei que iam misturar as coisas e achando que todo colunista de revista de celebridades é mau caráter como o Renato.

Estado – As revistas de celebridades tratam você bem?

Fábio – Sempre me trataram bem. Eu sou um ator e tudo que decorrer desse trabalho é bem-vindo. Só não admito que invadam minha vida pessoal. Vou me sentir muito fútil se der uma entrevista para falar que corro na praia de quinta-feira. Acho que o público merece coisa melhor. Não tenho nada contra quem topa fazer isso, não julgo, cada um faz o que quer da sua vida. Mas ser celebridade não é minha profissão, sou ator.

Estado – A fama incomoda?

Fábio – Alguém publicou que detesto ser celebridade, mas não é verdade. Se o assédio que eu atrair for conseqüência do meu trabalho como ator, tudo bem. Se eu estivesse na novela das 8 e ninguém ligasse para mim, ficaria preocupado.

Estado – Como os fãs o tratam?

Fábio – 99% são respeitosos. O assédio não me incomoda, pelo contrário, me sinto querido.

Estado – Como é a aproximação dos fãs?

Fábio – Eles brincam: ?Dá um couro na Laura?. Um dia desses, fiquei perplexo quando um menino me disse: ?Você tem que acabar com o Cristiano?. Respondi que ele deveria torcer pelo Cristiano contra o Renato Mendes. Afinal, o cara é do mal.

Estado – Você acha que a TV influencia as pessoas a ponto de torná-las piores?

Fábio – O ser humano recebe influência de várias fontes: escola, imprensa, TV. Na novela há referências boas como Maria Clara (Malu Mader) e Fernando (Marcos Palmeira). E más como Beatriz (Déborah Evelyn). Tem de tudo, como na vida.

Estado – Qual é a função do ator?

Fábio – É entreter e questionar. Por meio do seu trabalho, o ator pode fazer o público repensar sua vida. Renato Mendes é um ser que existe no mundo e tem todos os defeitos: é golpista, vaidoso, passional, egocêntrico.

Refere-se às pessoas que saem em sua revista como gentalha. Ele é tudo o que abomino, mas serve para questionar esses tipos.

Estado – Qual foi sua inspiração para compor esse caráter?

Fábio – Não conheço nenhum editor de revistas, não tenho referências pessoais. Vi alguns filmes, mas é o texto do Gilberto Braga a minha maior referência.

Estado – Você está engajado no trabalho de uma ONG de São Paulo. Como aconteceu?

Fábio – Sempre participei de campanhas contra o câncer, em prol de crianças carentes. Mas há algum tempo vinha sentindo necessidade de fazer algo mais comprometido. Minha vida estava muito ligada a objetivos comerciais e eu queria trabalhar com arte sem nenhuma responsabilidade comercial. Assim propus à Ong Meninos do Morumbi um projeto para ensinar teatro a 200 crianças. Fui atrás de patrocínio e consegui que a Embratel financiasse o curso até o fim de 2004. Eu coordeno sete professores que utilizam o método Viola Spolin, que ensina por meio de jogos teatrais. Vou fazer uma montagem com os meninos no ano que vem, será minha primeira direção.

Estado – Há muitos atores voluntários?

Fábio – Acho que está na moda ser voluntário. De uns tempos para cá é quase obrigatório olhar para quem precisa.

Estado – Se você fosse Gilberto Braga, que destino daria para Renato Mendes?

Fábio – Sempre torço pelo bem, mas esse caminho arruinaria o personagem.

Assim, acho que ele deve se vingar da Laura, matar o Lineu (Hugo Carvana) para conquistar a presidência da Vasconcelos, assumir o império de comunicação e terminar com 15 garotas de programa em seu harém.”

SILVIO SANTOS

“Um ano cheio de surpresas para o homem do baú”, copyright O Estado de S. Paulo, 14/12/03

“Se em 2001 ele roubou a cena – balançou a Marquês de Sapucaí, lançou a polêmica Casa dos Artistas e conseguiu livrar a filha de um seqüestro -, em 2003 Silvio Santos não teve grandes motivos para sorrir e cantar, como dizia a música do saudoso Domingo no Parque.

Acostumado a produzir fenômenos e a alimentar sua fama de imprevisível, Silvio Santos bem que tentou, mas acabou sendo ele a vítima das surpresas.

Algumas delas foram geradas pelo próprio apresentador. Outras, por problemas de administração e até por uma certa falta de sorte.

A fase ruim do dono do Baú começou com uma briga judicial com a Globo pelo Paulistão de futebol. Passou pela alta do dólar, o que comprometeu os acordos de programação da rede com parceiros estrangeiros, e chegou ao seu ápice no caso da entrevista fraudulenta de ?membros do PCC? no programa Domingo Legal.

O balanço de tudo isso não é muito animador: perda de anunciantes, imagem desgastada, produções desfeitas, mas, nada que o dono do baú não consiga reverter no próximo ano com um pouco de sorte e um mínimo de feeling artístico. O Estado dividiu em oito capítulos as principais mazelas de 2003, que nenhum daqueles ?videntes? que tanto freqüentam os programas do SBT foi capaz de prever há um ano.”

DIRECTV

“FCC aceita Murdoch na DirecTV com restrições”, copyright Gazeta Mercantil, 10/12/03.

“A proposta de compra do controle da DirectTV , a maior empresa de serviços do setor de televisão via satélite do mundo, por US$ 6,6 bilhões pela News Corp., do mega empresário da mídia, Rupert Murdoch, recebeu aprovação preliminar da maioria dos membros da Comissão Federal de Comunicações (FCC), informaram ontem os advogados do órgão.

Os três republicanos da comissão composta por cinco membros aprovaram porém uma recomendação técnica limitante. A recomendação inclui uma condição designada para impedir as empresas de Murdoch de bloquear a transmissão de canais de televisão por operadoras a cabo concorrentes, disseram dois advogados que pediram anonimato.

A transação irá expandir as holdings globais do setor de televisão via satélite pertencentes a Murdoch, com os 12 milhões de usuários norte-americanos da DirectTV. A condição da FCC visa impedir que uma empresa que controla programas de entretenimento e distribuição possa utilizar sua influência mercadológica de maneira injusta.

“Não acredito que seja uma condição descabida”, disse Jim Lyon, que gerencia US$ 360 milhões, incluindo ações (Americans Depositary Receipts – ADRs) , na Oakwood Capital Management, em Los Angeles. ?Não pode se desejar excessivo poder de mercado concentrado numa área em particular?, acrescentou.

Murdoch já controla negócios do setor de televisão via satélite incluindo a Sky, a British Sky Broadcasting no Reino Unido, a Sky Italia, a Foxtel na Austrália, e o Star Group em Hong Cong. Outras holdings são o estúdio cinematográfico da 20th Century Fox e jornais como o New York Post e Times de Londres.”

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