Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > NYT: TRADIÇÃO NA WEB

Leonardo Pimentel

Por lgarcia em 28/02/2001 na edição 110

E-NOTÍCIAS

NAPSTER PROIBIDO

"Napster oferece US$ 1 bi às gravadoras", copyright no. (www.no.com.br), 21/02/01

"Uma semana depois de ver a Justiça classificar como violação de propriedade a troca de músicas no formato MP3 feita por seus usuários, o Napster fez hoje uma proposta à indústria fonográfica americana: a empresa responsável pelo software se propõe a pagar um bilhão de dólares ao longo de cinco anos para que as gravadoras permitam a troca na rede de músicas protegidas pelo direito de propriedade. Além disso, as empresas suspenderiam a ação judicial na qual pedem que o Napster seja retirado do ar por incentivar a pirataria.

Segundo a rede de TV CNN, a proposta consiste em, ao longo de cinco anos, pagar 150 milhões de dólares por ano às cinco maiores gravadoras (Sony, Warner, BMG, EMI e Universal) e mais cinqüenta milhões anuais para gravadoras independentes. Além disso, o serviço de trocas de arquivos por intermédio do Napster, hoje gratuito, passaria a ser cobrado; a tarifa mais alta – entre 5,95 e 9,95 dólares mensais – daria direito a um número ilimitado de transferências de arquivos.

Para Hank Barry, executivo-chefe do Napster, a companhia deu um passo à frente ao colocar ‘uma oferta concreta sobre a mesa’. Em entrevista ao New York Times (acesso gratuito, mediante registro) Barry afirmou que a proposta vem sendo negociada com as gravadoras desde meados do ano passado e que a divulgação das cifras, feita na terça-feira em São Francisco, era uma forma de tornar pública a posição de sua empresa. ‘Se o Napster for fechado’, afirmou, ‘será porque, ainda de nossos usuários se disponham a pagar pelo serviço, as gravadoras não querem o dinheiro’.

E aparentemente não querem, mesmo. Pouco depois do anúncio feito pelo Napster, Hilary Rosen, diretora da Associação da Indústria Fonográfica da América, convocou uma entrevista coletiva para desmerecer a proposta e dizer que, ‘se o Napster quer se tornar um negócio legítimo, tem que parar de infringir a lei’. Ao Washington Post, Dick Parsons, chefe de operações da Warner, disse que não vai apoiar qualquer proposta que permita ao Napster manter seu atual modelo de funcionamento enquanto procura uma nova fórmula. ‘Eles têm que fechar; depois conversamos’, resumiu Parsons.

A esperança do Napster tem tudo para ser infundada. Primeiramente porque não há garantias de que os atuais usuários do sistema, habituados a trocar arquivos de graça, queiram pagar pelo serviço. Na verdade, o Napster não tem um único arquivo de MP3; o que ele faz é unir os usuários numa rede e mostrar uns aos outros o que cada um deles tem arquivado em seu computador. Hoje, a revista virtual News.Com mostrava declarações de usuários em grupos de discussão dizendo que, se os executivos Napster espera que eles paguem por esses acordo, ‘estão muito enganados’. Além disso, ainda que a quantia de um bilhão em cinco anos seja astronômica para a empresa de software, representa pouco mais de um por cento do faturamento da indústria fonográfica no mesmo período, e muito menos do que as gravadoras alegam estar perdendo com a pirataria on-line.

Na semana passada, a Nona Corte Federal de Apelações dos EUA determinou que o Napster pode ser responsabilizado pelas violações de propriedade intelectual feitas por seus usuários. Ainda que não tenha determinado a saída do sistema do ar, o tribunal mandou a sentença de volta para uma instância inferior que já havia condenado o Napster, e são poucas as chances de mudança na decisão inicial."

NYT: TRADIÇÃO NA WEB

"O charme do papel", copyright Época, ed. 145, 26/02/01

"O diário mais importante do mundo, o The New York Times, poderá ser visto a partir de junho em seu formato tradicional – com anúncios, ilustrações, fotos e a diagramação original – por meio da internet. O jornal celebrou um acordo com a companhia NewsStand. A empresa desenvolveu um software inovador para as publicações on-line. A idéia é simples. Todo dia, o programa buscará pela rede um arquivo de computador com a edição integral. Depois, na hora de ler, não será preciso ficar conectado. Bastará abrir o arquivo e, usando o programa da NewsStand, ‘folhear’ as páginas do NY Times na tela do micro. Para facilitar a leitura, o usuário terá recursos de zoom e serviços de busca de palavras-chave. O acesso será pago. O leitor comprará exemplares avulsos ou fará uma assinatura da edição virtual. Quem executar o download num computador portátil terá a comodidade de ler o jornal em qualquer lugar.

A novidade se destina aos que não se satisfazem com a versão on-line, menos extensa e diversificada que a edição de papel. O negócio também é uma maneira de o Times aumentar o faturamento com a internet. Quando a edição virtual do jornal entrou no ar, em janeiro de 1996, o acesso era cobrado. Como as outras publicações ofereciam seu conteúdo gratuitamente, o jornal foi obrigado a fazer o mesmo. A perda de receita não abalou a empresa, que publica outros 16 jornais, opera emissoras de rádio e TV e fatura US$ 3,5 bilhões por ano. A maioria das versões on-line de grandes jornais tem dificuldades para ficar no azul apenas com a renda dos anúncios virtuais. O NY Times não é exceção. A inovação aposta numa forma alternativa de ganhar dinheiro oferecendo notícias pela internet."

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