Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > ÁFRICA

Liberdade de imprensa e morte

Por lgarcia em 09/12/2003 na edição 254

ÁFRICA

Na última década, os jornalistas africanos tornaram-se mais confiantes e passaram a ser mais críticos e mais ferinos em relação a seus governos. Mas alguns governantes, inseguros, passaram a não tolerar as críticas vindas de sua imprensa local. E muitos destes começam a revidá-las. Como conta Abraham McLaughlin em artigo no Christian Science Monitor [1o/12/03], os casos de prisões, espancamentos e até assassinatos de jornalistas são cada vez mais comuns em países africanos como Zimbábue e Costa do Marfim, por exemplo.

A situação é tão preocupante que até algumas das mais sólidas democracias do continente africano estão tentando controlar seus veículos de comunicação. O presidente da Namíbia passou a cuidar pessoalmente do serviço de transmissão estatal e retirou a publicidade do governo do jornal The Namibian, que freqüentemente implica com ele.

Tudo isso, segundo McLaughlin, é fruto de uma década de expansão da democracia e da liberdade de imprensa no continente. A liberdade dada aos jornalistas cresceu demais e passou a incomodar os governantes. É verdade que nem sempre a imprensa africana é inteiramente profissional, mas o que se discute não é a qualidade do trabalho, e sim o direito à liberdade de exercê-lo.

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