Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1054
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Linha direta com o leitor

Por lgarcia em 08/05/2002 na edição 171

THE WASHINGTON POST

Além de entregar notícias, jornais precisam ter uma ligação com leitores e comunidades. A maneira tradicional de fazer isso é garantir que repórteres e editores circulem pela cidade, conversem com as pessoas, saibam o que se passa por suas cabeças. Parece óbvio, mas não é o que ocorre nas redações atualmente, já que é possível produzir matérias a partir dos sítios de internet.

O ombudsman Michael Getler (28/4/02) observa que a cobertura do dia-a-dia da cidade está na seção metropolitana do Washington Post, que conta com uma grande equipe e já recebeu três prêmios Pulitzer nos últimos quatro anos. Mas o interessante é que quem realmente parece se ligar aos leitores, e estimulá-los a escrever para o jornal, são os colunistas. Na opinião de Getler, apesar de contarem com muitos bons articulistas, dois deles ? Courtland Milloy e Marc Fisher ? e o subeditor da página editorial Colbert King são os que mais se destacam pela conexão com o público.

Em comum, esses articulistas têm colunas de cunho extremamente jornalísticas, que descrevem episódios e eventos menores, embora representativos, que parecem mais ?vivos? do que a cobertura regional. King, por exemplo, escreveu artigos em março e abril retratando os crimes na cidade ? a maioria (homicídios, roubos, assaltos e ataques sexuais) não é sequer mencionada pela imprensa por ser comum e não envolver mortes, mas é o tipo de coisa com a qual a população precisa conviver. Para o ombudsman, "King encontra uma maneira de apresentar o assunto com seus efeitos sobre a vida diária, de uma forma que o liga os leitores, da forma que bons repórteres fazem, mesmo sem o comentário."

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