Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

PRIMEIRAS EDIçõES > ***

Luiz Carlos Merten

Por lgarcia em 11/12/2002 na edição 202

ÔNIBUS 174

“?Ônibus 174? investiga origem da violência no País”, copyright O Estado de S. Paulo, 6/12/2002

“José Padilha acompanhou pela TV a tragédia do ônibus 174 – ele e 35 milhões de telespectadores brasileiros, que se grudaram diante de seus televisores, seguindo, tão fascinados quanto horrorizados, os acontecimentos daquele dia de junho de 2000, quando Sandro Nascimento invadiu armado um ônibus do Rio e transformou os passageiros em reféns. Padilha ficou impressionado com o que viu ao vivo e, depois, na Globonews, mas não pensou imediatamente que o assunto dava filme. Ou, se dava, que seria ele a realizá-lo. Ônibus 174 estréia hoje na cidade. É forte, não há como negá-lo, mas não é o grande filme anunciado por seus admiradores. Tem um grande tema, o que é diferente.

Padilha só começou a pensar no seqüestro do ônibus 174 como filme quando viu, no Festival de Sundance de 2000, um documentário intitulado One Day in September, sobre a invasão do alojamento de atletas israelenses por terroristas palestinos, durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique. O caso terminou num banho de sangue. Numa entrevista por e-mail – está nos EUA, acertando com distribuidoras americanas os detalhes da distribuição internacional de Ônibus 174 -, Padilha conta sua impressão diante do documentário de Kevin McDonald, produzido por Arthur Cohn, o parceiro internacional de Walter Salles em filmes como Central do Brasil e Abril Despedaçado: ?É muito bom, mesmo sem ter muitas imagens do seqüestro em si.

Imediatamente me lembrei do 174 e percebi que aquela história poderia ser o ponto de partida para um documentário.?

E ele vai adiante na explicação: ?Quis fazer o filme por acreditar que a história do Sandro era importante, por pensar que ela escancara a forma como o Estado brasileiro lida com os meninos de rua e os delinqüentes juvenis, um processo que, a meu ver, gera violência.? Nunca pensou na possibilidade de fazer uma ficção. ?Documentários são filmes que pretendem representar ocorrências do mundo objetivo através da linguagem cinematográfica e com verossimilhança. Muitas vezes, para isso, o documentarista precisa realizar pesquisas de forma a construir sua narração de acordo com os fatos que pretende representar?, diz Padilha. ?Ou seja, a palavra documentário já implica uma preocupação com a apuração da verdade.?

Por isso mesmo, ele rechaça a definição de Ônibus 174 como documentário jornalístico. Acha que é uma redundância e, no plano formal, ?também não se justifica porque o jornalismo televisivo, ou reportagem, tem sempre um narrador ou apresentador. Nenhum desses elementos se faz presente no 174, que nem narração tem.? Irrita-se, dá para perceber pela escrita, quando se fazem acusações ao excesso de música no filme ou ao excesso de opiniões de especialistas comentando o que bate na tela, como se houvesse uma desconfiança do diretor na capacidade de o público processar tantas informações como as que dá no filme. ?Como nunca ouvi uma opinião desse tipo sobre o 174, só posso concluir que se sente tratado como burro quem se acha demasiadamente inteligente?, diz.

Ônibus 174 é um soco no estômago de um Brasil que, consumido pelo câncer da exclusão social, age como se fosse um país de Primeiro Mundo, sem esses problemas graves gerados pela desigualdade que escandaliza o mundo todo.

Padilha foge ao receituário comum. O bandido não é um monstro, apenas um sintoma dessa verdadeira doença social. Seu filme se abre de maneira exatamente igual ao documentário de João Moreira Salles, Notícias de uma Guerra Particular, que também fala sobre o Brasil dos excluídos, tomando por base o narcotráfico.

O filme de José Padilha contém imagens originalmente filmadas e exibidas no Notícias e que foram gentilmente cedidas pelo diretor do outro filme, João Moreira Salles. O fato, aliás, está devidamente agradecido nos créditos de Ônibus 174. Padilha esclarece que, apesar disso, uma abertura não tem nada a ver com a outra. ?A abertura do 174 segue o trajetória do ônibus, da Rocinha até onde parou no seqüestro, no Jardim Botânico, fazendo offs de meninos de rua. O mesmo não ocorre no Notícias e nem faria sentido, no contexto daquele filme.? Mas ele conta que ficaria feliz se a abertura do seu filme fosse entendida como uma homenagem a Notícias de uma Guerra Particular: ?O filme do João é maravilhoso!?”

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“Notícias de um seqüestro muito particular”, copyright O Estado de S. Paulo, 6/12/2002

“Num ano em que o cinema brasileiro foi farto em documentários de curta e longa-metragem, ?Ônibus 174?, de José Padilha, chega hoje às salas de exibição para dar o que falar. Escancara nas telas um fato recente da história de violência urbana no País, quase como se fosse uma obra de utilidade pública. Aqui, duas opiniões divergentes sobre o filme, ambas reconhecendo que se trata de um trabalho que não vai passar despercebido pelo público.”

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“Eu Não Gostei”, copyright O Estado de S. Paulo, 6/12/2002

“Promete, quando começa. Imagens aéreas do Rio vêm acompanhadas de depoimentos fortes. Num deles, uma voz de menina ou mulher diz que não tem direito a sonhar com a felicidade. Está condenada a sofrer. O espectador ainda não sabe. Mas o diretor José Padilha usa imagens colhidas por João Moreira Salles para Notícias de Uma Guerra Particular para refazer o trajeto do ônibus 174 da Rocinha até o local do seqüestro, no Jardim Botânico, do Rio. A polifonia de vozes indica um partido: Padilha quer dar voz aos excluídos, que são, afinal de contas, os protagonistas dessa tragédia bem brasileira.

Grandes temas também não são a garantia de grandes documentários. O filme de Padilha chega à cidade na seqüência de Edifício Master, de Eduardo Coutinho. Este último nem chega a ter um tema, que dirá um grande tema. Mas é um grande documentário. Coutinho transforma o nada em tudo. Dá uma aula de gente e de cinema. Padilha impressiona por suas teses sobre a violência urbana, mas decepciona como linguagem.

Para falar de Ônibus 174 é preciso falar um pouco sobre o documentário e seu boom no País. Há explicações sobre os motivos pelos quais o documentário faz sucesso no plano internacional. Nos EUA, a explosão de canais do tipo Discovery na TV paga e o custo relativamente baixo do documentário (US$ 300 mil contra US$ 900 mil da hora mais barata de produção ficcional) explicam em parte o fenômeno. Mas há mais: Martin Scorsese garante que o público não quer só diversão no cinema, também tem fome de realidade. O Brasil, com sua dificuldade de produção, não está alijado dessa tendência mundial. Alguns dos melhores filmes brasileiros desta safra são documentários: o de Coutinho, Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho, Rocha Que Voa, de Eryk Rocha. Eryk, o filho de Glauber, chega a dizer que o documentário oferece hoje a face mais rica e criativa da produção brasileira.

O documentário de Padilha é jornalístico, por mais que o diretor considere a definição redundante. É sua qualidade e seu limite. O caso do ônibus 174 daria uma grande ficção. Há mesmo um pouco de ficção no documentário de Padilha. Sua narrativa é feita para criar suspense – como a do documentário One Day in September, sobre o massacre nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Padilha também trabalha com o suspense e em cima de um fato que 35 milhões de brasileiros acompanharam ao vivo, pela TV. Exagera na música para criar um clima compassivo, forçando a barra para levar o espectador a identificar-se com Sandro Nascimento.

Não é difícil fazê-lo, pois Sandro, que protege o rosto dentro do ônibus, tem a cara dos excluídos do Brasil. O menino que viu a mãe ser assassinada na sua frente criou-se na rua e sobreviveu ao massacre da Candelária.

Consumia drogas e devia estar drogado quando invadiu aquele ônibus, fazendo os passageiros reféns. O que podia fazê-lo uma exceção nessa massa de vítimas da verdadeira guerra civil que se trava no País é que não era da sua natureza matar, diz a assistente social. É outro problema, além da música, no filme de Padilha. Ele mostra demais especialistas que explicam as coisas – a situação do excluído, a falta de condições da polícia. É muita gente querendo contextualizar, traçar perfis. No fim, a assistente social diz que o desfecho do caso fecha o ciclo aberto na Candelária. Precisava dizer-nos?

É como se Padilha não acreditasse na capacidade de o público entender o que quer dizer. O reforço é desnecessário como a música, que manipula, além da conta, as emoções. A restrição não é em relação ao tema, mas ao tratamento. Documentário, afinal, é linguagem.”

“Eu Gostei”, O Estado de S. Paulo, copyright 6/12/2002

“Dizem que certos filmes deveriam ser declarados de utilidade pública, e se este não for o caso de Ônibus 174 nenhum outro me ocorre.

Tamanha é a importância desse documentário que não se trata de aplicar critérios habituais de julgamento. Ele simplesmente fica além, ou aquém, desses critérios. Como você sabe, Ônibus 174 é o filme que reconstitui aquele famoso seqüestro na linha 174, que resultou na morte de uma refém, Geísa, e depois, na do próprio seqüestrador, Sandro Nascimento.

Tudo contribuía para fazer do projeto de José Padilha um filme digno de nota. Primeiro, a abundância de material, pois o ?evento? foi fartamente transmitido e documentado pela televisão durante as várias horas que durou.

Depois, porque Padilha resolveu ouvir várias pessoas e reconstituir a vida pregressa daquele personagem, o bandido que tenta um crime, falha, mata e morre. Ouve policiais que participaram do cerco e tenta apurar por que motivo Sandro não foi abatido por um atirador de elite, quando houve várias oportunidades para isso. Finalmente, o filme é notável porque se Sandro fosse um personagem de ficção não teria sido tão bem inventado.

Certo, havia a previsível infância miserável, o analfabetismo, a revolta, a droga, a passagem pela Funabem, depois pelas cadeias infectas, etc. Mas ele não precisava ter presenciado a mãe ser assassinada a facadas quando era criança. E nem ser sobrevivente do massacre da Candelária, porque aí também já seria demais. Enfim, se esse personagem aparecesse num concurso de roteiros de ficção seria vetado porque inverossímil.

No entanto, é um personagem brasileiro real. E seu crime, sua morte, sua biografia, postos na tela, fornecem um impressionante painel da arquitetura social brasileira. Um retrato, mesmo. Que não julga, não comenta, não perdoa. Mostra, exibe. Em nenhum momento sentimos que o filme estabelece uma relação mecânica de causa e efeito entre miséria e criminalidade. Mas também em nenhum momento faz de conta que uma nada tem a ver com a outra, como se ambas nascessem por geração espontânea neste mundo de homens. Enfim, o documentário nos coloca diante de nós mesmos e não adianta fingir que nada temos a ver com aquilo. Poderíamos muito bem ter estado naquele ônibus. Na verdade estamos.

Há um outro aspecto que deve ser observado nesse filme. Ele coloca diante de nós outro dado fundamental da realidade brasileira, além do evidente débito social que a estrutura: a importância da TV na formação do imaginário nacional. Várias vezes o próprio bandido se refere a isso. Fala de um filme que tinha visto na véspera, no qual um seqüestrador mata um refém; diz que vai fazer o mesmo. Em seguida é mais direto ainda e grita que aquilo é de verdade, não é filme de mocinho e bandido não.

Tudo muito real. Mas Sandro usa um estratagema: exige que as reféns se comportem como se uma delas já tivesse sido assassinada. Achava que desse modo forçaria a polícia a aceitar suas exigências. Essa encenação, esse uso do teatro do crime como se fosse realmente um palco onde atores se movem e dizem suas falas motivaria um belo exercício intelectual, não tivessem prevalecido, mais uma vez, a dramaticidade dos fatos. Mas vale observar que, numa sociedade do espetáculo, até mesmo aquele assaltante pobre, analfabeto e possivelmente drogado compreendeu que é preciso representar para atingir um objetivo. Pena que a encenação tenha terminado com um choque brutal de realidade.”

“?Ônibus 174? vai além da tragédia social”, copyright Folha de S. Paulo, 6/12/2002

“?Ônibus 174? não é um filme: é uma aula sobre a tragédia social brasileira.

Suas primeiras imagens já são eloquentes. Numa tomada aérea do Rio de Janeiro a partir do norte, vemos primeiro o mar, depois um manto interminável de favelas espalhadas pelos morros e vales até chegar, por fim, aos cartões-postais da cidade: o Pão de Açúcar, a orla dourada da zona sul, a Lagoa, o Jardim Botânico.

É nesse ponto nobre da cidade que irrompe a ocorrência policial esmiuçada pelo documentário: o cerco ao ônibus 174, em que um jovem assaltante, Sandro do Nascimento, mantém dez passageiros como reféns.

O evento em si, transmitido ao vivo pela TV na época (junho de 2000), parece um filme hollywoodiano de ação: o assaltante armado e ensandecido, mocinhas assustadas gritando por socorro, oficiais negociando com o bandido enquanto atiradores de elite procuram a melhor posição.

Mas é o próprio protagonista, Sandro, quem alerta, gritando para o mundo: ?Isto aqui não é um filme americano?.

A frase poderia servir como subtítulo do documentário de José Padilha. Pois, se a televisão, em sua cobertura sensacionalista, procura apresentar a realidade como um maniqueísta drama hollywoodiano, ?Ônibus 174? constrói outro tipo de narrativa.

Descontínua, polifônica, pontuada por silêncios e perplexidades, a história contada pelo documentário rompe estereótipos para que em seu lugar surjam seres humanos, cada um deles marcado por sua trajetória pessoal e pelo lugar que ocupa na sociedade.

A estrutura de ?Ônibus 174? é simples e eficaz. Seu centro são as horas de desespero protagonizadas por Sandro e seus reféns e documentadas pelas câmeras de TV.

A progressão do sequestro é interrompida e iluminada por depoimentos esclarecedores: de policiais que participaram da operação, de reféns, de ex-companheiros de Sandro, da assistente social que o ajudava, da tia, da mãe postiça, de repórteres.

Desse modo ficamos sabendo que Sandro viu a mãe ser morta a facadas, morou na rua, sobreviveu à chacina da Candelária, foi preso em reformatórios e DPs.

Mais que isso: vemos imagens dos locais por onde Sandro passou. Favelas, vãos de viadutos, celas de cadeia que parecem depósitos de bichos. Diferentes versões do inferno. Mas não se trata de simplesmente inverter o maniqueísmo oficial e apresentar o bandido como vítima e herói.

Na cuidadosa estruturação do documentário, há espaço também para as razões dos policiais e para o drama dos reféns. Não existem mocinhos nem vilões. O que há é um mundo em que as coisas estão mal organizadas, os destinos descarrilhados.

O mérito maior do diretor José Padilha é o de ter percebido o alcance social, político e até metafísico daquele evento extraído da crônica policial urbana.

Numa determinada esfera, o documentário perfaz uma cuidadosa construção de sentido. Uma porção de depoimentos lúcidos e inteligentes mostra a conexão evidente entre violência e exclusão social. A sociedade brasileira é radiografada impiedosamente em toda a sua cruel desigualdade. Ao mesmo tempo vemos o despreparo policial, a voracidade da mídia, a fragilidade das instituições. O Brasil inteiro fica exposto, sem nenhuma maquiagem.

Mas o que mais perturba em ?Ônibus 174? não é o aspecto de denúncia social, mas sim aquilo que escapa a esse diagnóstico. Em outras palavras, inquietante não é tanto o que o filme explica, mas o que resiste às explicações. É o que não tem sentido.

Dos relatos das reféns sobre as horas que compartilharam com Sandro dentro do ônibus -e das imagens que vemos dessa convivência- emerge uma tragédia mais profunda e obscura.

?Ônibus 174? parece nos dizer que, para além do mundo plano e novelesco apresentado nos telejornais, para além do quadro cristalino das análises socioeconômicas, cada indivíduo é um abismo insondável.

No ônibus 174, na tarde de 12 de junho de 2000, algumas dessas vidas à deriva entraram por acaso em rota de colisão. Nenhum dramaturgo conceberia uma cena mais poderosa.

?The time is out of joint?, diz Hamlet. Não é essa a essência da tragédia? Nosso tempo saiu dos eixos.

Eis a terrível sensação que ?Ônibus 174? nos deixa.”

“Filme desvenda a vida do sequestrador do coletivo”, copyright Folha de S. Paulo, 6/12/2002

“?Isso aqui não é filme não?, disse e repetiu o sequestrador Sandro do Nascimento, ao manter como reféns passageiros da linha 174, no dia 12 de junho de 2000, no Rio. ?Ônibus 174? é o filme da vida de Sandro, que estréia hoje em São Paulo e está em cartaz no Rio há nove semanas.

Dirigido por José Padilha, o documentário narra a ocorrência policial (e midiática) que foi o sequestro, além da história do criminoso -desde a infância em que viu a mãe ser assassinada, aos 8, e a subsequente trajetória nas ruas. ?Eu queria contar essas duas coisas em paralelo?, diz Padilha.

Com a justaposição, o diretor acredita ter exemplificado uma tese: ?O Estado produz violência ativamente no Brasil?. A crítica de Padilha é principalmente à ?escola do crime? em que se transformou o sistema prisional brasileiro, que Sandro conheceu desde garoto, quando praticava pequenos furtos na zona sul carioca.

?O Estado prende um menor. O cara tem 15 anos. Vai para um centro de reabilitação de menores. O Estado pesquisa seu histórico. Descobre se o cara é traficante, se é assassino ou se bateu uma carteira. Mesmo sabendo disso, manda todo mundo para um lugar só?, diz.

Menino de rua

?O Sandro era um menino de rua, que viu seus amigos assassinados por policiais na Candelária, bateu uma carteira e foi para o Instituto Padre Severino, colocado em contato com marginais, sequestradores e assaltantes?, diz.

O diretor chegou a imaginar que ?algumas pessoas poderiam ficar chateadas com o filme e pensar que ele tentava justificar as ações do Sandro?. Mas diz que ?os espectadores o entenderam como uma tentativa de explicação, e não de justificação dos eventos que levaram o Sandro a se comportar daquela forma?.

Na reconstituição da vida do sequestrador, Padilha localizou sua família, companheiros da vida nas ruas e até imagens de uma roda de capoeira que frequentou. Reféns, policiais e o marido da recreadora Geísa Gonçalves, assassinada, dão depoimentos.

A atuação da polícia fica na berlinda. Mas Padilha diz que nem o comandante da operação, nem a Secretaria de Segurança do Rio, nem o Palácio da Guanabara aceitaram seu convite para participar do filme.

Escalado para a seção de documentários do Festival de Sundance do ano que vem, ?Ônibus 174? deve ter distribuição comercial nos Estados Unidos. O diretor viajou esta semana para Nova York, onde negocia com distribuidoras como a Miramax e a Sony Classics.

Em exibições anteriores para platéias americanas, Padilha percebeu que o ?o filme é acompanhado como se fosse um thriller, porque eles não sabem o final?.

Já os brasileiros entram no cinema conhecendo de antemão o desfecho trágico do assassinato de Geísa e Sandro. Nem por isso ?Ônibus 174? deixa de ser uma surpresa.”

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