Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > ANATEL

Machado, e não Connery

Por lgarcia em 18/12/2002 na edição 203

INGLÊS vs. PORTUGUÊS

Aproveito a brecha deixada por Fernando Machado para sugerir um tema para discussão: a exigência do inglês como segunda língua. Também sou estudante de Jornalismo, com bom inglês, embora não fluente, e espanhol em igual nível. Entretanto, meus maiores esforços são para melhorar e aprimorar uma língua muito pouco exigida pelas empresas, e também pela imprensa, hoje em dia: o português. Na época em que cursava Economia na Universidade Mackenzie, concorri a centenas de vagas de estágio, conseguindo algumas. Fato que me impressionou à época foi a miríade de candidatos que preenchiam suas fichas com o item “inglês fluente”. Não os desmereço, mas conheci algumas psicólogas da área de recursos humanos que afirmavam simplesmente não compreender o que os candidatos escreviam em suas redações.

É extremamente comum vermos erros crassos de português em jornais, propaganda e no português falado. As mesmas pessoas que os cometem, muitas vezes, afirmam ser fluentes na língua inglesa. Neste ponto cabe uma pergunta: como ser fluente numa segunda língua quando não se é na primeira? Deixo em aberto, e apenas espero um dia poder falar o mesmo português de Machado de Assis, e não o inglês de Sean Connery.

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DENUNCISMO

Com todo o respeito ao senhor Luiz Candido Borges, o que “enche o saco” são comentários do tipo que ele faz sobre casos tão importantes quanto o da Escola Base. Só posso rezar aos céus para que este senhor seja apenas leitor, e não jornalista.

Cito o caso da Escola Base para abordar a questão da chamada “lei da mordaça”. Considero-a correta. Ninguém tem o direito de publicar informações que não sejam corretas. Principalmente no campo do Judiciário, não se pode publicar algo desprovido de definição. A grande maioria das redações está, sob orientação de seus diretores, infinitamente mais interessada em vender jornal do que em buscar a verdade. Sendo assim, é no mínimo justo que a informação só chegue à imprensa depois de uma sentença definitiva.

Por outro lado, junto com a mordaça, nossos legisladores pretendem proibir o Ministério Público de cumprir sua função investigativa. Isto, sim, é um absurdo. Separando o joio do trigo, é bem possível manter o MP na cola de políticos desonestos ? prefeitos, governadores e presidentes ? e todos nós temos a obrigação de defender isso. Quanto à mordaça, precisamos superar o corporativismo e entender que ninguém pode ser obrigado a dar entrevista sob pena de ser acusado de censura. Uma coisa nada tem a ver com outra. Se o jornalista tem o direito de exercer seu trabalho com tranqüilidade, o juiz também goza do mesmo direito. Além do mais, estaríamos trabalhando para que nossa gloriosa não gastasse seu brilhantismo com o amontoado de bobagens publicados diariamente.

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ANATEL

Acho um verdadeiro absurdo o procedimento da Anatel, que aliás não é isolado, pois é seguido por esta festa de agências que não regulamentam (Anatel, Ana, Aneel etc.) nada do que não lhes é conveniente a elas ou a seus “proprietários”. E nós consumidores ficamos aqui a ver navios como verdadeiros tripulantes do Titanic que tem sido este governo, somente nos restando a esperança de que o novo governo que assume em 2003 possa realmente acabar com esta festa da uva, não nos deixando naufragar por completo.

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