Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > DIÁRIO DE S. PAULO

Magaly Prado

Por lgarcia em 13/01/2004 na edição 259

RÁDIOS

“Record e América”, copyright Folha de S. Paulo online (www.folha.com.br), 10/1/04

“Sai mais um resultado do Ibope. Período de férias e compras, o mês de dezembro geralmente perde ouvintes. O número total de quem ouve AM, por exemplo, diminuiu mesmo. Mas não foi o que aconteceu com a Capital, Bandeirantes, Tupi e CBN, por exemplo (falo dentre as dez primeiras do ranking). Globo, Imaculada e América desceram pontos e Record ficou na mesma.

Na verdade, a diminuição da quantidade de ouvintes da América fez com que ela ficasse atrás da Record.

As duas mudaram radicalmente a programação no segundo semestre de 2003. Até outubro, elas estavam trocando comunicadores.

A Record, que estava com a programação quase toda evangélica (na época só restavam Paulinho Boa Pessoa, ainda o mais ouvido da emissora, e Fiori Gigliotti) voltou a ter programação variada comercial.

A América demitiu comunicadores populares como Paulo Barboza, Roberto Losan, Kaká Siqueira, Nelson Rubens e João Ferreira para colocar no lugar uma turma de estudantes da Cásper Líbero.

Liderados por Emanuel Bonfim e Sílvia Sibaldi, o projeto começou com a intenção de levar apenas música de qualidade para os ouvintes dos 1.410. Os programadores musicais Irineu Franco Perpétuo e Alexandre Pavan trouxeram refinamento e cuidado ao mostrar o melhor da música brasileira. Porém, segundo Emanuel Bonfim, os primeiros resultados da audiência fizeram com que fossem acertando a programação de acordo com o gosto de seu ouvinte antigo.

Hoje, a r&aacutaacute;dio está voltando a popularizar seu playlist. Primeiro foi o horário das 4h às 8h, com o ?Alvorada?, que passou a atender a preferência da Rede Paulus Sat, que prefere músicas populares mais conhecidas e, depois dobraram a ?Hora do Ouvinte?, que hoje vai das 9h às 11h, com os pedidos dos ouvintes ao vivo.

Com todas essas alterações, ambas estão esperando os números, que depois de março vão mostrar se os rumos estão dando certo.

Marcos Calazans, diretor comercial da Record, ressalta que a programação que conta é a que chegou a partir de 20 de outubro, e que, portanto, os números deste mês são apenas sinalizadores. Mas avisa que ?as baterias estão sendo viradas para a rádio Record?. Não quis destacar nenhum comunicador em crescimento, disse apenas que ?houve uma homogeneidade nos dados de todos eles. Ninguém estourou ou caiu. O bacana foi justamente isso.?

Já na América, Bonfim citou a equipe de Juarez Soares que levou o programa de esporte , das 18h às 19h, a crescer nos últimos três meses.

Semana que vem dou mais detalhes das demais rádios. Inclusive em relação às FMs.”

 

CINEMA NACIONAL

“Mais chance para os filmes brasileiros”, copyright Carta Capital, 14/1/04

“Foi em 1932, na era getúlio Vargas, que o assunto veio à tona pela primeira vez. Naquele ano, o presidente da República definiu que, pelo menos em um dia do ano, todas as salas de cinema do País deveriam exibir um filme nacional. Nos anos 70, sob os auspícios da Embrafilme, a exigência atingiu o patamar de cem dias de filmes brasileiros por ano.

Essa reserva de mercado, chamada de cota de tela, foi sempre marcada por vaivéns e brigas, aumentos e diminuições. Mas este ano a polêmica esquentou: na quarta-feira 31 de dezembro, foi publicado um decreto assinado pelo presidente da República e pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, que praticamente dobrou a cota do ano passado. Em 2004, todas as salas de cinema do País terão de exibir filmes brasileiros durante 64 dias. Na prática, isso significa que, num multiplex de dez salas, duas delas terão de exibir produções nacionais o ano todo.

No ano passado, a obrigatoriedade era de 35 dias. O governo argumenta que a cota apenas acompanha o crescimento do cinema nacional, que ocupou em 2003 mais de 20% do mercado. Mas os exibidores estão indignados e definem a decisão como arbitrária. Representantes do setor reuniram-se na quarta-feira 7 no Rio de Janeiro para discutir o assunto, mas ainda não decidiram se irão recorrer à Justiça.

Produtores e cineastas, por sua vez, aplaudem o governo e argumentam: se levassem em conta apenas os números de 2003, a cota de tela, na ponta do lápis, seria de 91 dias. A seguir, uma entrevista com Pedro Rocha, sócio do grupo regional GNC de Cinemas, que possui 33 salas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e outra com o cineasta Murilo Salles, que no ano passado levou meses para conseguir lançar o filme Seja o que Deus Quiser e que, engolido pelos blockbusters, fez pouco mais de 10 mil espectadores.

?ESTA COTA É ABSURDA?

CartaCapital: Por que vocês estão tão indignados com a nova cota, se esse mesmo número teria sido facilmente cumprido este ano?

Pedro Rocha: Porque ninguém pode adivinhar como será o mercado. Quem garante que vamos ter filmes com potencial em 2004? Quando o produto é bom, não é preciso obrigatoriedade. Alguém precisa de lei para exibir Carandiru ou Os Normais? Se o filme tem resposta do público fica em cartaz. Se não tem, sai. A cota anterior ainda era plausível, esta é absurda.

CC: Mas os lançamentos previstos não indicam que ela poderá ser cumprida?

PR: Veja, em cidades pequenas, às vezes nem conseguimos cópia do filme para exibir. Quero ver quantos filmes brasileiros vão ter cópia para atender a todos os exibidores. Vai ser complicado cumprir isso, principalmente em cinemas menores. Essa obrigação atinge o único setor do cinema que não recebe nenhum subsídio do governo. Eles não levaram em conta a realidade do mercado.

CC: A medida pode colocar o seu negócio em risco?

PR: Sim, e além do mais ninguém vai investir em exibição, apesar da falta de salas. Qual é o empresário que vai investir num ramo que toda hora é atingido por uma nova lei? O governo está fazendo política com o chapéu dos outros. O nosso ministro deveria vir fazer show de graça aqui na periferia de Porto Alegre para levar cultura para a população. Desculpe o mau jeito, mas estamos revoltados.

?DEVERIA SER ATÉ MAIOR?

CartaCapital: Você está satisfeito com a nova cota de tela?

Murilo Salles: Claro, deveria ser até maior. Sem cota de tela, o filme brasileiro não tem possibilidade alguma. Meu filme entrou em cartaz no segundo semestre, quando a cota já tinha sido cumprida com Carandiru e Deus É Brasileiro. Eu não tinha dinheiro para botar em mídia e muita gente nem soube que o filme estreou. E os grandes exibidores deixam o filme uma semana e tiram. Se tiver a proteção da cota, tem pelo menos a chance de ficar mais tempo em cartaz.

CC: Você considera justo o exibidor ser obrigado a manter em cartaz um filme que não esteja dando público?

MS: Mas também não são todos os filmes estrangeiros que enchem as salas. A diferença é que a Columbia dá para eles 30 filmes por ano e tem poder de pressão. O produtor nacional não tem esse poder, não consegue negociar. E tem mais: se o mercado não produzir, o exibidor não perde, ele simplesmente justifica que não pôde ter filmes tantos dias em cartaz porque não havia produção. E se quiser ignorar o filme do Júlio Bressane também pode, é só deixar em cartaz Maria, do padre Marcelo.”

 

DIÁRIO DE S. PAULO

“Diário de S. Paulo estréia campanha de R$ 2,5 milhões no sábado”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 7/1/04

“Começa neste sábado a nova companha do Diário de S. Paulo, assinada pela DM9DDB. Com o slogan ?A informação que você usa?, o jornal planeja uma retomada do crescimento em 2004.

A ação faz parte da nova estratégia de comunicação, em linha com a proposta de posicionamento do jornal controlado pela Infoglobo. O investimento na primeira fase da campanha, que vai até março, é de R$ 2,5 milhões, e inclui comercial de TV, anúncios no próprio jornal e em revistas de grande circulação.

A idéia é criar nova imagem para o periódico, que pretende ganhar espaço em um vácuo existente hoje no mercado de jornais de São Paulo. O Diário de S. Paulo quer se apresentar como um veículo com forte apelo nas bancas, mas focado em serviços e assuntos de interesse para toda a família.”

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