Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Mais drogas na TV

Por lgarcia em 25/12/2002 na edição 204

TELETIPO

As campanhas de produtos farmacêuticos estão ocupando espaço cada vez maior na TV americana, e a categoria ameaça a indústria automotiva, que detém o posto de maior anunciante. Os laboratórios gastam cerca de US$ 2,8 bilhões com anúncios em TV; no ano que vem, ABC, CBS e NBC devem lucrar com o lançamento de dois medicamentos rivais do Viagra ? as campanhas da Lilly e da GlaxoSmithKline têm orçamento de US$ 100 milhões. Mas nem todo mundo está festejando, diz Phyllis Furman [New York Daily News, 12/12/02]: os ganhos da TV vêm às custas de jornais e revistas, que perdem espaço nesse mercado.

A Associação Médica Americana pediu às emissoras de TV que deixem de exibir anúncios de vinho e cerveja em intervalos de programas direcionados a adolescentes ou em que figurem mascotes, celebridades e personalidades do esporte promovendo bebida alcoólica. Conta Peggy Beck [Reuters, 10/12/02] que Edward Hill, presidente do conselho da AMA, pede às redes que assinem um acordo voluntário para segurar tais comerciais até as 10 horas ou bani-los durante a exibição de programas que tenham pelo menos 15% da audiência formada por jovens. Segundo relatório da AMA, o consumo do álcool, não importa em que quantidade, causa danos irreversíveis em cérebros em desenvolvimento.

O Chicago Defender, diário fundado em 1905, foi um veículo pioneiro e influente da imprensa afro-americana: liderado pelo publisher John H. Sengstacke, morto em 1997, lutou contra o racismo e chegou a 500 mil exemplares. Mas enfrenta problemas: perdeu faturamento publicitário e só vende 18 mil cópias. A quarta geração da família tenta salvar o primeiro veículo do leitor negro dos EUA. "Nossa preocupação é fazer o Defender atravessar o século 21 lançando nosso próprio sítio de internet e reestruturando a equipe editorial", diz a neta de Sengstacke, Myiti. Também se exige mudança de foco. "Chicago tem uma rica diversidade de negros. Temos gente da Nigéria, do Haiti, alguns do Caribe. O Defender precisa refletir isso." Informações de Joyce Armor [Reuters, 11/12/02].

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem