Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Mais mortes na Colômbia

Por lgarcia em 31/07/2002 na edição 183

TELETIPO

O grupo Repórteres sem Fronteiras [19/7/02] lamentou a morte do radialista colombiano Dennis Segundo Sánchez no dia 17. O jornalista, que apresentava um programa sobre saúde pública em El Carmen de Bolivar, estava em casa com a mulher quando levou quatro tiros na cabeça. Dois dias antes, os âncoras de um telejornal na província de Buenaventura foram baleados dentro de seu carro por dois motociclistas. Rebeca Jaramillo, grávida de três meses, e Breitner Bravo já haviam recebido ameaças de morte da organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Os dois conseguiram escapar e estão fora de perigo. De acordo com o RSF, já são cinco os jornalistas mortos no país desde o começo do ano.

O correspondente do Guardian no Zimbábue, o americano Andrew Meldrum, conseguiu adiar sua expulsão do país em que mora há 22 anos. O juiz Anele Matika não só rejeitou o pedido de deportação feito pelo ministro do Interior, John Nkomo, como recorreu ao Supremo Tribunal para julgar se a ação é constitucional. Meldrum já havia sido absolvido pela publicação de matéria que depois se revelou falsa. Apesar disso, Nkomo emitiu ordem imediata de expulsão. Segundo Ewen MacAskill [The Guardian, 8/7/02], são poucas as chances do jornalista de uma sentença favorável da Suprema Corte.

Ann Moore é a nova presidenta e CEO da Time Inc., dona de títulos como People, Time, Sports Illustrated e outras 140 publicações. Lembra Keith J. Kelly [New York Post, 19/7/02] que Ann é a primeira mulher a assumir a companhia de revistas número 1 dos Estados Unidos. Já na New Yorker, a situação parece ser desfavorável para elas desde que o editor David Remnick assumiu, em 1998. Segundo Peter Johnson [USA Today, 18/7], a revista literária tem pouquíssimas redatoras e escritoras em suas páginas. Acusado de fechar o clube do Bolinha, Remnick prometeu que vai mudar.

A exumação do corpo de Pim Fortuyn ? líder holandês de extrema-direita assassinado em maio ? para enterrá-lo em outro túmulo, na Itália, será transmitida pela emissora de TV SBS6, com aprovação da família. Andrew Osborn [The Guardian, 19/7/02] diz que a natureza voyeurística da cerimônia já provocou acusações de que seus seguidores estão tentando transformá-lo em mártir e reforçar o apoio às propostas anti-imigração do partido.

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