Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

PRIMEIRAS EDIçõES > MÍDIA REGIONAL

Malu Gaspar

Por lgarcia em 31/01/2001 na edição 106

MÍDIA REGIONAL

"Governador afirma que vai cortar anúncios de empresas de Collor", copyright Folha de S. Paulo, 22/01/01

"O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), partiu para o contra-ataque após denúncias veiculadas contra ele pelo grupo de comunicação do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Em entrevista à Folha no final de semana, Lessa disse que deve cortar as verbas de publicidade destinadas ao jornal, à TV e à emissora de rádio ‘Gazeta de Alagoas’, que pertencem à Organização Arnon de Mello. Também proibiu todos os integrantes do governo de conceder entrevista aos veículos da organização.

‘Enquanto Collor esteve cassado e afastado manteve conosco relações comerciais. Toda a força que ele tem são os veículos de comunicação. Enquanto eles estiverem agindo assim, nenhum secretário meu dá entrevista’, diz.

Os veículos do grupo de Collor concentram hoje 45% do orçamento de publicidade do governo, sem contar as verbas de autarquias como o Detran.

Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Comunicação, o Estado paga, por mês, R$ 200 mil para a Organização Arnon de Mello -R$ 160 mil da verba de publicidade da secretaria mais R$ 40 mil pagos pelo Detran. O governador afirmou que os contratos, que são mensais, não devem ser renovados em fevereiro.

Histórico

A crise política no Estado começou há cerca de duas semanas, quando o jornal e a TV ‘Gazeta de Alagoas’ passaram a divulgar cartas deixadas pelo ex-policial José Cícero Carlota, morto em 95, em que ele diz ter sido contratado pelo governador para matar o coronel Manoel Francisco Cavalcante, que está preso em Alagoas desde janeiro de 98, acusado de liderar um grupo de policiais que ficou conhecido no Estado como ‘máfia fardada’.

As cartas dizem que o governador chegou a pagar Carlota para vingar a morte do irmão, o delegado Ricardo Lessa, assassinado em 91. Depois das denúncias, o governador teve de substituir seu secretário de Justiça, Rubens Quintella, acusado de ser quem pagou ao ex-policial.

Para o governador, Collor, que voltou ao Estado no final de dezembro passado, está começando uma estratégia para tentar desestabilizá-lo. Collor não foi encontrado para falar sobre o assunto (leia texto nesta página).

No lugar do ex-secretário, Lessa colocou um petista -Tutimés Airan. O partido, no entanto, está dividido no apoio a Lessa. De acordo com a senadora Heloísa Helena (PT-AL), uma das principais lideranças do partido no Estado, Airan pediu para sair. Ela disse que Airan está fora do PT desde que assumiu o cargo."

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