Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES >   DESCULPAS PÚBLICAS

Marcos Linhares

Por lgarcia em 05/02/2003 na edição 210

BRASÍLIA NA MÍDIA

“Raio-x da mídia de Brasília – Parte I”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 31/1/03

“O ano mal começou e os problemas de sempre voltam à baila. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJP/DF), Romário Schettino, há dados que comprovam uma redução de cerca de 75 postos de trabalho nos meios de comunicação locais, de 2001 para 2002. Isso num mercado que conta com cerca de 100 novos profissionais por ano, que ingressarão num mercado desacelerado. Schettino afirma que só no Correio Braziliense, desde a saída do ex-diretor de redação, Ricardo Noblat, dois meses atrás, foram demitidos cerca de trinta profissionais, com bons salários, sem ser reposta nenhuma vaga. Não há expectativa de contratação para repor as demissões, o que sobrecarrega quem ficou na redação, que além de tudo, tem que conviver com salários não tão interessantes. É o jogo do mercado.

Com o advento do Governo Lula, houve um rodízio de cargos, com a substituição de jornalistas da era FHC pelos que trabalharam na campanha do novo presidente. E nesse entra-e-sai de profissionais, novos cargos foram criados, devido à reforma estrutural levada a cabo pelo governo do Partido dos Trabalhadores. Contudo, o valor dos salários, segundo Schettino, tem sido sensivelmente reduzido. Há anúncios nos jornais locais para vagas em novas secretarias. Tais anúncios só foram possíveis quando da não concordância de vários jornalistas que se recusaram a ganhar os baixos salários propostos.

O piso salarial para mídia impressa está fixado em R$ 1.106 e, para mídia eletrônica, em R$ 912. Schettino avalia que o Sindicato terá que travar uma verdadeira guerra em sua campanha de reajuste salarial, que terá inicio em fevereiro próximo, já que jornais como o Corrreio Braziliense sinalizaram não possuir interesse em reajustar salários, seguindo a correção da inflação, em torno de seis a sete por cento, como proposto pelo SJP/DF. Essa negociação deverá ocorrer até o início de abril, para quando está marcado o acordo coletivo.

Fatores como inflação e encolhimento das receitas publicitárias têm levado ao enxugamento das redações. A iniciativa privada tem acenado para a diminuição progressiva de salários e para as novas modalidades de contratação, como a já conhecida prática de não mais empregar jornalistas mas sim fazê-los constituir empresas jurídicas, estabelecendo uma relação contratual de pura e simples prestação de serviços. ?Existem também aqueles jornalistas que se sujeitam a serem demitidos, quando a empresa propõe um aumento salarial em troca da simples prestação de serviços. O profissional, por exemplo, que ganha R$ 5 mil, recebe a proposta de ganhar R$ 7 mil, se entusiasma e se esquece que os custos de cada funcionário para a empresa ficam em torno de setenta a oitenta por cento. Ele deveria, caso resolvesse aceitar a proposta, receber, no mínimo, uns R$ 8 mil, para não perder tanto?, analisa Schettino.

Outro ponto que chama a atenção é que o prestador de serviço que constituiu empresa não pode esquecer de pagar seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e seu plano de previdência, quer pública ou privada, visto que ao ingressar nessa modalidade de serviço, o profissional perde todos os direitos. Contudo, Schettino afirma que o departamento jurídico do Sindicato está analisando a legalidade de tal ação por parte dos empregadores. ?Afinal, o jornalista é obrigado a se sujeitar à prestação de serviços. Tal medida está fora do contrato coletivo de trabalho assim como o coloca à parte do vínculo empregatício. E aí? Qual direito restará para esse profissional??, questiona Schettino.

O Sindicato está em fase de implantação de um curso para formação de micro-empresários jornalistas. Para tanto, a diretoria já procurou o SEBRAE e tem tentado uma parceria com aquela instituição. O intuito é dar uma base sólida de gestão para os profissionais que vivem um novo momento no mercado. Com a diminuição de vagas nas redações, a alternativa tem sido a proliferação das assessorias de imprensa. ?As assessorias não são desemprego, mas têm sido encaradas como uma tábua de salvação do mercado, por falta de outras alternativas?, finaliza Schettino.

Em tempo, o Distrito Federal conta com seis jornais locais de maior expressão – Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Tribuna do Brasil, Hoje em Dia-Caderno Brasília (semanal), Jornal da Comunidade (bi-semanal) e Coletivo – que cobrem a área de Brasília e cidades ao redor, chamadas de Entorno. Sem contar com os impressos de outros estados, de circulação nacional, mas com espaço interno específico para Brasília, como Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil. Na próxima matéria, falarei sobre a mídia eletrônica da cidade.”

 

DESCULPAS PÚBLICAS

“Pedido de desculpas”, copyright Diário de S.Paulo, 1/2/2003

“Peço desculpas públicas ao jornalista Cláudio Júlio Tognolli. Em um artigo publicado por mim nesta coluna – indevidamente, pois era destinado à revista Imprensa – descrevi um personagem que para mim era totalmente ficcional, como todos os outros dos artigos publicados na coluna Rádio Escuta, que conta histórias do rádio. Lamento se a história por mim contada tenha causado prejuízos de qualquer ordem ao colega. Reitero publicamente o pedido de desculpas ao Tognolli a quem, por nenhum motivo, pretendia ofender.”

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