Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > REVISTAS

Maria Carolina Maia

Por lgarcia em 18/12/2002 na edição 203

REVISTAS

“Circulação cresce, mas publicidade do meio revista deve cair 5% no ano”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 12/12/02

“Esta semana, a Aner (Associação Nacional dos Editores de Revista) reuniu o mercado para uma festa em que propunha ?esquecer as dificuldades e comemorar as conquistas? de 2002, segundo dizia o convite para o evento. Nas conquistas, o destaque é o aumento na circulação, que deve fechar o ano 2% maior em números de exemplares e 10% melhor em receita do que em 2001, quando foi de R$ 2,1 bilhões. Entre as dificuldades que o setor quer esquecer, está a queda nos investimentos publicitários, que pode chegar a 5% sobre o ano passado.

Até agosto, de acordo com o relatório Inter-Meios, a retração é de 5,4% no meio revista, contra um crescimento de 6,5% de todo o mercado publicitário – o número não leva em conta a inflação do período. ?É possível que a gente recupere um pouco, mas não dá para saber quanto?, afirma a diretora executiva da Aner, Maria Célia Furtado. Ainda assim, a queda se afigura inevitável. A participação no bolo publicitário já murchou, de 10,6% para 9%, entre dezembro de 2001 e agosto último. O Inter-Meios ainda não fechou os demais meses do ano. Mas, para Maria Célia, a participação do meio no bolo deve fechar o ano em 9%, mesmo.

Se for registrada recuperação durante o segundo semestre, será graças aos lançamentos de títulos especiais, de hotéis, e ao crescimento do PIB, diz a executiva. No primeiro semestre, não houve como impedir o baque, que foi geral. ?A TV caiu menos, porque teve a Copa do Mundo, evento de que o meio revista não se beneficia?, afirma Maria Célia. Segundo a executiva, o número de títulos, que em 2001 eram 2.150, aumentou este ano, mas ela não sabe precisar quanto. O crescimento foi puxado principalmente pelo surgimento de títulos de consumo popular.

No balanço feito pela Aner neste final de ano, usando números do mercado de janeiro a julho, também são apontadas as revistas de maior circulação do país. Assim como no primeiro levantamento feito pela associação, com dados de janeiro a julho de 2001, a Abril domina o mercado. Das 19 revistas semanais de maior circulação, oito são da Abril, duas são da Globo, três da Editora Escala, uma da Gampz, uma da Símbolo e outra da Editora Caras – na verdade, uma parceria entre Abril e a argentina Perfil. Entre as 20 maiores mensais, são 15 da Abril, quatro da Globo e a seleção da Reader?s Digest.

A Veja é a líder absoluta entre as semanais, com 1,14 milhão de exemplares. A global Época, que no primeiro levantamento era a terceira colocada, agora ocupa a vice-liderança, com 440.000 exemplares. A Viva Mais, também da Abril, caiu uma posição e ficou em terceira, com 394.000 exemplares, seguida pela Istoé, da Editora Três, com 371.000, e pela Caras, com 268.500, ambas na mesma posição que antes.

Na sexta e sétima posições, vêm duas revistas da Abril: Ana Maria, com 234.600 exemplares, e Contigo, com 160.800. As duas aparecem no mesmo lugar que no levantamento anterior. A Tititi, da Símbolo, subiu quatro posições e aparece em oitava, com 157.000 exemplares. Recreio e Minha Novela, ambas da Abril, se inverteram no ranking e aparecem, respectivamente, em nono e décimo lugares, com 153.000 e 151.000 exemplares.

Entre as mensais, a Cláudia desbancou a Reader?s Digest e assumiu o topo, com 532.000 exemplares. A ex-líder aparece em segundo lugar, com 517.000. É seguida pela Superinteressante, que subiu uma, com 396.500. A antiga terceira colocada, a Playboy, despencou para a sexta posição, com 348.800. A Nova Escola ganhou três posições e figura em quarta, com 357.000 exemplares. A Manequim, com 354.000, é a quinta colocada. Exceto pela Reader?s Digest, todas são da Abril.

“Os dilemas do segmento de revistas”, copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 12/12/02

“Num encontro promovido por este Jornalistas&Cia na última segunda-feira (9/12), num confortável hotel de São Paulo, do qual participaram cerca de 50 colegas, o diretor do Grupo Exame, Sidnei Basile, tocou num ponto que tem tirado literalmente o sono de muitos editores de revistas: a periodicidade das publicações, dilema cada vez mais intrincado e um dos grandes desafios das editoras para esses próximos anos. Com convergência de mídias, globalização, internet etc. informação com dia e hora marcada perdeu muito da razão de ser, sobretudo porque o leitor já não se dá por satisfeito com essa fórmula. Ele é cada vez mais seletivo e exigente e, diante da possibilidade de ter a informação em tempo real, não vê razão em esperar um mês, quinze dias ou mesmo uma semana por ela. Resultado, as editoras estão buscando adaptar-se aos novos tempos, oferecendo sua matéria-prima básica – a informação – por diferentes canais e meios, de forma a satisfazer esse seu cada vez mais exigente cliente.

Com a velocidade na transmissão e propagação das informações e com o advento da internet, o mundo virtual ganhou relevância na mídia, pela capacidade multiplicadora de público que arregimenta a cada dia. E não se pode esquecer, como dizem vários estudiosos do assunto, que todos os dias morrem leitores de jornais e revistas e nascem outros da mídia virtual. Ou seja, se não se prepararem para esse novo contexto, as empresas jornalísticas atuais ficarão rapidamente fora do jogo, atropeladas pelos acontecimentos.

A Exame, nesse sentido, tem hoje um portal atraente e bem visitado, com um público estimado em 200 mil visitantes fiéis. E o mais incrível é que esse portal, que os menos avisados considerariam concorrente da revista, é hoje, conforme revelou Basile, a maior fonte de novos assinantes. A explicação é tão simples quanto óbvia: o bom conteúdo do portal estimula os internautas a quererem mais e os levam à publicação impressa. E como o público internauta é, na média, jovem, a iniciativa contribui para a redução da idade média dos leitores, fator importantíssimo nas estratégias de médio e longo prazo da maior parte dos negócios na área editorial.

Outra forte ação implementada pelo Grupo Exame buscando o público jovem são as palestras e projetos realizados nas universidades, ao final dos quais se vendem assinaturas.

Outra consideração feita pelo diretor do Grupo Exame foi em relação à qualidade dos produtos. E isso vai ao encontro do que muita gente tem afirmado nesses tempos bicudos, inclusive este Jornalistas&Cia: a saída é e será pela qualidade. Empresas que desinvestirem em seus talentos, em suas equipes, enfim no elemento humano, para resolver problema de caixa de curto prazo, por exemplo estarão dando um tiro no próprio pé, pois o público, cada vez mais exigente, não poupará produtos que percam qualidade. Ninguém gosta de se sentir traído, e uma publicação que faz isso está certamente traindo a confiança de seus clientes.

Outra questão é a publicidade. Com a queda nas receitas dos anúncios, e sem a perspectiva de que as coisas voltem a ser como eram antes, é muito provável que as empresas jornalísticas sejam obrigadas a cobrar mais pelo conteúdo, o que não vinha ocorrendo exatamente pelo ?subsídio? bancado pela publicidade. Ora, para cobrar mais terá de ter mais qualidade, e para ter mais qualidade precisará de equipe qualificada e melhor dimensionada.

A integração ou convergência das mídias é elemento estratégico no universo editorial. E a Abril, uma empresa de conteúdo, sabe muito bem disso, tanto que há tempos busca saídas para continuar na liderança e à frente do mercado. Tem errado e acertado, mas isso é do jogo. Dona da TVA, sócia do UOL e detentora dos mais importantes títulos de revistas do País, seu desafio é tornar todas essas participações rentáveis e integradas. A própria Exame, nesse sentido, tem feito experiências estratégicas, como na entrega do Prêmio Melhores e Maiores, por exemplo, que sempre reúne a fina flor do empresariado e poderosos políticos. A cerimônia é destaque tanto no portal, quanto num dos canais da TVA e na própria publicação impressa.

Por fim, um outro aspecto lembrado por Sidnei Basile foi a questão da segmentação, ou seja, a atenção que as empresas devem ter com o mercado, oferecendo ao público o produto que ele deseja e precisa. Isso leva à segmentação, aos nichos de mercado, que podem perfeitamente ser ocupados por novos produtos, originários de um já existente. Caso do Grupo Exame que, desde 1967, quando foi lançada a revista Exame, não mais parou de lançar produtos, inclusive Você S/A, cuja tiragem hoje é maior até mesmo que a da própria Exame.”

“Primeiro estudo da Aner sobre meio revista ratifica liderança da Abril”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 13/12/02

“A primeira radiografia do meio revista, divulgada nesta terça pela Aner, a Associação Nacional dos Editores de Revistas, ratifica a liderança da Abril no setor. Na lista das 20 revistas de maior circulação, a editora emplaca 16. A líder absoluta é a revista Veja, com 1,153 milhão de exemplares semanais.

As outras quatro vagas se distribuem entre as Seleções do Reader?s Digest, na segunda colocação, com 518.000 exemplares, a Editora Três, em sétimo lugar, com a revista Isto É, e a Globo na quarta e 14? posições, respectivamente com a Época e Revista Net.

A lista das 10 primeiras colocadas fica completa com a Viva Mais, em terceira, pela Claudia, que figura no quinto lugar e é seguida pela Playboy e Superinteressante, e pela Manequim e Veja São Paulo, nona e décima colocadas, na ordem.

A hegemonia da Abril não data de hoje, e a própria sabe disso, porque sempre acompanhou o mercado. A empresa já chegou a possuir, sozinha, 87% das receitas publicitárias da área.

Os dados que servem de base ao foram fornecidos pela Dinap, da Abril, e pela Fernando Chinaglia, as duas maiores distribuidoras de revistas do país, segundo define a diretora executiva da Aner, Maria Célia Furtado. Segundo ela, a retração do mercado publicitário não perdoou o meio – que caiu cerca de 5% entre janeiro e abril, de acordo com o Inter-Meios. Mas não provocou uma ?chacina? de títulos.

Hoje, são distribuídos mensalmente, nos 30.000 pontos de venda do país, 2.150 títulos de revista. A circulação anual do mercado, em banca, é de 360 milhões de exemplares, além de 240 milhões de exemplares para assinantes – uma circulação total de 600 milhões. O faturamento do setor em 2001 foi de cerca de R$ 3 bilhões: R$ 2,1 bilhões advindos de vendas e R$ 985 milhões, da publicidade.

Existem 295 editoras de revistas em operação no país, que geram 35.000 empregos. O preço médio por exemplar é de R$ 3,50. Estes dados foram computados pelo IVC, o Instituto Verificador de Circulação. Para o setor, repetir este ano o resultado obtido em 2001 seria uma grande vitória.

Entre o 10? e o 20? lugar no ranking encabeçado pela Veja, estão, em ordem, a Nova, a Nova Escola, a Caras, a Revista Net, a Você S/A, a Boa Forma, a Casa Claudia, a Quatro Rodas, a Ana Maria e a Info Exame.”

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