Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > RBS EM CRISE

Maria Carolina Maia

Por lgarcia em 28/10/2003 na edição 248

FORBES BRASIL AGONIZA

“Forbes procura novo parceiro para permanecer no Brasil”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 23/10/03

“A Forbes americana quer permanecer no Brasil e procura novo parceiro para publicar a edição nacional da revista. A informação é da porta-voz Laurie Backer, que confirma o rompimento do contrato entre a editora do segundo maior título de economia e negócios dos Estados Unidos e a CBM, Companhia Brasileira de Mídia, do empresário Nelson Tanure. Nos EUA, a Forbes só perde para a Business Week.

A licença de publicação da CBM foi cancelada no início deste mês. Segundo fontes ligadas à situação, a Forbes desistiu da parceria com Tanure por três motivos: devido aos atrasos constantes no pagamento dos royalties contratuais, ao temor de que outros débitos, estes com equipe, agências e fornecedores, desgastassem a imagem da revista no país, e também devido ao comprometimento editorial do título, que vinha circulando com matérias comerciais como se fossem jornalísticas.

A notícia da rescisão de contrato acertou em cheio o ânimo da equipe da Forbes Brasil, que convivia com salários atrasados, trabalhava sem carteira assinada e não tinha direito nem a 13?, nem a férias. Apesar de Tanure afirmar que estava negociando com a editora americana para restabelecer a harmonia entre as partes, ninguém quis pagar para ver.

O primeiro a sair foi o presidente, Sérgio Thompson-Flores, seguido por cerca de 30 funcionários que, ao deixar a revista, foram esvaziando sua redação, diretoria e departamento comercial. De toda a equipe, restaram apenas dois profissionais: um da área administrativa e outro da área de tecnologia.

Tanure adquiriu a licença para tocar a versão brasileira da Forbes há cerca de um ano e meio, quando a editora Camelot abriu mão do negócio. Tanure também edita o Jornal do Brasil e tem a preferência pelo arrendamento do título da Gazeta Mercantil, de Luiz Fernando Levy.

Procurado pela reportagem desde terça-feira o diretor institucional do Jornal do Brasil, Reinaldo Paes Barreto, não foi encontrado para comentar a situação.”

“Forbes Inc. confirma rescisão do contrato com Tanure”, copyright MMonline (www.mmonline.com.br), 23/10/03

“A Forbes Inc., dona da revista de economia e negócios Forbes, acaba de confirmar oficialmente o rompimento do contrato com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), do empresário Nelson Tanure. Desde março de 2002, a Editora JB, da CBM, assumiu a publicação da edição nacional da Forbes, lançada no Brasil pela extinta editora Camelot.

A diretora de comunicação corporativa da Forbes, Laurie Baker, confirmou, por e-mail, a Meio & Mensagem o fim do contrato de licenciamento com a CBM (Companhia Brasileira de Mídia). ?A Forbes espera ansiosamente por um novo parceiro para continuar a publicar no Brasil?, afirmou Laurie.

A crise na edição nacional da Forbes teve início na semana passada, quando o então presidente da revista, Sergio Thompson-Flores, demitiu-se do cargo. Em seguida, a diretora comercial, Cristina Toledo, a diretora de redação, Cristiane Barbieri, e todos os jornalistas deixaram a revista. Até segunda-feira, dia 20, permaneciam na empresa apenas uma pessoa do departamento administrativo, um profissional da área de informática, uma recepcionista e o diretor de circulação, Márcio Borges.

O motivo para o pedido coletivo de demissão seria o recorrente atraso no pagamento aos funcionários, fornecedores e também à Forbes Inc., que estaria sem receber os royalties pelo uso da marca. Segundo informações de fontes próximas à empresa, as duas últimas edições nacionais da revista já teriam sido publicadas de forma clandestina.

Representantes da Editora JB foram procurados, mas não se manifestaram.”

“Forbes diz que parceria com JB acabou”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 23/10/03

“Em comunicado oficial, a Forbes Inc., dona da revista Forbes, confirmou o fim do contrato que a empresa mantinha com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que pertence ao empresário Nelson Tanure. A parceria vigorava desde março de 2002, quando a editora JB, da CBM, se tornou responsável por publicar a versão brasileira da revista de economia e negócios. Antes da editora JB, a Forbes Brasil era publicada pela extinta Camelot.

Em e-mail enviado à redação do Meio & Mensagem, a diretora de comunicação corporativa da Forbes, Laurie Baker, confirmou o encerramento do contrato e afirmou que a empresa está em busca de um novo parceiro, assumindo o desejo de manter a publicação no Brasil.

Procurado pelo Comunique-se, o diretor institucional do Jornal do Brasil, Reinaldo Paes Barreto, confirmou o recebimento do pedido de rompimento da Forbes americana. No entanto, Paes Barreto afirmou que a direção do JB discorda do término do contrato, já que ?informações que poderiam levar a Forbes Inc. a propor a ruptura do contrato são inverídicas? e reiterou o interesse do jornal em continuar com a parceria. Ainda de acordo com Paes Barreto, ?esse contrato não pode ser rescindido unilateralmente. Ele só o seria por entendimento amigável – ou judicialmente. Portanto não há porque se pensar em novo parceiro. Tanto assim, que continuamos conversando diariamente com a alta direção da revista americana?. O diretor aproveitou para confirmar o nome do jornalista Augusto Nunes no comando da Forbes Brasil.”

 

RBS EM CRISE

“Grupo RBS anuncia demissões”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 28/10/03

“A instabilidade macro-econômica dos últimos anos, em especial no segundo semestre do ano passado, atingiu a grande maioria das empresas brasileiras, e a indústria de mídia não foi exceção.? Assim começa a nota publicada pelo Grupo RBS em seu site na tarde desta segunda-feira (27/10), anunciando a demissão de 218 funcionários.

No texto divulgado, a empresa afirma que ?vem adotando um amplo conjunto de medidas voltadas para a redução geral de seus custos?. Diz, ainda, que para atingir os resultados pretendidos não foi possível evitar que, dentre essas medidas, estivesse a redução dos custos com pessoal. Dos 4.300 funcionários da empresa, 218 foram desligados, aproximadamente 5% do quadro funcional. Há um ano, o Grupo RBS também realizou cortes pesados com pessoal. A empresa garante que disponibilizará aos demitidos gratificação complementar aos direitos legais, além de seguro saúde e de vida por um período de seis meses.

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) foi comunicado sobre a decisão da empresa por volta do meio-dia desta segunda. Segundo seu presidente, Luis Fernando Assunção, são cerca de 16 jornalistas de jornal e TV dispensados no Estado de SC, sendo seis do Diário Catarinense, entre repórteres, digitadores e editores. Entre os cargos de chefia, foi dispensado o chefe de redação da RBS Joinville, Humberto Campos.

Conforme o SJSC, a reestruturação atingiu em cheio os editores-chefe, cuja figura foi extinta nas TVs do Grupo no Estado, como também ocorreu no RS. Os coordenadores de jornalismo das TVs passarão a assumir também as funções do editor-chefe. Jornalistas ouvidos pelo Sindicato de SC temem que estas medidas possam levar a um aumento na carga individual de trabalho, que já é alta. Assunção ainda não tinha, até hoje à tarde, a lista completa dos profissionais dispensados.

José Carlos Torves, presidente do Sindicato gaúcho, foi informado de que são 11 jornalistas somente na cidade de Porto Alegre, mas aguardava encontro com o representante da RBS, a ser realizado no final da tarde de segunda, para confirmar os números. O presidente do Sindicato dos Radialistas, Antônio Edson Peres, conhecido como Caverna, afirmou, após reunião com o assessor de relações sindicais da RBS, o advogado Ary dos Santos, a saída de 47 radialistas no RS e em SC. Caverna afirma que a maioria, no entanto, é do staff gaúcho e que não abrange cargos de altos salários. Segundo ele, foram desligados 23 jornalistas e dez gráficos nos estados em que a empresa atua. Caverna conta também que Gilberto Lessa, um dos gerentes do Grupo, está entre os demitidos.

Segundo o que foi divulgado no site da Revista Press, fazem parte do rol de dispensados Sérgio Stock, Lise Bayne, Carlos Urbim, Saul Júnior e Régis Hoehr. ?Consideramos esse movimento encerrado?, afirma a nota oficial da RBS. Funcionários da empresa, no entanto, acreditam que as demissões não param por aí. (*) Do site Bem Informado.”

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