Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > ELEIÇÕES SEM OPINIÃO

Mariângela Gallucci e Silvio Bressan

Por lgarcia em 10/07/2002 na edição 180

ELEIÇÕES SEM OPINIÃO

"Juiz limita críticas de TV a Estevão e Boris Casoy reage", copyright O Estado de S. Paulo, 4/7/02

"O juiz da 4.? Vara Cível de Brasília, Demetrius Gomes Cavalcanti, proibiu ontem os jornalistas da Rede Record de usarem termos como ?integrantes de quadrilha? ao referir-se ao senador cassado Luiz Estevão nas reportagens sobre o desvio de recursos da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça, os advogados do ex-senador afirmam na ação que a Record, especialmente em comentários do jornalista Boris Casoy, transmitia notícias tendenciosas e ofensivas com o objetivo de denegrir a imagem de Estevão.

Boris Casoy considerou ?censura prévia? a decisão judicial. ?Estevão pode me processar se não gostar de alguma coisa que eu disser, mas não pode determinar previamente o que eu devo ou não falar?, reagiu. ?Acho isso um absurdo, uma censura prévia, que vamos tentar derrubar?, disse, acrescentando que os advogados da Record já estão recorrendo da decisão.

?Enquanto isso, vou tentar cumprir a sentença, que fala em não usar termos pejorativos, e talvez evitar alguns adjetivos?, adiantou. ?Mas não pretendo mudar e vou continuar falando as mesmas coisas de sempre.?

Ele até já está pensando em lançar nova campanha. ?Do jeito que o juiz Nicolau (dos Santos Neto) está sendo tratado pela Justiça, vou propor que devolvam ao prédio seu nome?, ironizou. ?Foi a própria Justiça que tirou o nome, mas deveria devolver já que ainda não viu provas suficientes.?"

 

"A força da TV", copyright Folha de S. Paulo, 6/7/02

"Com as indicações fervilhando entre os candidatos presidenciais de que José Serra (PSDB) e Ciro Gomes (PPS) estão em situação de empate técnico nas pesquisas de opinião, o tucano acusou o golpe nos jornais de ontem: ?Todo candidato que aparece nos horários dos partidos cresce. É normal?.

É normal? Mais ou menos. Há vários tipos de crescimento. O de Ciro é diferente do registrado pelo tucano. Por uma razão principal.

O candidato do PPS teve sua alta no momento ideal da pré-campanha. Foi o último a dar seu recado na TV. Qualquer iniciante em assembléias estudantis sabe que o melhor é ficar para o final na lista de discursos. Foi esse o caso de Ciro.

Em tese, pelo desejo de Serra, todos os candidatos estão agora equalizados. Já deram seu recado na TV. Juntos, terão de amargar um hiato de 50 dias até o começo da propaganda eleitoral gratuita, quando o tucano terá mais tempo e irá se recuperar. Está certa essa análise? Por ora, erradíssima. Basta assistir a comercias da TV Globo e perceber que a história nesta eleição será bem outra.

A Globo anuncia que o ?Jornal Nacional? inicia na semana que vem uma série de entrevistas de dez minutos, ao vivo e em dias separados, com cada um dos quatro principais candidatos a presidente. É um fato inédito, que será repetido mais de uma vez durante a campanha. Nunca a TV foi tão importante como agora numa sucessão presidencial.

Ciro Gomes entrará nessa megaexposição exatamente no momento em que conseguiu subir nas pesquisas. Nada impedirá que o tucano, que Anthony Garotinho (PSB) e que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se saiam melhor do que o candidato do PPS.

Mas é inegável que Ciro está nos seus dias mais favoráveis. O fator TV Globo será vital para os candidatos neste período que precede a propaganda formal de TV. Uma tropeçada no ?Jornal Nacional? pode ser fatal."

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