Domingo, 20 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > RACISMO

Mario Lima Cavalcanti

Por lgarcia em 09/12/2003 na edição 254

ESTADÃO EM PDF

“As sete caras do Dr. Estadão” copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 8/12/03

“Quem participa de listas de discussão sobre jornalismo e mídia digital com certeza se deparou com mensagens noticiando ou criticando a versão PDF do Estadão. Olhando rapidamente notícia de 31 de outubro deste ano no Info Online – ?Estadão e JT viram arquivos em PDF na web? -, fica claro a revolta de alguns para tal mudança.

Pausa rápida para explicação didática do termo PDF: sigla para Portable Document Format (Formato de Documento Portátil). Padrão criado pela empresa Adobe para distribuição de documentos eletrônicos.

Mas analisando melhor o acontecimento, basta notarmos que a mudança de HTML para PDF diz respeito apenas às versões na Web das edições impressas diárias de O Estado de S. Paulo e do Jornal da Tarde, e não ao site Estadão.com.br, como muitos pensaram. Não considero nem crime, nem retrocesso o que o Estadão fez. O jornal online propriamente dito, o Estadão.com.br, continua no formato HTML com todas as suas notícias de última hora. Talvez alguns profissionais estejam confundindo a versão online com a versão digital em PDF, o que é uma pena. A meu ver, nada mais sensato que uma versão digital do jornal impresso estar disponível na Web em arquivo PDF para que o usuário possa baixá-lo e imprimi-lo. Quem mora em algum estado onde a tiragem do jornal é baixa, poderá imprimi-lo para ler.

Em maio do ano passado aqui, na coluna, pude contar com o depoimento do jornalista Paulo Rebêlo sobre o assunto. Sua opinião parece não ter mudado: ?o bom do PDF é ter uma réplica idêntica do jornal, com a diagramação, imagens e anúncios usados no papel. Mas para quem está interessado em apenas fazer uma leitura rápida das principais notícias/reportagens, não é muito viável. É interessante para imprimir e ler longe do computador?, diz.

Pois então, onde está o retrocesso nisso?

O Estadão não foi o primeiro e nem será o último a lançar uma versão em PDF de um jornal impresso. Também no ano passado escrevi aqui para a coluna um artigo sobre alguns jornais – como o The New York Times e o canadense The Globe and Mail – que já estavam apostando no modelo. E o Estadão foi bem esperto ao apostar num formato de documento eletrônico já padrão no mercado.

A versão TXT do Estadão – também criticada por alguns nas listas de discussão – foi outra grande sacada da empresa. Quem possui um computador com poucos recursos, mas com conexão Web, poderá acessar essa versão ?light? do Estadão (o online), que exibe textos sem ?firulas?, com o mínimo de imagens e animações. A versão se torna útil também para os usuários que habilitaram a opção para o browser não exibir imagens – o leitor continua não perdendo informação.

Enfim, por criar diversas caras para seu conteúdo noticioso pensando em diversos grupos de usuários, o Estadão recebeu algumas pedradas injustas. Seja versão online, PDF ou TXT, basta sairmos um pouco dos nossos mundos para vermos que bom trabalho o jornal fez.

Em tempo: mais informações sobre PDF pode ser encontrado no site oficial do formato.

O que achou da versão PDF do Estadão? Comentários, opiniões e dúvidas? Utilize o formulário abaixo e deixe registrada a sua opinião. Até a próxima! ;-)”

 

PROFISSÃO JORNALISTA

“Choveu e o metrô atrasou”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 5/12/03

“?Vai ser um milagre se eu conseguir. Choveu e o metrô atrasou. Moça, estou quinze minutos atrasada. Por favor, aqui está o meu papel para a consulta. O quê? Por favor, moça, pelo amor de Deus! Eu preciso dessa consulta!?.

São Paulo, hospital público, alguns dias atrás. Uma senhora cinematograficamente miserável. A cara da pobreza suburbana. Uns 60 anos, branca, atarracada. Daria uma personagem para alguma central do Brasil. Uma Fernanda Montenegro, mas sem carisma nem- mais importante- nem o glamour profilático do ?Corta!?.

?Sinto muito, não vai dar. A senhora está atrasada, não posso fazer nada?. O tronco de uma moça morena, cabelos curtinhos, algo simpática, algo indiferente, algo irritada, algo complacente. Algo qualquer coisa, algo gente, algo robô. Talvez fosse melhor do que todos nós. Talvez não pudesse mesmo resolver coisa nenhuma. Cabia-lhe o papel de ostentar aquela expressão de quem não quer, de quem não pode se envolver com o sofrimento de todas aquelas faces de todos aqueles dias de todas aquelas horas de toda aquela infinidade de gente a pedir pelo-amor-de-deus-me-ajuda-moça. ?Tenta falar direto com a médica?.

São Paulo, hospital público, alguns dias atrás. O mais difícil era respirar, e isso é a suprema ironia. Como pode ser difícil respirar em um lugar que está lá para aliviar o desconforto? Como pode ser mais fácil respirar no boteco mal-cheiroso lá da esquina, a mais próxima, a mais declinante, cheia de pinga e de gente infeliz?

Fiquei calculando. A tal senhora, a Fernanda Montenegro sem ?Corta!? haveria de ter passado por umas três filas para marcar a consulta que a chuva, o metrô e a mocinha-robô & suas normas encarregaram-se de barrar. Claro, as filas de um outro dia, as malditas filas russas de um outro dia brasileiro qualquer. Deve ter saído de lá aliviada: por ter marcado a consulta e deixado aquela pocilga de bem-intencionados. Teria de voltar, no entanto. Voltar para lenir os seus males, voltar para a consulta a que ela, pagadora contumaz de seus tantos impostos, teria todo o direito do mundo, de acordo com aquele livrinho verde-amarelo cheio de códigos, de garantias e, mais uma vez, de boas intenções.

No entanto:

a) Choveu;

b) O metrô atrasou.

Moral da história: tente com a médica, se não der, vá para casa com suas dores, volte outro dia, passe por mais três filas russas em um dia brasileiro qualquer e remarque, mas seja mais cuidadosa, não durma, pegue o primeiro trem, cheios dos galos que cantam, mesmo que atrase a senhora estará aqui e conseguirá a sua tão-sonhada consulta.

Eu estava lá, eu mesmo passara por todas aquelas filas dos dois dias regulamentares. Tenho convênio, sou da classe média decadente. Mas tinha de fazer uns exames nesse hospital, e não nos outros, nos que me tratariam como ser humano, no mínimo como cidadão (desde que eu pagasse).

Pensamentos, ao longo do tempo longo:

?Este é o mundo de Deus. Deus existe? Se existe é um coitado que não sabe o que faz, é um impotente?;

?Ano passado foi a mesma coisa, no posto de saúde aonde fui por causa do cálculo renal. Era mais perto do que o hospital do convênio. Ar viciado, insuportável. Eu estava prostrado de dor, mas queria sair dali para morrer em casa?;

?Nós, jornalistas, deveríamos ir, sim, aonde o povo está. Mas não só para fazer matéria. Somos uns cínicos que só enxergamos a moldura da miséria?;

?Aquelas entrevistas coletivas da área econômica nos abarrotam de números. Mas números não sofrem e não revelam a peculiaríssima dor que vai nas entranhas de toda aquela gente travestida de manada; somos insensíveis, somos burocráticos?;

?Meu Deus, como é urgente que façamos muito mais! Como é urgente! Como isso é urgente! Ao diabo com todos os editores e chefes de reportagem do mundo! Paremos de pensar um pouco no que os chefes dizem, por mais relevante que possa ser para o veículo, para o chefe e para nós mesmos. Há uma multidão de miseráveis de verdade, gente que precisa de mais atenção dos jornalistas, de todo e qualquer cidadão que tenha vergonha na cara, que olhe para o próximo, que não se deixe obsedar pela própria e mísera carreira de gloríolas e de ressentimentos vãos!?;

?Temos de cobrar mais das autoridades, temos de pressionar os governantes, temos de esquecer que tal político é de um partido ou de uma linha ideológica de nossa preferência, temos de encurralar o poder, temos de ser mais impacientes com a velocidade das mudanças?;

?Hoje mal consigo pagar um convênio para a minha família. O que será do amanhã??;

?Quantos jornalistas não têm dinheiro para a comida, muito menos para um convênio? Quantos jornalistas não têm de passar por esse martírio dos hospitais públicos, nas capitais e nos confins? O desemprego grassa?;

?Como nos será dado morrer algum dia? Falo dos ?grandes? e dos ?pequenos?. Eis uma carreira que é só esquecer e repor, esquecer e repor, esquecer e repor. Tenhamos cuidado com a vaidade auto-suficiente. Neste Brasil, o famoso de hoje é o indigente de amanhã, o chefe de hoje é o desempregado de dali a alguns segundos. Como nos será dado morrer??

Este não é um desabafo público. Desabafos sublimam ou simplesmente rechaçam a dor. Esta é uma intimação (sim, intimação) à consciência de cada um de nós, jornalistas ou não. É um lembrete de que o distanciamento excessivo é solerte. Com o tempo, distanciamo-nos dos nossos ideais, distanciamo-nos dos nossos concidadãos. Pior. Distanciamo-nos de nós mesmos. E não morreremos em paz.

 

RACISMO

“O racismo nas redações”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 8/12/03

“?O racismo é um extenso sistema de pensamento, uma filosofia fechada baseada em si mesma, que surge com a reivindicação para explicar os desenvolvimentos, contradições e problemas do mundo (Herbert apud Schmuhl, 1993, p.185)?.

O racismo tem várias definições que tentam explicar o inexplicável. Nos Estados Unidos é considerado um problema sério. Pode não esclarecer os ?desenvolvimentos e contradições? da sociedade americana, mas, certamente, continua a ser um tema polêmico e recorrente. Não passa um dia sem uma denúncia de discriminação racial. A luta pelos direitos civis nos Estados Unidos continua intensa, exige um tratamento menos preconceituoso e mais igualitário para os assuntos étnicos, principalmente, na mídia. Em relação, ao jornalismo, esse problema é tratado em duas vertentes. Discute-se muito o conteúdo da grande imprensa, mas também se questiona o racismo nas próprias redações. Para os jornalistas negros ou afro-americanos, a luta contra o racismo reivindica não só mais empregos, mas, hoje, exigem-se ?bons empregos?. A luta é feroz, a resistência é proporcional e as últimas denúncias contra um jornalismo de ?mentiras? têm prejudicado muito aqueles que lutam contra o preconceito e discriminação nas redações americanas.

Esta semana fui convidado a assistir a pré-estréia de uma peça de teatro com o titulo de ?The Story? (A História) no famoso e combativo Public Theatre de Nova York. Lembram-se do filme de Tim Robbins, ?The Craddle will Rock? ou ?O Poder vai dançar? (sic), sobre o único musical censurado nos EUA? O Public Theatre tem uma tradição de hospedar temas considerados ?polêmicos?. Tracey Wilson, autora da peça, discute com muita coragem um outro tema delicado: o racismo nas redações do jornalismo americano. A peça segue a nova ?onda? de denúncias contra jornalistas jovens, ambiciosos e ?mentirosos?. Discute não só os problemas raciais na redação, mas também questiona o eterno dilema ético da profissão: até que ponto os fatos ?atrapalham? uma boa história ou ?prejudicam? o tão almejado sucesso na profissão? Mas ao contrário do filme Shattered Glass de Billy Ray, a personagem principal de ?The Story? é uma jornalista ?negra?. Ou seja, uma situação ainda mais delicada, considerando as últimas denúncias contra um outro repórter negro, o ex-jornalista mentiroso do New York Times, o agora ?famoso? escritor e personagem de filme de sucesso, Jayson Blair.

Na peça, Yvonne, uma jovem, atraente e ambiciosa repórter, interpretada pela excelente atriz Erika Alexander, é contratada por um jornal importante que ainda está se adaptando com dificuldade aos novos tempos de ?igualdade racial? nas redações americanas. Com um currículo considerado ?invejável? e fazendo parte das ?minorias?, ela é rapidamente contratada pelo jornal, mas não está nem um pouco satisfeita ou conformada com a sua função na redação. Foi designada para a inócua e desprestigiada editoria local. Uma editoria ?dominada? pelo ?irmãos? ou colegas negros. Yvonne considera-se ?discriminada?. Afinal, ela é muito competente ? demonstra ser fluente em várias línguas ? quer ganhar muito dinheiro e ficar famosa em pouco tempo e acredita que seu verdadeiro ?destino? é a editoria nacional ou, quem sabe até, internacional. Está disposta a tudo para conseguir alcançar seus objetivos.

O problema é que nos Estados Unidos, essas editorias ainda estão reservadas para ?certos? jornalistas, que por coincidência ou ?determinismo histórico?, costumam ser brancos, vêm de ?boas famílias? e freqüentaram as universidades consideradas ?tradicionais?. Ou seja, Yvonne é admitida na redação, mas tem que se conformar com o seu lugar. Vai trabalhar com os seus ?brothers? and ?sisters? nos fundos da redação.

Essa situação tão ?típica? demonstra a dificuldade dos novos programas que tentam combater o racismo na empresas americanas. Programas como o ?Affirmative Action? (ação afirmativa) garantem um emprego para as minorias, mas não garantem os ?bons empregos?. O estigma racial ainda persiste e as redações de jornalismo não são diferentes. Os repórteres afroamericanos, hispânicos ou asiáticos são admitidos na imprensa, mas costumam cobrir as pautas de assuntos locais, comunitárias ou ?étnicas?. Ou seja, as minorias cobrem os assuntos relevantes às próprias minorias. Isso é considerado um grande avanço nas redações, foi conquistado com muita luta e tenta-se preservar essa conquista com um duvidoso ?corporativismo? étnico. O problema é que essa solução se torna uma prisão ou armadilha. Conseguir uma saída, quebrar esse estigma racial e profissional é muito difícil. A armadilha do racismo é perversa. Admite-se o jornalista negro na redação mas ele está condenado a uma carreira medíocre.

Na peça, a repórter Yvonne está resolvida a quebrar essa barreira a qualquer custo. Ela namora um outro repórter do jornal, um rapaz ?branco? que prefere ocultar a relação para evitar… ?problemas?. Mas, obviamente, ele jamais explicita quais são esses ?problemas?! Mas Yvonne é uma jornalista ambiciosa, inteligente e determinada. Na trama, ela acaba cobrindo um boa história sobre o assassinato de um professor branco em uma comunidade negra e acaba se metendo na maior confusão ao entrevistar a assassina. Uma jovem negra, estudante brilhante que resolveu fazer parte de gangues de meninas. Não vou contar o final, mas adorei a chance de dar uma espiada no problema dos ?outros?.

A peça é baseada em fatos reais. A autora, Tracey Wilson relembra uma outra jornalista mentirosa, Janet Cooke do famoso Washington Post. Em 1981, Janet Cooke recebeu o prêmio Pullitzer ao escrever história considerada ?brilhante? sobre uma jovem de 8 anos, viciada em heroína. Ao ser denunciada como ?jornalista mentirosa?, foi humilhada pelos colegas, perdeu o emprego, teve que abandonar a carreira e devolver o prêmio.

Antes da apresentação da peça, participei de um debate com a autora da peça, além de jornalistas brancos e negros. Discutimos o problema do racismo no jornalismo americano, mas também relembramos as questões éticas da profissão. Pelo jeito, a ?verdade? estaria ?atrapalhando? um novo jornalismo que busca o sucesso a qualquer custo. As perguntas versavam sobre questões profissionais e o clima era bastante pessimista em relação ao futuro da nossa profissão. Discutiu-se muito as enormes pressões impostas aos jovens jornalistas americanos, e em especial, aos jovens jornalistas afro-americanos. Eles são ?cobrados? de uma forma impiedosa e, hoje, com tantas denúncias de práticas ilícitas, os editores estão ainda mais ?ressabiados?. O jornalistas vivem um verdadeiro clima de terror. Perderam suas referências com a demissão ou aposentadoria apressada dos jornalistas mais velhos, e parecem meio ?perdidos?. O sucesso é exigência mínima para preservar o emprego. A competição é feroz e os jornalistas, principalmente os jornalistas brancos não parecem dispostos a fazer quaisquer concessões. Eles tentam manter os seus privilégios na sociedade e nas redações de jornalismo.

Também adorei um comentário mordaz da autora da peça, Tracey Wilson . Ela foi aluna de jornalismo aqui na Rutgers University de Nova Jersey e fez questão de dizer que teve vários problemas com a escolha da profissão. Seus professores costumavam adverti-la sobre os ?limites? éticos do jornalismo. Não satisfeita com a ?ditadura do fatos?, resolveu partir para a ficção. E de forma irônica, escolheu o jornalismo, o racismo e a busca da verdade como principais temas de suas peças. Faz questão de dizer que fez uma boa escolha. ?Nunca entendi os problemas de certos jornalista. Eles deveriam ter feito como eu e partido para escrever ficção?.

Assim como a personagem principal da sua peça e tantos outros jovens jornalistas, a autora de The Story, Tracy Wilson confirma que no jornalismo os fatos podem ?atrapalhar? uma boa história.

Aqui entre nós, a peça é muito boa, muito bem dirigida por Loretta Greco e todos os atores são excelentes. Mas o assunto obviamente ainda incomoda os americanos na platéia, em sua grande maioria ?brancos?. O problema é que o tema também deveria nos incomodar. Ao assistir a peça e ouvir as declarações da autora, fiquei intrigado com a nossa própria situação nas redações brasileiras.

Quantos negros brasileiros conseguem ultrapassar as barreiras da exclusão social ou racial e se tornam jornalistas? Quantos jornalistas negros brasileiros conquistam cargos importantes em nossas redações? O problema é certamente grave e merece a nossa atenção.

Algumas universidades brasileiras tiveram a coragem de adotar soluções radicais como o ?regime de cotas?. Afinal, pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) constatou que num pais de maioria ?negra?, apenas 15% da população acadêmica da universidade é negra. E no nosso cinema, na televisão e no jornalismo? Não seria o caso de também exigirmos ?cotas? raciais para as nossas redações de jornalismo? Em um país de ?racismo velado? como no Brasil, o tema é, sem dúvida, delicado, desperta muitas paixões e pouquíssimas ações. Mas também creio que é chegada a hora de discutirmos a questão do racismo não só em termos gerais ou no conteúdo da nossa imprensa. Deveríamos discutir a representatividade racial brasileira dentro das nossas redações. O sistema de cotas pode não ser a melhor solução. Mas em se tratando de um problema ?emergencial?, é sempre melhor do que a velha e confortável preferência nacional: fechar os olhos, dizer que aqui no Brasil não temos ?racismo?, e não fazer absolutamente nada.”

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